FLEC FAC critica presença de Angola em conferência de solidariedade com o Sahara Ocidental

Numa iniciativa da África do Sul, os Estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (com a sigla em inglês, SADC) participaram numa conferência de solidariedade para com a República Árabe Sarauí Democrática (RASD), na qual Angola participou com uma delegação chefiada pelo Vice-presidente da República, Bornito de Sousa.

Durante a conferência o presidente em exercido da SADC, Hage Geingob, disse que os africanos só poderão continuar a avançar quando todos os povos do continente estiverem livres, para Geingob “a autodeterminação é um direito do povo do Sahara Ocidental que ninguém o pode retirar”.

Reagindo à presença de Angola na conferência, a Direcção Política da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC-FAC) difundiu esta terça-feira 26 de Março um comunicado intitulado “Solidariedade da SADC com o Sahara Ocidental e Cabinda” em que manifesta “total solidariedade com a iniciativa” da África do Sul, mas “lamenta que a presença de Angola, estado membro da SADC, põe em causa a nobre iniciativa”.

No mesmo documento, assinado pelo porta-voz da FLEC-FAC, Jean Claude Nzita, o movimento independentista refere que “Angola afirma que defende a independência e o direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental, e que reconhece a Frente Polisário como legítimo representante do povo sarauí, assim como exige o fim imediato da colonização marroquina do Sahara Ocidental”, porém, “simultaneamente Angola reprime com maior violência qualquer iniciativa popular que reclame os mesmos direitos de independência e autodeterminação em Cabinda. Com uma atitude neocolonial Angola não cessa de prosseguir a militarização de Cabinda e tenta sem sucesso exterminar a FLEC-FAC que luta pela independência de Cabinda desde 1963”.

Através do mesmo comunicado a Direcção Politica da FLEC-FAC “solicita à África do Sul e aos estados membros da SADC que organizem igualmente uma conferência de solidariedade com o povo de Cabinda para que, juntamente com o Sahara Ocidental, a SADC contribua na busca de soluções políticas e pacificas para pôr termo aos conflitos em Cabinda e no Sahara Ocidental, e que permita terminar definitivamente com o colonialismo em África concedendo aos povos africanos o legitimo direito de alcançarem a independência através de um referendo de autodeterminação”.

“A Direcção Politica da FLEC-FAC reafirma a total disponibilidade e abertura para dialogar com Angola sobre os princípios que permitam pôr um fim definitivo ao conflito em Cabinda, e solicita a urgente mediação da África do Sul e dos estados membros da SADC, conclui Jean Claude Nzita.

Fonte: e-global

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