PGR de Angola nega acordo com Jean Claude Bastos de Morais

A Procuradoria-Geral da Republica de Angola disse hoje não ser verdade que o estado angolano tenha abandonado todas as queixas contra o empresário angolano Jean Claude Bastos de Morais, cuja companhia Quantum Global Administrava os investimentos do Fundo Soberano de Angola

Bastos de Morais foi preso há vários meses em Luanda depois da sua companhia ter sido afastada da administração desses fundos

A declaração de que o estado angolano tinha abandonado todas essas acusações foi feita em tribunal das Maurícias onde as contas da Quantum Global tinham sido congeladas a pedido das autoridades angolanas e as actividades de companhias ligadas à Quantum Global também suspensas.

O director executivo da Quantum Global Tobias Alexander Klein, entregou ao tribunal mauriciano na semana passada uma declaração juramentada em que afirmou que “os diferendos” entre a Quantum Global e Angola foram resolvidos.

As duas partes “concordaram em retirar todas as queixas em tribunais e nenhuma outra queixa será apresentada”.

“A Procuradoria-Geral de Angola decidiu abandonar os procedimentos em curso contra ele em instituições penais”, acrescenta a declaração.

Um porta voz da Procuradoria Geral da Republica de Angola sem gravar entrevista negou esta declaração.

A única coisa que lhe posso dizer é que nós não confirmamos esta informação”, disse à Voz da América o porta-voz sem adiantar mais pormenores.

A salientar que a Unidade de Inteligência Financeira (FIU) das Maurícias que tinha originalmente pedido o congelamento das contas a pedido das autoridades angolanas disse em tribunal das Maurícias não se opor agora à libertação dos fundos.

O representante da Quantum Global Tobias Klein disse na mesma ocasião que “pelos relatos na imprensa a FIU baseou-se em queixas do governo angolanos contra Jean Claude Bastos de Morais e por receios de dissipação de fundos”.

“O estado angolano aceitou retirar todas as queixas contra Jean Claude Bastos de Morais”, disse Klein que acrescentou que nenhuma outra acusação existe contra o empresário.

Em resposta a representante da FIU, Verna Nirsimllo disse em tribunal não ter “qualquer objecção a que as ordens de congelamento sejam anuladas desde que os queixosos se comprometam a não fazer qualquer reclamação contra a FIU respeitante ás ordens de congelamento”.

O tribunal mauriciano descongelou todas as contas da Quantum Global com um total de cerca de 490 milhões de dolares.

O tribunal autirzou também cinco companhias ligadas à Quantum Global a reiniciarem as suas operações.

VOA

Via Angola24horas

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