Continua a escassez de água em Luanda

Luanda continua a enfrentar uma escassez de água sem precedentes, apesar dos trabalhadores da EPAL, terem levantado no passado dia 30 de Maio, a população denuncia preços exorbitantes e critica o executivo de João Lourenço.

Foi levantada no passado dia 30 de Maio a greve da EPAL – Empresa Pública de Águas de Luanda, que começou a 28 de Março, mas a situação está longe de ser resolvida e continua a ter um impacto negativo a distribuição do precioso líquido, com a grave escassez de água durante as duas semanas.

Um “bidon” de 20 litros passou a custar entre 100 a 150 Kwanzas e Luanda passou a ser abastecida pelos motoqueiros de 3 rodas , vulgo “Kupapata”, que também percorrem longas distâncias a procura do precioso líquido.

Longas filas de “bidons” a cada porta de casa, a cada rua e a cada esquina da capital angolana é o cenário que os luandenses enfrentam desde quarta-feira última (8/06).

“Nós já vivemos piores momentos, mas no tempo do Zedu a água não era tão difícil assim” lamenta Kiawete um dos populares do bairro Avô kumbi arredores da cidade de Luanda.

“Estamos a vender a este preço porque a água está difícil, e compramos também caro” justifica Gabriel Manuel um motoqueiro abordado pela RFI em Luanda, nas ruas do Golf 2, município do Kilamba Kiaxi.

Bernardo Ndombele Mila queixa-se de consumo de água imprópria “estamos sujeitos ao consumo de água salobra” ou seja salgada, proveniente de baixo da terra para o banho e lavar a roupa, para água doce, compramos o bidon de 20 litros a 150 Kwanzas nos Motoqueiros, vulgo “Kupapata”.

Suzana João outra entrevistada da RFI lamenta o facto e denúncia preços exorbitantes nos mesmos termos “água está difícil, compramos cada bidon a 150 kwanzas”.

Fonte: RFI

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