O Comité de transição do Fórum Cabindês para o Diálogo

Como cidadão livre e gozando da minha liberdade de consciência e de opinião, acredito sinceramente que a expulsão de Bento Bembé da liderança do FCD deveria ser um passo essencial para a recuperação deste.

Nenhum Cabinda é mais legítimo do que todos nós, para falar de Cabinda, acredito sinceramente que os filhos e filhas de Cabinda podem e devem um dia sentar juntos e começar a resolver suas diferenças, divergências entre eles.

Por VOC – Mbembu Buala

E se a comissão de transição FCD acredita na sua essência resolver ou relançar a dinâmica do diálogo no caso Cabinda, O general Nzulu não deveria se dar sozinho o luxo e a legitimidade de falar que vᾶo unir todos os ditos pequenos movimentos reivindicativos de Cabindas, mas sim convidá-los primeiro, para que cada um possa expressar livremente o que acredita ser justo no seu direito.

O actual clima político no território de Cabinda, pontuado pela detenção de jovens prisioneiros de consciência, e por graves violações de liberdades individuais, poderia inspirar o general Nzulu a dizer aos seus colegas do regime que o Memorando de Entendimento do Namibe morreu na consciência dos cabindas que nunca o adotaram.

Como ex-guerrilheiro, sabendo que de facto continua um conflito militar que nunca chegaram de resolver por meio deste memorando, e ter a coragem de falar a seus amigos do regime de propor um novo pacto republicano aos cabindas através de um diálogo franco e inclusivo, da mesma forma que eles, do MPLA, defendem o povo Sarahoui de viver livre em sua própria terra.

Querer dar início a um processo de redinamização do FCD pela mesma arrogância de sempre que criticávamos o Bento Bembe, mostra um claro sinal de que o governo do MPLA quer vender um novo vinho com velhos recipientes, e a juventude de Cabinda ja esta madura e não se deixará enganar em aceitar esse subterfúgio.

Que fica claro para o general que não há pequenos movimentos em Cabinda, há apenas uma e grande vontade de todos os cabindas de escolher o seu destino de viver em paz na sua terra como qualquer outro povo.

Como filho desse território, convidamos o general Zulu a medir a seriedade da crítica situação do povo na sua globalidade e entender que os interesses do território estão daqui em diante, e não mais na corrida permanente a escravidão de acomodações egoístas para as quais eles ganharam promoções militares e outras, sem poder mudar o curso da história de Cabinda.

Por fim, pedimos ao general que decrete a extinção oficial do FCD e o memorando do Namibe após treze anos de insucesso, a fim de abrir um novo processo de diálogo.

Texto de Osvaldo Franque Buela

Fonte: Club-K

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