DEMOLIDORES E ASSASSINOS CONTINUAM IMPUNES

DEMOLIDORES E ASSASSINOS CONTINUAM

Várias são as denúncias que dão conta que o ex-comandante de Região Militar de Luanda, general Carlitos Simão “Wala” esteve envolvido nas mortes, torturas e corrupção enquanto dirigia o comando da RML, o seu envolvimento deveu-se na resolução de vários conflitos de terras que envolvia altos dirigentes do país e os camponeses que diziam ser proprietários das suas lavras, afirmara um dos seus oficias de campo ao Jornal Hora H.

Neste desiderato, de torturas e mortes, o general Simão Carlitos Wala recebia terrenos e residências quando conseguia resolver uma determinada questão em litígio, deixando assim várias pessoas ao relento, como no caso do bairro Zango, onde várias casas foram atiradas abaixo e os seus militares acusados de assassinar o pequeno Rufino de 14 anos de idade, afirmou a fonte.

A Procuradoria-Geral da República, tem conhecimento destes litígios porque as vítimas endereçavam cartas à várias instituições para verem os seus problemas resolvidos, mas não conseguiam porque os dirigentes que lutavam com a população tinham pessoas dentro das instituições que travavam as correspondências, para não chegarem aos titulares, na altura. O ex-comandante da Região Militar de Luanda, Simão Carlitos “Wala”, recebia casas e terrenos na resolução de conflitos de terras que opunha os camponeses e altos dirigentes do país, disse a fonte da RML . Segundo o interlocutor, “Wala” havia recebido mais de cinco casas no condomínio da Somague, que estava em litígio entre o general Eugénio Neto e alguns indivíduos que foram recorrer ao comandante da Região Militar de Luanda, para os ajudar a resolver o problema, e depois de se efectivar o referido apoio, os proprietários construíram no local residências e deram quinze casas para a RML. “O general Wala distribuiu as mesmas a alguns efectivos da nossa unidade e ele ficou com mais de cinco casas e, os donos do condomínio entregaram estas residências em agradecimento à resolução que a região militar havia dado ao caso, que se encontrava em litígio”, salientou a fonte.

Mas isso não significa que o general Simão Carlitos é que invadiu os terrenos, e se quiserem podem ir averiguar nos terrenos que o Wala ajudou a resolver o conflito, vão ver que os reais proprietários estão localizados, exemplo o Mateus, Ngunza e uma senhora da UNITA que é brigadeira. “Portanto, há vários casos em que o general Wala intervira, por orientações superiores e temos exemplos palpáveis: o caso do irmão do ex-presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, é um deles e quem pediu ao chefe foi o ex-titular do poder executivo JES e tantos outros”, denunciou.

A fonte acrescentou ainda que o general Eugénio Neto, a maioria dos terrenos que ele adquiriu na via expressa, é de forma ilícita porque os homens que ele delegava para o efeito são bandidos e passam-lhe documentos falsos, e quando há litígio entre os reais proprietários é chamado a provar com a documentação em sua posse, ele não comparece”, avançou.

A fonte considerou que “as pessoas querem ver em maus lençóis o general Wala, porque acusam-no de vários crimes como a morte do Rufino e daquele marginal altamente perigoso que morreu no bairro Panguila denominado Mingo, o mesmo era desertor e usava farda das Forças Armadas Angolanas e dizia que era sargento da Casa Militar”. Conforme disse, as forças do general Simão Carlitos Wala é que o abateram por causa dos rumores de assaltos à mão armada e de viaturas na via Expressa, e a morte dele deveu-se por estar a patrocinar a quadrilha que operava naquelas imediações e, quando o Mingo morreu, o Município de Cacuaco ficou mais de uma semana sem se registar casos de assalto; isso foi em Agosto de 2015, afirmou a fonte que não quis ser identificada.

Nas próximas edições este semanário vai trazer os principais mandantes que ocupavam os terrenos e alegadamente “corrompiam” o general Simão Carlitos Wala a intervir a seu favor.

Texto de Mwana Úta

Fonte: Jornal hora h

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