EUGÉNIO LABORINHO, ACUSADO DE TER COMETIDO CRIMES DE PECULATO EM CABINDA

E AGORA PGR E IGAE, ESTAMOS EM FACE DE UMA DENÚNCIA PÚBLICA DO TITULAR DO PODER EM CABINDA!

SERÁ QUE A LEI SE VAI FAZER SENTIR COMO ESTÁ SER COM O EX-ADMINISTRADOR DO BELIZE E COM AUGUSTO DA SILVA TOMÁS?

NOVO GOVERNADOR DE CABINDA DENUNCIA “FALCATRUAS” NAS INFRA-ESTRUTURAS PÚBLICAS

Há escassos dias, segundo o Jornal de Angola, o novo governador de Cabinda, Marcos Alexandre Nhunga, manifestou descontentamento pelo facto de várias infra-estruturas públicas na comuna de Tando-Zinze, situada a 75 quilómetros da capital (Cabinda), não terem qualidade e custado aos cofres do Estado preços exorbitantes.

Indirectamente, o governante denunciou o seu antecessor, Eugénio Laborinho, de ter cometidos crimes de peculato.

O governante deu a entender que o seu antecessor, o actual ministro do Interior, Eugénio Laborinho, cometeu pecaminosamente inúmeras irregularidades na gestão da coisa pública, durante o período em que esteve a dirigir Cabinda.

Pois, em Angola, a maior parte das pessoas (sobretudo do partido no poder) continuam a ver as nomeações como uma oportunidade para se enriquecerem ilicitamente.

Em poucas palavras, ser nomeado para um determinado cargo, em Angola, continua a ser um espécie de ‘core business’, como nos tempos de José Eduardo dos Santos.

“No decurso das visitas, constatámos projectos mal executados e com preços muito altos.

Isto nos causou má disposição, porque com o dinheiro que o Governo disponibilizou poderia ter-se feito melhor e evitar-se as reiteradas reclamações da população”, enfatizou, na altura, o governador no final de uma visita a várias aldeias de Tando Zinze.

Marcos Nhunga apontou como exemplo o projecto de abertura de furos artesianos no município de Cabinda, como sendo a prática evidente de má gestão e de sobrefacturação.

“Não se pode compreender que a abertura de um furo artesiano custe entre 25 a 45 milhões de kwanzas.

Na maior parte das aldeias do município de Cabinda, não tem água potável, as estradas secundárias e terciárias estão degradadas, os postos médicos têm muitas dificuldades, os que existem não possuem água potável nem tão pouco energia eléctrica”, lamentou o governador de Cabinda.

O governador Marcos Nhunga prometeu criar, nos próximos dias, uma unidade para inspeccionar a actividade do seu elenco. “Vamos realizar um trabalho extremamente rigoroso para melhorar os níveis de controlo dos fundos públicos”, disse.

O governante avançou que as administrações municipais, secretarias locais e “o próprio Governo serão as principais instituições onde a acção da inspecção far-se-á sentir rigorosamente”, com vista a banir muitos vícios implementados por Eugénio Laborinho aquando da sua governação.

“Pedimos o comprometimento de todos os gestores para a mudança de consciência, para evitarem situações adversas.

Advertimos os que têm vício de desviar fundos públicos para deixarem, porque, durante o meu mandato, não irei tolerar esse tipo de comportamento e os que agirem deste modo irão para a cadeia”, advertiu Marcos Nhunga.

No nosso entender, as preocupantes questões – pode se subentender também como acusações – aqui levantadas pelo governante devem, prontamente, ser averiguadas pela Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) para o devido esclarecimento, de modo a desencorajar este ‘modus operandi’, a fim de mudar o que deve ser mudado.

Fonte: Club K

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