AMEAÇAS NO MUNDO DIGITAL EM 2020

As ameaças digitais e de privacidade de que são alvo os defensores de direitos humanos estão a aumentar.

VOC

Para quem tem como missão manter os ativistas a salvo, este é um jogo do gato e do rato, já que os ataques vão sendo trabalhados mediante a atualização dos protocolos de segurança.

Ramy Raoof, da Amnesty Tech, diz que um dos principais desafios do ano é a segmentação personalizada de smartphones, que chegou às manchetes em 2019, quando o WhatsApp – a aplicação de mensagens propriedade do Facebook – apresentou uma queixa na justiça contra o NSO Group por ataques de spyware a mais de mil utilizadores.

Esta semana, a empresa israelita voltou às bocas do mundo devido à ação que corre num tribunal de Tel Aviv.

A Amnistia Internacional e outros grupos de direitos humanos estão a tentar forçar o Ministério da Defesa de Israel a revogar a licença de exportação que a companhia possui, já que os produtos que vende foram usados ​​para atacar ativistas de todo o mundo.

O caso remonta a maio do ano passado, quando o NSO Group explorou uma vulnerabilidade no WhatsApp, visando mais de 100 defensores de direitos humanos.

Ramy Raoof deixa-nos agora dicas para garantir que as suas comunicações são feitas em segurança.

Comunicações seguras

Informações básicas para utilizadores de iPhone ou Android: Faça o download das aplicações apenas nas lojas oficiais para minimizar o risco de ataques e impedir que as suas informações pessoais possam ser acedidas sem consentimento. Atualize o sistema e as aplicações com frequência para garantir que dispõe dos mecanismos de segurança mais recentes. Ative a opção de “recuperação da conta” e, por último, escolha um bloqueio de ecrã complexo, com oito dígitos ou um código alfanumérico.

Gestão de passwords: Se usar um sistema que gere as suas senhas de acesso significa que não precisa de se preocupar com esquecimentos ou utilizar sempre a mesma palavra-passe. Este tipo de ferramenta cria e armazena, com segurança, passwords fortes. Entre os sistemas disponíveis, destacam-se o KeePassXC1Password e Lastpass. Lembre-se ainda de fazer backup do banco de dados do seu sistema que gere as senhas.

Aplicações de comunicação: Quando aconselhamos os defensores de direitos humanos a utilizar determinada aplicação, avaliamos as políticas (termos de serviço e condições de privacidade), a tecnologia (código aberto, auditorias, segurança) e, finalmente, a situação de quem procura o nosso apoio. De um modo geral, Signal e Wire são as duas aplicações com maiores garantias de privacidade. No caso do Signal, lembre-se que requer um cartão SIM para fazer o registo. Já o Wire necessita de um nome de utilizador e email.

Redes públicas de Wi-Fi e VPN: Quando ligamos um dispositivo a uma rede sem fios de um café ou aeroporto, o tráfego será rastreado por essa rede, havendo ainda o risco de ataques e invasão dos seus dados pessoais. Ao usar um VPN, consegue garantir mais proteção. Se quiser explorar algumas opções, consulte o NordVPN ou TunnelBear.

Fonte: Amnistia pt

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