CONFRONTOS COM A POLÍCIA FAZEM VÁRIOS MORTOS EM CAFUNFO-CUANGO


O Comando Provincial da Lunda-Norte da Policia Nacional (PN) afirma, em comunicado, “a ocorrência de um acto de rebelião armada praticado por um grupo de aproximadamente 300 elementos, afectos ao movimento Protectorado Lunda Tchokwe que, teve início cerca das 4h00, madrugada deste sábado, dia 30 de Janeiro do ano em curso, na vila mineira do Cafunfo-Cuango” José Mateus Zecamutchima, líder deste movimento, tudo não passou de uma “caça ao homem” com vista a impedirem a realização de uma manifestação prevista para hoje, sábado.

Diz a Polícia que os manifestantes eram “portadores de armas de fogo do tipo AKM, caçadeiras, ferros, paus e outras armas brancas, bem como pequenos engenhos explosivos artesanais, tendo-se dirigido às instalações da esquadra policial do Cafunfo, para a sua ocupação efectiva com perspectiva de aposição de uma bandeira”.

Acrescenta a PN que os manifestantes “Igualmente pretendiam com tais armas causar baixas ao efectivo das Forças de Defesa e Segurança, tendo provocado ferimentos a dois oficiais, dos quais um da Policia Nacional e outro da FAA bem como a vandalização de uma viatura estacionada no perímetro”.

“Em resposta a tão evidente rebelião e na tentativa de dispersá-los em legítima defesa dos bens e valores do estado democrático e de direito resultou a morte de quatro cidadãos e cinco feridos sendo que estes já se encontram sob cuidados médicos na unidade sanitária local, onde dois acabaram por sucumbir”, diz a Polícia.

José Mateus Zecamutchima, explica que esta “manifestação pacífica foi anunciada às autoridades em Novembro do ano passado e tem como o propósito “forçar o diálogo com o governo” sobre a intenção do movimento que defende a autonomia das Lundas.

“Distribuímos as cartas aos governos provinciais, até ao Palácio Presidencial da Cidade Alta, para a realização da manifestação pacífica”, disse o responsável, que descreve que, “antes mesmo do protesto ser realizado, no dia 16 de Novembro último, o governo provincial da Lunda-Sul, teria orientado intervenção dos órgãos de defesa e segurança, detiveram pelo menos 13 pessoas, entre as quais um soba e uma mulher, que continuam presas”.

“Nas Lundas, as ruas estão cheias de tropas que estão a fazer rusga e a bater às pessoas, além de que, o próprio comité do MPLA na Lunda-Sul, reuniu para criar aquilo que seriam as provas do crime, em que um grupo sairia com paus, catanas e outros objectos contundentes no dia da manifestação com vista a incriminar os membros do protectorado”, relatou Zecamutchima.

Entretanto, a Policia Nacional na Lunda-Norte “apela aos cidadãos em geral, a não enveredar por actos de rebelião armada ou outros que representem violência e que ponham em causa a estabilidade social e pública, pois, as forças de defesa e segurança enquanto legitimas defensoras da paz pública e da paz social, e do bem-estar de todos, tudo farão para fazer cumprir a constituição e a Lei para que Angola continue um território seguro para todos”.

30.01.21

Jornal Folha 8

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