SINSE USA SECRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS PARA SONSSACAR OS ACTIVISTAS DE CABINDA

A Secretaria de Estado da Justiça e dos Direitos Humanos de Cabinda, reuniu-se, ontem 22 de Janeiro do corrente, com activistas de Tchiowa para a recolha de contribuições para a criação de um prémio de “direitos humanos” na província.

De acordo a instituição, a intenção consta de um programa de auscultação que está a ser levado à cabo pelo órgão de tutela aos actores de defesa dos direitos humanos. Mas que não convenceu os activistas de Cabinda e que apresentaram reservas quanto a iniciativa das autoridades angolanas, nas suas reacções a VOA:

Nas suas declarações, Alexandre Kuanga coordenador da Associação para Desenvolvimento, Cultura e Direitos Humanos de Cabinda (ADCDH), afirmou o seguinte;


Os que mais violam os direitos humanos em Cabinda são os militares das FAA, da policia, do SINSE, da Investigação criminal, porque eles consideram terroristas todos aqueles que são defensores como a FLEC e independentistas.

Já, o jurista e activista cívico Egídio Conde classificou o encontro de oportuno, mas diz ser necessário que se clarifiquem as intenções reais;

A situação dos direitos humanos aqui em Cabinda é dramática e é preciso haver uma verdadeira interação entre os órgãos que administram a justiça em Angola e os activistas de Cabinda, defendeu.

Leitura diferente tem João Nsumbo, outro activista, para quem não há coerência entre o que dizem e o que fazem as autoridades de Cabinda.

Não se pode compreender que um dia nos chamem de terroristas e no outro somos chamados como se fosse o leão a convidar os demais animais dizendo que o leão morreu e vamos à festa ou óbito dele, ironiza Nsumbo quem diz que os activistas, estão vacinados em matéria de direitos humanos.

Para concluir a sua intervenção, João Nsumbo, vai mais longe, ao afirmar que é uma das apostas do Executivo dividir, excluir, embaraçar, sonegar o povo de Cabinda para melhor tirarem proveito de nós.

Durante a reunião, para a surpresa dos presentes e o que é anormal, a Secretaria dos Direitos Humanos de Cabinda apenas se limitou a ouvir os activistas, sem fazer qualquer tipo de comentário.

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