Bartolomeu Capita, apela aos Cabindenses à adesão ao MNC

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 21, 2019

O nacionalista cabindense, defendeu tal posição recentemente, num manifesto divulgado nas, redes sociais no pretérito dia 12 de Fevereiro de 2019, com o seguinte slogan:

“CABINDA, JUNTE-SE AO MNC, O CAMINHO CERTO, A AUTODETERMINAÇÃO EM VIGOR

NÃO PERCA MAIS TEMPO”

Juntos, acabemos com a repressão política, a exploração económica e a degradação social na nossa riquíssima e tão amada Pátria, i.e. Cabinda. Paremos de brincar, de nos deixarmos manipular ou distrair pelas formações políticas angolanas e seus mentores Ocidentais, que não são senão os beneficiários por excelência da pilhagem dos nossos recursos naturais.

 A exterminação absoluta das populações dos países ditos subdesenvolvidos é um projecto em andamento. A maquinação é tão global, tão subtil, tão maliciosa e tão danosa que nenhum líder Africano é suficientemente livre para garantir a sobrevivência de sua população. Jão Lourenço não tem como acabar com a corrupção e a utilização criminosa da economia e do Estado em Angola.

A maquinação serve-se de políticos com algo a esconder, e.g. com casos graves de corrupção, a fim de extorquir o que quiser fazendo chantagens. É preciso e é urgente despertarmos as populações Africanas, pois são as únicas com o poder de resgatar os seus próprios líderes e juntos repor o país nos devidos carris.

De recordar que o MNC (Movimento Nacional Cabinda), é uma organização política que se configura no vasto leque dos movimentos da luta para a independência de Cabinda.

Nas próximas edições deste portal, publicaremos uma edição especial sobre a formação política, liderado pelo compatriota Bartolomeu Capita.   

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Luanda acolhe vigília de protesto contra as detenções dos presos políticos em Cabinda

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 20, 2019

Na aquele que será o primeiro evento público, em Angola para protestar à detenção dos 79 Presos Políticos em Cabinda.

O evento será organizado pelos filhos de Cabinda, residentes em Angola, sendo a activista Rosa Conde (a coordenadora), que tem estado apelar, nas redes sociais e em algumas estações de rádio local a solidariedade da sociedade angolana contra as detenções arbitrárias que estão a ocorrer em cabinda, desde de 28 Janeiro.

Para os interessados em solidarizar-se com causa, basta que se vistam de branco e levarem consigo uma vela, nos dias 22 e 23 de Fevereiro  “Sexta e Sábado”, no Largo 1º de Maio (Luanda), às 18h00 para gritar bem alto:

EU SOU CABINDA: CLAMO POR JUSTIÇA!

LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS EM CABINDA JÁ!

Segundo a organização, os interessados podem ainda ligar para os seguintes terminais telefónicos (925406366 / 915321343) para obterem informações adicionais sobre o evento.

De recordar que os organizadores, endereçaram uma carta às autoridades do governo provincial de Luanda no dia 11 do mês em curso, onde comunicam a intenção para a realização  da referida vigília.

Aos filhos de Cabinda, residentes em Luanda, que são exímios participantes das festas da cidade de Cabinda (na Vila Alice e em Viana), agradecemos à vossa participação, tendo em conta que a libertação dos nossos irmãos das masmorras do MPLA, depende também da nossa união e solidariedade. Por isso não faltem para gritarmos todos juntos:

LIBERDADE JÁ, PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS EM CABINDA!

NÃO AO ESTADO DE SÍTIO NO TERRITÓRIO DE CABINDA!

NÃO ÀS DETENÇÕES ARBITRÁRIAS NO TERRITÓRIO DE CABINDA!

NÃO À TORTURA E NÃO À VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO TERRITÓRIO DE CABINDA!

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Onde estavam os angolanos quando Portugal e os Cabindas assinaram os tratados?

CABINDA – A TRAGÉDIA DE UM EQUÍVOCO, OPINIÃO DE GOMES KUMA

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 20, 2019

Os Néscios e Nefelibatas revolucionários a soldo do Imperialismo Soviético, Que encetaram o trágico Processo de Descolonização do Império Português, orientados pelo PCP/KGB, adulteraram, por ignorância e má fé, Tratados e compromissos históricos, em detrimento de uma traição que o tempo irá julgar, infelizmente sem apagar a desgraça que atingiu as franjas de um Crime Contra a Humanidade, nefasto para Portugal, letal para os povos descolonizados.

Antes mesmo da Conferência de Berlim, que delimitou fronteiras coloniais (1886), em que Portugal apresentou o Mapa Cor de Rosa que originou o Ultimato Inglês, ignorando o Tratado de Windsor, já Portugal administrava o Enclave de Cabinda, através do Tratado de Simulambuco (01/02/1885), negociado pelo Rei e Príncipes de N’Goyo, e o Comandante da Corveta Rainha de Portugal, Brito Capelo.


Neste documento ficou plasmado o seguinte:


Portugal obriga-se a fazer manter a integridade dos territórios colocados sob o seu protectorado.
Portugal respeitará e fará respeitar os usos e costumes do país.


Desde 1885 o território de Cabinda nunca esteve de maneira alguma ligado ao resto do território de Angola, tendo como separação natural o rio Congo. O território é um enclave de sempre com os dois Congos Brazaville e RDC, Cabinda nunca foi parte integrante de Angola antes, durante e após a colonização de Portugal.

Lembremos que os portugueses chegaram na foz do rio Zaire em Angola em 1484 e só chegaram em Cabinda quase 5 séculos depois. Surge a pergunta, onde estavam os angolanos quando os representante do governo português e os príncipes, chefes e oficiais do reino de N’Goyo assinaram o tratado naquele mesmo ano?

O Tratado de Simulambuco é um instrumento valioso da diplomacia internacional, único em África, sem ambiguidades, inequívoco nos seus objectivos, onde se ressalta em parágrafo único, o fim da escravatura.
Na política administrativa ultramarina portuguesa, Cabinda teve sempre um Estatuto especial, Angola teve sempre mais a ver com a administração de São Tomé e Príncipe.


Eis o Tratado:


Art. 1º – Os príncipes e mais chefes e seus sucessores declaram, voluntariamente, reconhecer a soberania de Portugal, colocando sob o protectorado desta nação todos os territórios por eles governados.
Art. 2º – Portugal reconhece e confirmará todos os chefes que forem reconhecidos pelos povos segundo as suas leis e usos, prometendo-lhes auxílio e protecção.

Art. 3º – Portugal obriga-se a fazer manter a integridade dos territórios colocados sob o seu protectorado.

Art. 4º – Aos chefes do país e seus habitantes será conservado o senhorio directo das terras que lhes pertencem, podendo-as vender ou alugar de qualquer forma para estabelecimento de feitorias de negócio ou outras indústrias particulares, mediante pagamento dos costumes, marcando-se de uma maneira clara e precisa a área dos terrenos concedidos, para evitar complicações futuras, devendo ser ratificados os contratos pelos comandantes dos navios de guerra portugueses, ou pelas autoridades em que o governo de sua majestade delegar os seus poderes.

Art. 5º – A maior liberdade será concedida aos negociantes de todas as nações para se estabelecerem nestes territórios, ficando o governo português obrigado a proteger esses estabelecimentos, reservando-se a direito de proceder como julgar mais conveniente, quando se provar que se tenta destruir o domínio de Portugal nestas regiões.

Art. 6º – Os príncipes e mais chefes indígenas obrigam-se a não fazer tratados nem ceder terrenos aos representantes de nações estrangeiras, quando esta cedência seja com carácter oficial e não com o fim mencionado no artigo 4º.

Art. 7º – Igualmente se obrigam a proteger o comércio quer dos portugueses, quer dos estrangeiros e indígenas, não permitindo interrupção nas comunicações com o interior, e a fazer uso das suas autoridades para desembaraçar os caminhos, facilitando e protegendo as relações entre vendedores e compradores, o as missões religiosas e científicas que se estabeleçam temporária ou permanentemente nos seus territórios; assim como o desenvolvimento da agricultura.

§ único. – Obrigam-se mais a não permitir o tráfico de escravatura nos limites dos seus domínios.

Art. 8º – Toda e qualquer questão entre europeus e indígenas será resolvida sempre com a assistência do comandante do navio de guerra português que nessa ocasião estiver em possível comunicação com a terra, ou de quem estiver munido de poderes devidamente legalizados.

Art. 9º – Portugal respeitará e fará respeitar os usos e costumes do país.

Art. 10º – Os príncipes e governadores cedem a Portugal a propriedade inteira e completa de porções de terreno, mediante o pagamento dos seus respectivos valores, a fim de neles o governo português mandar edificar os seus estabelecimentos militares, administrativos ou particulares.

Art. 11º – O presente tratado assinado pelos príncipes e chefes do país, bem como pelo capitão-tenente comandante da corveta «Rainha de Portugal», começa a ter execução desde o dia da sua assinatura, não podendo, contudo, considerar-se definitivo senão depois de ter sido aprovado pelo Governo de Sua Majestade.


Numa entrevista que fiz a N’Zita Tiago em Paris, e num almoço com ele no Midi em Bruxelas, confidenciou-me que conferenciando com elementos decisores políticos portugueses, estes entendiam Cabinda como território contíguo a Angola, desconhecendo a realidade do Enclave, encrustado entre o Congo e a RDC.


Depois da fantochada do Alvor, instalou-se uma Nomenklatura comunista burguesa, que transformou Angola numa economia dependente do petróleo e dos diamantes, 99% das exportações, pote único de acumulação de riqueza. Cabinda tem petróleo, e passou a ser vital para o Governo de Angola, letal para os cabindenses.


Como podem Movimentos de Libertação negar a autodeterminação de um povo anseia pela sua independência?

O problema, a meu ver, é mais económico do que político, mas creio que se atingiu um ponto tal de descontentamento generalizado, que a cedência a Cabinda, poderia impulsionar movimentações separatistas em Angola.


Em termos de Direito Internacional, Cabinda não é Angola, mas este desiderato é confrontado, no tempo, com múltiplos entraves. Primeiro foi a influência e o interesse do Imperialismo Soviético, depois a insaciabilidade das mordomias dos dirigentes angolanos, que perdura com novos protagonistas, e agora com o apoio e cumplicidade do Expansionismo Chinês.


A Partir de certo momento, com o esmorecer da FLEC, ganhou protagonismo a Igreja Católica através de alguns dos seus representantes, mas a chegada do Papa Francisco, veio atenuar posições, dada a sua evidente parcialidade socialista.


Em Luanda não vai haver mudanças, Governo e Oposição sabem da importância de Cabinda, e pela força não vislumbro a autodeterminação a curto ou médio prazos.


Das Nações Unidas ou da Organização de Unidade Africana, nada se pode esperar, uma e outra há muito deixaram de ter prestígio e autoridade para que possam exercer pressão, partidarizaram-se e o Conselho de Segurança transformou-se num ninho de contradições, onde o jogo de lideranças superam os interesses dos países e dos povos.


É o mundo que temos…!!!

Kuma Gomes, cidadão português        

Lisboa, 14/02/2019

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Amnistia Internacional apela à libertação dos activistas detidos em Cabinda

Amnistia internacional desafia os activistas dos direitos humanos de Angola, a denunciarem  junto das autoridades angolanas a detenção dos activistas políticos em Cabinda.

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 19, 2019

Numa campanha lançada a favor dos activistas detidos em Cabinda Amnistia Internacional, solicita o envio de cartas às autoridades angolanas para a libertação dos activistas presos em Cabinda.

Por outro lado, a Amnistia Internacional (AI) desafia os defensores de direitos humanos angolanos, a escreverem ao ministro angolano da Justiça e dos Direitos Humanos, Manuel Queirós, uma carta a denunciar a prisão de 62 activistas no passado 1 de Fevereiro em Cabinda.

A campanha refere-se aos membros e próximos do Movimento Independentista de Cabinda – MIC detidos na província nas vésperas de mais um aniversário do Tratado de Simulambuco.

Entretanto, a voz de Cabinda @mbembubuala, confirma que o número de detidos é de 79 e muitos com prisão já formalizada, enquanto outros continuam a ser ouvidos e, aguardam pelo julgamento que tarde a ser decretado.

Dos quais Rúben Mavungo Domingos, João Muanamueca Be e Filipe Macaia Luemba, sofreram desmaios hoje terça feira 19, e tiveram que ser transportados urgentemente para o hospital provincial de Cabinda, fruto da greve de fome decretada desde ontem 18, para protestar não só as detenções arbitrarias de que são vítimas e bem como as atitudes das autoridades angolanas que tinham decretado um bloqueio de contacto com os detidos.

Apelo-vos a solicitarem a libertação imediata e incondicionalmente, às autoridades dos 62 manifestantes detidos exclusivamente por exercerem pacificamente os seus direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica; e garantir aos activistas de Cabinda o seu direito a realizar actividades de direitos humanos sem receio de represálias e restrições ilegais”, diz a AI numa nota divulgada nesta terça-feira, 18, em jeito de minuta da carta a ser enviada às autoridades angolanas.

Aquela organização de defesa dos direitos humanos acrescenta que os activistas “permanecem arbitrariamente detidos na prisão civil da província de Cabinda”, tendo o Ministério Público solicitado a sua prisão preventiva e sob a acusação de crimes de associação criminosa, rebelião, insulto do Estado e perturbação e resistência pública.

Para a AI, “a repressão pelas autoridades aos manifestantes pacíficos em Cabinda enfraquece os direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica em Angola”.

Nota explicativa da minuta da Amnistia Internacional, em anexo.

A nota narra que as forças de segurança angolanas prenderam oito jovens activistas do Movimento Independência de Cabinda (MIC) nas suas casas no dia 28 de Janeiro na província de Cabinda, Angola, quando “preparavam panfletos para um protesto pacífico para marcar o 134º aniversário da assinatura do Tratado de Simulambuco, marcado para 1º de Fevereiro”.

A AI continua a explicar que, no dia seguinte, 20 pessoas, “incluindo membros da família e colegas dos jovens activistas detidos, foram presos pela polícia enquanto protestavam pacificamente para exigir a sua libertação em frente do edifício do Serviço de Investigação Criminal também em Cabinda”.

Os demais foram detidos quando “os manifestantes tomaram as ruas de Cabinda (…) para celebrar o aniversário do Tratado de Simulambuco e reiterar os apelos à independência de Cabinda de Angola”, tendo pedido também “a libertação dos presos anteriormente”.

Refira-se que os detidos vão aguardar o julgamento em liberdade ou até que seja tomada outra medida pelas autoridades judiciais.

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Opinião de José Marcos Mavungo a propósito das recentes detenções em Cabinda

Mavungo, apela a necessidade urgente da realização de um referendo para a autodeterminação de Cabinda

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 17, 2019

Fonte: Folha 8

No início de 2019, em especial nos dias 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, a pressão subiu com protestos nas ruas de Cabinda e o Governo Provincial de Cabinda ordenou a detenção de pelo menos 77 activistas sociais. O direito de reunião e de manifestação foi simplesmente ignorado. Há evidências de que João Lourenço (JLo) não está interessado em resolver a Questão de Cabinda.

Por José Marcos Mavungo (*)

Em Janeiro e início de Fevereiro de 2019, por ocasião da celebração dos 134 nos do Tratado de Simulambuco, a cidade de Cabinda ficou mais uma vez marcada por uma onda de detenções. Coisas que pensávamos não poderem mais realizar-se neste momento em que o Presidente da República JLo diz estar apostado em “ melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, verificaram-se perto de nós, em nossas casas, nas nossas famílias, dentro de nós. Cabinda tornou-se um pesadelo nestes últimos dois meses, com uma legião de forças de segurança dispersa por toda a parte à caça de bruxas.

Na segunda-feira, 28 de Janeiro, as forças de segurança do regime «en place» lançaram uma «campanha» de buscas e apreensões contra dirigentes do Movimento Independentista de Cabinda (MIC) e todos aqueles que, eventualmente, viessem a participar na manifestação programada para 1 de Fevereiro, contrariando assim o direito de reunião e de manifestação, previsto no artigo 47º da nova Constituição da República de Angola. A campanha prossegue por um período indeterminado, talvez até vésperas das próximas eleições autárquicas.

Desde o lançamento da campanha, o quotidiano em Cabinda está marcado por revistas, buscas e detenções permanentes, a última detenção foi a do Engº Sabastião Macaia Bungo, Secretário para a Informação do MIC, no dia 12 do corrente. Pelo menos 77 activistas sociais e políticos já foram detidos de forma arbitrária e programática, sem que tivessem sido apanhados em flagrante delito.

Até prova do contrário não houve qualquer confronto físico e gratuito com a Polícia, e nada consta que houvesse algo de errado por parte dos activistas sociais que mostraram vontade de participar da manifestação. Porém, muitos cidadãos foram selvagemente espancados por dois agentes da Polícia, alegadamente do SIC, um dos quais identificado apenas como Beto, residente no bairro de São Pedro.

Na sequência destes espancamentos, a activista Maria Deca teria ficado com a cara inchada, e Alberto Puna Buzi Cibi estaria com uma grande dor das costelas que dificultariam a sua marcha e o impediriam de dormir. Teria dificuldade em encontrar uma posição em que pudesse deitar-se sem que as dores o violentassem. Além disso, diz que há sangue nas suas fezes.

Como nos tempos de José Eduardo dos Santos, os arguidos estão colocados em prisão preventiva e foram indiciados por alegada prática dos crimes de associação criminosa, rebelião, ultraje ao Estado, arruído e resistência. O julgamento sumário contra o independentismo em Cabinda poderá ser para breve. Entretanto, em Angola, andam à solta os grandes tubarões do regime que teceram a corrupção e grandes garrotes impiedosos (por exemplo, o 27 de Maio de 1977, os autores morais do assassinato de Cassule e Alves Kamulingue) que a sociedade angolana conheceu nestes anos de independência, acabando por deixar órfãos, viúvas e reduzir 70% da população a uma pobreza abjecta.

Em Cabinda, a sociedade está a viver muito mal esta situação e está exausta de viver um ciclo de governação e de administração da justiça iníquo – período de um figurino sociopolítico e jurídico escaldante, mortífero, de abusos de poder, de criminalização das manifestações, de fracasso económico, de grave exclusão social, de negação dos direitos que ligam os Cabindas à sua terra.

Neste momento, muitos estão concentrados em saber a quantos anos os acusados serão condenados. Parece-me que a questão fundamental devendo atravessar as nossas consciências não é saber se o Tribunal da Comarca de Cabinda vai fazer um julgamento justo e imparcial, mas que os instintos políticos e militares subjugaram a razão jurídica do sistema judiciário angolano ao admitir o caso como um crime – e isto confirmado por vários casos similares no mundo, como por exemplo, a posição dos juízes da Alemanha, Bélgica, Escócia e Suíça ao terem de examinar os pedidos de extradição, feitos pela Espanha, que reivindicava os políticos catalães que se exilaram nestes países.

Por todas estas razões, ainda que venham a ser absolvidos ou condenados com sentenças curtas, já houve prevaricação, usando fraudulentamente as instituições de administração da justiça para amedrontar e ameaçar cidadãos, pelo simples facto de reclamarem um direito que os liga à sua terra.

Portanto, há evidências de que o Executivo angolano não assume um carácter suficientemente voluntarista no sentido de encontrar saída para os problemas explicativos das manifestações em Cabinda, entre os quais o agravamento da vida social (mesmo para uma simples dor de dente, deve-se estender a mão aos dois Congos) e a própria questão de Cabinda; trata antes de reforçar as restrições para o contexto envolvente, aceitando-as como um dado adquirido e procurando a melhor adaptação.

A estratégia de JLo inscreve-se na lógica das actuações políticas destes últimos 43 anos: não pôr em causa o legado de uma descolonização desastrosa e apertar o cerco aos espíritos irreverentes, reformadores, que não param de criticar, questionar o actual figurino sociopolítico, económico jurídico caracterizado por um feroz despotismo feudal e por uma estranha destruição e empobrecimento de Cabinda.

JLo esquece-se que os efeitos perversos de detenções arbitrárias e julgamentos injustos de pacifistas excedem, na maior parte dos casos, os efeitos da própria guerra, contradizem a razão de ser das penas infligidas aos supostos arguidos, as quais visam evitar violência e conflitos armados.

A propósito da Questão de Cabinda, o móbil da manifestação programada para 1 de Fevereiro de 2019, devemos recordar que as declarações dos governantes angolanos sobre a necessidade duma solução pacífica deste diferendo entre Cabinda e Angola já vêm desde a acessão de Angola à independência, e têm uma listagem longa. Mas podemos socorrer-nos de algumas.

Por exemplo, a 16 de Fevereiro de 1976, Agostinho Neto assume o compromisso de solucionar o problema de Cabinda pela via do diálogo. No aeroporto de Cabinda terá declarado: «Não vamos aguçar as lanças uns contra os outros. Não precisamos de fazer a guerra por causa deste problema». Prometeu criar comissões bilaterais, dialogar… nada mais fez senão matar, violar e deportar!

Além de vamos conversar! – de Fevereiro de 1991, o presidente José Eduardo dos Santos considerou, em Fevereiro de 2002, que Cabinda seria também “uma questão a tratar no âmbito da reforma constitucional”. Assim será possível “saber o que é que os angolanos todos querem, qual a sua opinião sobre Cabinda. “Trata-se de uma consulta popular dirigida a todos os angolanos”, afirmou o Presidente angolano. Acresce que o Presidente de Angola prometeu aos Cabindas, em Setembro de 1992, negociações destinadas a determinar se Cabinda é ou não Angola.

Já passaram 43 anos, e o diálogo tão propalado pelo regime não passa de simples oportunismo, manobra de diversão ou manipulação, uma mobilização para se fazer ouvir.
O Executivo angolano, em vez de gerir politicamente o problema, levou-o à justiça, e agora estamos aqui: a sofrer um julgamento político que não dignifica o Estado de Direito Democrático que Angola deveria ser.

Penso que JLo não deve continuar a esconder o sol com a peneira e, dessa forma, ampliando uma má imagem de Angola. É necessário um referendo de autodeterminação vinculativo para Cabinda, um projecto tão legítimo como qualquer outro (por exemplo, o caso do Saara Ocidental), embora ponha o Estado angolano histérico, um Estado multinacional erguido sobre os escombros de uma descolonização desastrosa e duma ditadura afro-estalinista que não foi expurgada nestes últimos 43 anos.

José Marcos Mavungo


Ativista dos Direitos Humanos

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José Marcos Mavungo, atropela mortalmente Predrowski Teca com Sapiência

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 16, 2019

Após os seus comentários racistas e xenófobos, contra à luta dos Cabindas, que prontamente mereceram respostas dos filhos da Pátria imortal nas redes sociais.

Chegou a vez dos veteranos da luta dos Cabindas, responderem na letra os comentários de Pedrowski e nos parece que a nossa irmã, devia o aconselhar em abraçar o convite e responder, oportunamente as teses direcionadas à si, pelo Dr. José Marcos Mavungo, e quiçá também explicar publicamente, a essência do seu ódio pela causa do povo de Cabinda.     

Caros compatriotas, cabindenses na integra a aula de sapiência de José Marcos Mavungo, dirigida à Teca, com o título:

Nota a Pedrowski Teca

Prezado Amigo,

Com os melhores cumprimentos!

Li os pontos de vista que tem vindo a dar sobre Cabinda desde 2014. Pareceu-me ter uma certa aversão sobre os líderes de Cabinda, pelo povo de Cabinda ( mesmo se a mulher com quem vive é por sinal de Cabinda), e até pela própria causa do povo de Cabinda, quando se refere ao nº 6 do Artigo 5º da Artigo à Constituição da República de Angola, sobre a “Organização do Território” – “O território angolano é indivisível, inviolável e inalienável, sendo energicamente combatida qualquer acção de desmembramento ou de separação de suas parcelas, não podendo ser alienada parte alguma do território nacional ou dos direitos de soberania que sobre ele o Estado exerce”.

Em suma, para si, a razão do mais forte é sempre a melhor; e que a Constituição é obra dos fortes, para apenas os fracos obedecerem. Que o Direito é algo artificial, e não decorre das exigências éticas da natureza humana. Que não existem valores humanos, mas apenas” vontade de potência” (Fredrich Nietzsche). Aliás, noto em si um espírito militarista nas fotos do seu mural.

Assim sendo, pareceu-me que o nosso famoso ativista político se teria colocado do lado de Golias, pela perceção de David ser fraco demais para fazer face ao membrudo e bárbaro gigante que seria invencível até eternidade (1Sm 17). Também, tenho a perceção de que não teria a coragem de confrontar o rei Herodes por seu adultério com a esposa de seu irmão e seus outros pecados (Mt 14: 6-10).

Assim, o povo continuaria resignado diante dos desvarios de um regime despótico e cleptocrático, iníquo, que, nestes 43 anos, matou, roubou e reduziu as populações de Angola à uma pobreza abjeta. E que o povo de Cabinda deveria resignar-se eternamente diante da lógica perversa de uma Constituição, porque foi votada pelo mais forte que lhe nega o direito a viver como povo. É triste para um ativista social que diz ser homem de boa vontade.

Não estou muito habituado à polémicas. Mas como as questões que levanta são sensíveis, acho que pecaria sem lhe dizer algo sobre o assunto. Por isso, achei-me também no dever de lhe fazer algumas perguntas, ouvir o seu ponto de vista sobre as seguintes questões:

1) Pode dizer-me algo sobre o contexto em que Cabinda foi integrado na Nação Portuguesa, com o Estatuto de Protetorado e as razões que levaram a Conferência de Berlim a aceitar o Tratado de Simulambuco, o documento testamentário deste estatuto, o que acabou por conferir ao Estado Português o direito sobre o território de Cabinda. Será que se o Tratado de Simulambuco tivesse sido assinado com a França, como foi o caso dos Protetorados assinados por este país com Marrocos e a Tunísia, a Conferência de Berlim não teria aceite o acordo e, no processo da descolonização, Cabinda seria Província de Angola? Porque é que França respeitou estes acordos?

2) A Constituição Portuguesa de 1933, (revista em 1935, 1936, 1937,1945, 1959 e 1971), no artigo 1º, nº 2, a mesma em vigor aquando da revolução dos cravos ( 25 de abril de 1974) que derrubou o regime fascista e colonialista português, esta constituição refere a Cabinda como um território distinto de Angola, à semelhança de outras províncias ultramarinas (Cabo-Verde, Guiné – Bissau, São Tomé e Príncipe ) que eram também distintas de Angola e de Cabinda. Pode dar-me uma explicação porque é que no processo da descolonização se teve em conta esta distinção, exceto no caso de Cabinda? Portanto, quais as razões que levam Cabinda a ser uma exceção às consequências lógicas advindas desta distinção no processo da descolonização?

3) Se os Acordos de Alvor tivessem sido assinados entre São Tomé Príncipe e Portugal, e no Artigo 3º se estipulasse que Angola é parte integrante de São Tomé e Príncipe, e que Cabo-verde seria parte integrante de Guiné-Bissau? Será que o meu bom amigo Pedrowski Teca ficaria eternamente resignado e encorajaria os cabo-verdianos a se resignarem também?

4) Se por ter sido parte do Reino do Congo, Cabinda deve ser Angola, então porque não falar também de partes integrantes de Angola as Províncias da atual República Democrática do Congo (RDC), do Congo Brazzaville, e do Gabão que foram também partes integrantes do Reino do Congo? Neste caso, não acha que se deveria excluir de Angola os outros Reinos que não foram parte integrante do Reino do Congo?

5) Será que já leu as obras do Dr Francisco Luemba, São Vicente, Blanco de Morais e a recente obra de colaboração coordenada por Sedrick de Carvalho sobre a Questão de Cabinda? Se sim, quais as debilidades encontradas nas análises interdisciplinares feitas pelos autores das mesmas sobre o assunto?

6) A actual República Democrática do Congo, o Ruanda e o Burundi tiveram uma única administração durante a colonização belga, estando o Governador sediado em Leopoldville, atualmente Kinshasa. Poderá dar-me uma a explicação sobre as razões que levaram o rei da Bélgica a conferir estatutos diferentes a estes países durante o processo da descolonização?

Gostaria imenso obter resposta às questões colocadas nesta nota, direito de resposta obriga.

Aqui ficam os meus agradecimentos antecipados pela atenção.

José Marcos Mavungo


Ativista dos Direitos Humanos

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FLEC FAC exige libertação e repressão de “77 patriotas” em Cabinda, polícia mantém silêncio

CABINDA

por @mbembubuala

Fevereiro 14, 2019

Fonte: O Jogo

O movimento independentista cabindês FLEC exigiu hoje a “libertação imediata dos 77 patriotas” detidos desde o início do mês em Cabinda e o fim das “detenções arbitrárias e da repressão”, com a polícia angolana a remeter-se ao silêncio.

A 07 deste mês, outro grupo, o Movimento Independentista de Cabinda (MIC), indicou à agência Lusa que a polícia angolana detém, desde 28 de janeiro, 74 ativistas, entre eles o presidente Maurício Bufita Baza Gimbi e o vice-presidente António Marcos Soqui, número que a FLEC/FAC indica hoje ser de 77.

Em declarações então à Lusa, Sebastião Macaia Bungo, secretário para Informação e Comunicação do MIC, referiu que as detenções foram sendo acumuladas desde 28 de janeiro, à medida que se aproximava o dia em que o movimento se preparava para celebrar com uma marcha, a 01 de fevereiro, o 134.º aniversário da assinatura do Tratado de Simulambuco.

A marcha, que acabaria impedida pelas autoridades policiais angolanas, visava – além de comemorar os 134 anos do tratado assinado em 1885 entre Portugal e os príncipes, chefes e oficiais dos reinos de Cabinda (Makongo, Mangoyo e Maloango), colocando o enclave sob protetorado português – exigir também a independência.

Desde esse dia que a Lusa tem contatado a polícia nacional angolana, que, no entanto, não tem avançado qualquer informação, limitando-se a indicar que “terão havido alguns distúrbios na ordem pública”, mas sem explicar pormenores.

Por seu lado, Sebastião Macaia tem estado incontactável.

Hoje, no comunicado, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC), assinado por Jean Claude Nzita, porta-voz e secretário para a Informação e Comunicação do movimento, acusa o Governo de João Lourenço de “distrair” a comunidade internacional “com reformas puramente cosméticas em Angola”.

“O presidente angolano, João Lourenço, tem levado a cabo uma violenta e sistemática repressão em Cabinda contra todos os que reclamam por liberdade e dignidade. Apoiado por uma máfia institucionalizada, João Lourenço diz pretender combater a corrupção e os abusos em Angola, mas Cabinda é uma exceção, demonstrando assim inequivocamente que Cabinda não é Angola”, refere a FLEC/FAC.

O movimento independentista denuncia também o que considera ser a “contínua e crónica militarização de Cabinda pelas tropas neocolonialistas angolanas”, que avançaram para o enclave com uma importante “dimensão e capacidade bélica de forças repressivas”.

“[Tal] demonstra, mais uma vez, que a justificação mitómana avançada pela oligarquia angolana de que pretendia garantir a segurança das fronteiras com a República do Congo e manter a estabilidade durante as eleições na República Democrática do Congo são apenas mais uma manobra de diversão para distrair a comunidade internacional e fazer de Cabinda o Guantánamo Angolano”, refere Nzita.

A direção política da FLEC apelou, mais uma vez, ao secretário-geral da ONU, António Guterres, “que conhece bem Cabinda”, ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e ao Conselho de Segurança da ONU para tomarem “todas as medidas necessárias para protegerem a população de Cabinda e forçarem Angola a terminar definitivamente com a repressão, militarização e genocídio em curso da identidade cabindesa”.

O racista e xenófobo activista angolano, afirma que os Cabindas são criminosos por defenderem à sua Independência total

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 14, 2019

Pedrowski Teca que também se opõe ao direito da autodeterminação de Cabinda, é o autor de tais afirmações que não surpreendem os filhos de Cabinda “ que lutam por uma causa justa” do seu direito à autodeterminação, direito este que é uma realidade viva no mundo de hoje e que os activistas seriam os primeiros a defenderem e não contestar ou negar.

Nas suas alegações afirmou ainda o seguinte: “Também estou solidário com os 77 activistas do Movimento Independentista de Cabinda (MIC) detidos pela polícia angolana no final de Janeiro do ano em curso (…);

Na sequência, Teca jingoísta que finge não conhecer à causa dos Cabindas, tentou se calhar agradar o JLO (para ver se apanha uma boleia e quiçá seja nomeado para o conselho de administração da Angop) “Realço que com base na lei angolana, qualquer tentativa de divisão territorial é crime, isto é, se formos a julgar pelo número 6 do Artigo 5.º da Constituição da República de Angola, sobre “Organização do território”, cito: “O território angolano é indivisível, inviolável e inalienável, sendo energicamente combatida qualquer acção de desmembramento ou de separação de suas parcelas, não podendo ser alienada parte alguma do território nacional ou dos direitos de soberania que sobre ele o Estado exerce”; Apesar de não ser à favor da fragmentação do território nacional, sou em prol da descentralização administrativa através das autarquias e da auto-governação, defendendo o diálogo como a melhor opção. É a desgovernação nessas terras ricas que incendeia o extremismo (…).

Jose Oproprio Oproprio – José Ndele, já afirmou “solidariedade não se cobra”.

As reações dos filhos de Cabinda aos pronunciamentos do dito activista que na sua infeliz mensagem da dita solidariedade aos nossos irmãos presos nas masmorras do Regime sanguinário e colonial do MPLA e de alguns angolanos, não se fez esperar.

António Paca Panzo, reagiu nos seguintes termos: Pelo que eu saiba, os ativistas do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe não reivindicam a separação das Lundas do resto do território angolano. Até agora apenas pedem uma autonomia administrativa e financeira. Aliás o partido PRS, reconhecido pelo Tribunal Constitucional, defende o Estado Federal composto por unidades federativas dotadas de autonomia política e financeira. Neste caso, é desnecessário evocar o artº 5 da Constituição da República de Angola, a não ser que se queira confundir os menos atentos.

Tem razão o Marcolino Moco quando diz que “ a perceção que se tem de Cabinda a partir de Luanda e sob véu criado pelo (…) aparelho doutrinário-propagandístico (do MPLA) está muito longe da realidade (Cfr. Sedrick de Carvalho et al, 2018, p.45) ”.  Não tenho dúvida que amanhã possa aparecer uma mão invisível a forjar um Movimento Independentista das Lundas para confundir a opinião pública. Todavia, o sangue do povo de Cabinda derramado pela sua liberdade não se confunde com manobras barratas. Se quiser solidarizar-se com os ativistas do Protectorado da Lunda Tchokwe que o faça. Deixa os cabindas com a sua cruz,concluiu.

José André Chiânica Brás, esclareceu o Senhor Teca, nos seguintes moldes: De acordo com os factos histórico-jurídicos e políticos, Cabinda não se enquadra na citação “É a desgovernação nessas terras ricas que incendeia o extremismo. Cada província deve justamente beneficiar das riquezas que tem”. “As reivindicações de Cabinda não buscam a boa governação nem o simples benefício das riquezas da terra. Que fique claro que Cabinda só é parte de Angola desde 1975 com a assinatura do Acordo de Alvor que, depois foi revogado em Agosto do mesmo Ano. Portanto, Cabinda busca a sua independência, a sua soberania, o direito de cuidar o seu destino. Nada mais, meu Caro!” Terminou os seus esclarecimentos com uma chamada de atenção ao dito activista.

Nos parece que foram prontamente esclarecidas as dúvidas.

Infelizmente o direito da autodeterminação do povo de Cabinda, continua ser negado, pelas autoridades angolanas e nos parece que também por muitos angolanos como o Pedrowski Teca que o MPLA formatou os cérebros (na tal dita história de Angola, composta mais de estórias e com mentiras).

Que pensam que o território de  Cabinda se autodeterminou, desde de 11 de Novembro de 1975 (enganam-se completa e redondamente), mas sim foi ocupado ilegal e militarmente no dia 8 de Novembro de 1975, pelo MPLA com o apoio militar de Cuba na inesquecível guerra clássica que ceifou a vida de muitos filhos da pátria imortal Cabindesa.

Neste sentido, exortamos aos compatriotas Cabindenses no interior e exterior de Cabinda, a se pronunciarem sobre o assunto para que continuemos à esclarecer não só as autoridades angolanas, mas principalmente à todos que não conhecem ou que nunca ouviram falar da nossa causa. O povo angolano é um povo irmão, com quem as nossas relações serão sempre cordiais, pacíficas e de amizade, desde que respeitem o nosso direito, sem reservas.

O povo angolano e em especial as suas autoridades, devem começar já a equacionar o “day after” sem a vaca leiteira, pois Cabinda será independente tarde ou cedo e constituição nenhuma, vai impedir este acontecimento.

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NOVO MOVIMENTO PARA A LIBERTAÇÃO DE CABINDA

FULC FRENTE UNIDA PARA LIBERTAÇÃO DE CABINDA, é assim que se vai denominar a nova organização política de Cabinda que terá como objectivo principal a luta para à independência total de Cabinda.

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 13, 2019

Segundo as nossas fontes, o FULC será constituido por jovens de Cabinda, residentes no exterior (Europa e América),  integrará ainda os anciões dos três reinos de Cabinda “Makongo, Mangoio e Maloago”, todos unidos em prol da luta de libertação de Cabinda, ocupada ilegal e militarmente por Angola.

Para o alcance da independência de total de Cabinda, o FULC, inspira-se na Águia que é uma das insígnias da bandeira do movimento, sendo a premissa fundamental da luta, tendo em conta que a águia é a rainha das aves e simboliza victória.

Como estratégia política, o FULC, apostará na “Diplomacia” que jogará um papel central para que sejam encontrados novos mecanismos para solucionar o Problema de Cabinda.

As fontes, adiantaram ainda que brevemente será anunciado, através das redes sociais e meios de comunicação social, a data para a realização do acto constitutivo do movimento, onde será apresentado para Cabinda e ao mundo, os ditames que levaram à sua criação.  

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DÍVIDA PÚBLICA ANGOLANA NA CATEGORIA “LIXO”

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 12, 2019

Fonte: folha 8

É isso. “Negativo” e “lixo”

A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) reviu em baixa a Perspectiva de Evolução da economia de Angola, de Estável para Negativa, devido ao “significativo aumento” da dívida pública, e manteve o rating em “lixo”. Parafraseando o secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, quando fala do Folha 8 pelas costas, estes tipos são uns “ressabiados”.

“A dívida pública de Angola em percentagem do Produto Interno Bruto aumentou significativamente em 2018, em parte devido ao impacto da forte depreciação do kwanza no volume de dívida pública em moeda estrangeira”, lê-se na nota que acompanha a divulgação da decisão.

“Estamos a rever a Previsão de Evolução da economia de Estável para Negativa e mantemos o ‘rating’ da dívida soberana de longo e curto prazo em B- e B; a Previsão de Evolução negativa reflecte a possibilidade de uma descida [do ‘rating’] se o alto peso da dívida pública tornar as necessidades de financiamento insustentáveis, ou se as pressões orçamentais ou externas levarem a défices gémeos mais prolongados que o previsto”, dizem os analistas da S&P.

No texto, a S&P diz que entre 2015 e 2018 “a dívida pública em proporção do PIB aumentou cerca de 40 pontos percentuais, de 45% para 87%” e acrescenta que Angola deve ter sofrido uma recessão de 1% em 2018, que deverá ser ultrapassada este ano, com um crescimento de 2%.

A dívida pública mede o endividamento das administrações públicas de um país, sendo que estas compreendem a administração central – serviços administrativos do Estado e outros organismos centrais cuja competência respeita à totalidade do território económico; a administração dos órgãos de administração local ao nível das províncias.

A dívida pública corresponde ao montante contratualmente acordado pelo qual as administrações públicas terão de reembolsar os credores na data de vencimento.

Engloba as responsabilidades em depósitos e equiparados constituídos junto das administrações públicas, os títulos de dívida emitidos e os empréstimos obtidos por estas entidades.

João Lourenço é que sabe

O Governo do MPLA (o único que Angola conhece desde 1975) prevê reduzir o rácio da dívida pública para 60% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2022, meta inicialmente inscrita nos objectivos governamentais para 2018 e referência para o endividamento público. Só falhou em 27%…

O objectivo consta do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, aprovado pelo Governo e publicado oficialmente no final de Junho de 2018, contendo um conjunto de programas com a estratégia governamental para o desenvolvimento nacional na actual legislatura.

O documento traça expressamente a meta de “diminuir o rácio Dívida/PIB de 67% em 2017 para 60% até 2022” e o objectivo de “assegurar a sustentabilidade da dívida pública, através da implementação de uma estratégia de gestão da dívida”.

Em 2015, o rácio da dívida pública angolana rondou os 46% do PIB e em 2013 os 25%.

Devido à crise (bem-vinda para o MPLA continuar a solidificar o seu sistema esclavagista) financeira, económica e cambial decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo, que se arrasta desde 2014, o Governo do MPLA tem recorrido à emissão de dívida e a financiamentos externos para garantir a continuidade de projectos públicos.

No final 2016, o Governo avançou mesmo com uma alteração à Lei do Regime Jurídico de Emissão e Gestão da Dívida Pública Directa e Indirecta. O Estado/MPLA deixou de estar vinculado à obrigatoriedade legal de não ultrapassar um nível endividamento equivalente a 60% do PIB, passando esse limite a ser apenas uma referência.

Especificamente, o programa de Melhoria da Gestão das Finanças Públicas idealizado pelo Governo para a actual legislatura, até 2022, prevê intervir ao nível da “arrecadação de receitas, procurando melhorar a previsibilidade da tesouraria do Estado” e assumindo (isto é como quem diz!) o compromisso com a “afectação de recursos”, para que “decorra de forma estratégica e que a prestação de serviços seja eficiente”.

“Temos de alterar a actual trajectória da dívida, sob pena de estarmos a hipotecar as gerações futuras. Portanto, o objectivo deve ser usar a folga que for obtida pelo diferencial do preço do petróleo, comparativamente ao preço de referência definido no Orçamento Geral do Estado, para reduzir a pressão sobre a dívida”, alertou anteriormente o ministro das Finanças, Archer Mangueira, a propósito da subida da cotação internacional do barril de crude.

O Governo previa captar 6,721 biliões de kwanzas (22.800 milhões de euros) de dívida pública em 2018, totalizando 54.500 milhões de euros de endividamento até final do ano, segundo previsão do Plano Anual de Endividamento (PAE).

De acordo com o documento, elaborado pelo Ministério das Finanças, estas necessidades, repartidas por 4,762 biliões de kwanzas (16.100 milhões de euros) a captar em dívida emitida internamente e 1,959 biliões de kwanzas (6.600 milhões de euros) em desembolsos externos, visavam “colmatar as necessidades de financiamento” do OGE de 2018.

“O ‘stock’ de dívida governamental deverá permanecer com a tendência de crescimento verificada nos anos anteriores, que se fundamenta numa maior participação da dívida titulada”, refere o documento, apontando um crescimento de 18% face a 2017.

A cumprir-se, por outro lado, a previsão (mirífica e delirante como Folha 8 escreveu em 15 de Julho do ano passado) de crescimento económico de 4,9% em 2018, o rácio da dívida pública angolana deveria ascender no final do ano a 60% do PIB do país. Ficou em 87%. Contudo, o Governo reviu em baixa a perspectiva de crescimento, para 2,2% em 2018, face ao ano anterior. Outras revisões, em baixa, serão feitas porque a realidade não se compadece com a demagógica propaganda do regime.

Contas à e por medida

Embora se saiba que as contas, nomeadamente as relativas à dívida pública, são aquilo que o MPLA quiser que sejam, o mais certo que ela chegue, ou ultrapasse, os 70% do PIB, escrevemos nós. Ultrapassou mesmo.

A Moody’s, por exemplo, só tem visto em Angola (ao contrário do MPLA) a degradação da balança de pagamentos e o aumento das necessidades de financiamento devido à assumpção da dívida da Sonangol.

Terá o Governo capacidade e vontade para lidar com a sustentabilidade da trajectória da dívida? São mais as dúvidas do que as certezas. Os generais não estão propriamente vocacionados para gerir um país, se bem que gerem muito bem as suas próprias contas.

Além da erosão dos principais indicadores, regista-se também a pressão mais imediata sobre o perfil de crédito de Angola que reflecte as crescentes pressões de liquidez e o cada vez mais difícil desafio de obter o financiamento necessário para garantir as elevadas necessidades de financiamento do Governo,

O custo dos juros da dívida, ou seja, o valor que Angola paga só em juros sobre o dinheiro que pede emprestado ou sobre as emissões que fez chegaram quase a 21% em 2017, subindo face aos 16% de 2016, continuando a subir em 2018.

O executivo de João Lourenço pretende diversificar os mecanismos de financiamento externo, admitindo a “exaustão” do modelo de carregamento de barris de petróleo como garantia das linhas de crédito de países financiadores, como a China. Mas tem mesmo alternativas? Ou vai “vender” o mesmo embora com um embrulho diferente?

Recorde-se, embora este exercício de memória irrite do MPLA, que o Presidente João Lourenço desvalorizou no dia 8 de Janeiro de 2018 o processo de renegociação da dívida pública angolana previsto pelo executivo, reconhecendo que é algo “permanente” e feito por todos os governos.

O chefe de Estado respondia no Palácio Presidencial, em Luanda, às questões colocadas pelos jornalistas durante a primeira conferência de imprensa “colectiva”.

“A negociação da dívida é um processo praticamente permanente, que todos os governos fazem, no sentido de encontrar melhores condições para honrar com os seus compromissos perante os credores, para não fugir das suas responsabilidades”, recordou João Lourenço, acrescentando que “uma das saídas é sempre procurar renegociar”.

“O Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM) reforça a necessidade de uma gestão fina da carteira da dívida pública interna e externa, utilizando os instrumentos de mercado à sua disposição, para, entre outros, promover a fungibilidade dos títulos”, lê-se num comunicado do ministério liderado por Archer Mangueira.

Acrescenta que, para o efeito, a nível do mercado interno, “o Ministério das Finanças, sempre que necessário, poderá realizar resgates antecipados”, enquanto no mercado externo o objectivo “é afinar a gestão dos passivos do Estado, com recurso à compra antecipada de dívidas de curto prazo e à contratação de dívida de mais longo prazo”.

“O Ministério das Finanças reitera o compromisso com os credores no cumprimento do serviço da dívida interna e externa, objectivo que se reflecte na proposta do Orçamento Geral do Estado 2018 e suportado pelos actuais níveis de tesouraria do Estado”, refere o mesmo comunicado.

Com um volume de dívida pública da Administração Central acima dos 61% do PIB no final de 2017, o PEM reconhece que a dívida externa “tem aumentado de forma significativa”.

O Governo reconhece que Angola tem recorrido a financiamento externo “maioritariamente para apoio à carteira de projectos do Programa de Investimento Público (PIP)”, um sistema de linhas de crédito, Estado a Estado, habitualmente suportado por seguros à exportação e taxa variáveis, que tem sido “a alternativa mais disponível no financiamento da renovação e requalificação das infra-estruturas nacionais”.

Alguns destes financiamentos são garantidos por carregamentos de petróleo, mas João Lourenço deixa o alerta: “O sistema de linhas de crédito tem a vantagem de permitir um acesso mais alargado ao financiamento externo. Contudo, vive-se, actualmente, uma situação de exaustão deste instrumento, na medida em que os carregamentos de petróleo têm estado completamente comprometidos com o serviço da dívida de três países: China, Brasil e Israel”.

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PELO FACTO DE ANGOLA NÃO SER UM PAÍS MADURO, O SEU APOIO A MADURO NÃO PODE SER SENÃO INFANTIL

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 12, 2019

Escusado será lembrar que os Cabindas que lutam contra a ocupação beligerante de Cabinda por Angola (1975), também inspirada pelos EUA e a França, ainda esperam pelo apoio de Angola e Moçambique. Nos dois casos, i.e. Cabinda e Venezuela, o petróleo é o factor decisivo. Como pode Angola ser sócia dos EUA na ocupação illegal e ilegítima de Cabinda, e pretender que não deseja ser sócia dos EUA numa ocupação eventual da Venezuela? Eis aqui o caso do gato escondido com o rabo de fora!

O Movimento Nacional Cabinda (MNC), para além de pugnar pela recuperação da soberania cultural, económica e política Cabinda, tem a vocação de ser berço do futuro Centro Nacional de Investigações Científicas, uma vez Cabinda independente.

No seu documento datado de 13 de Outubro de 2016, sob o título “Eleições Presidenciais de 2017: Perigo para Angola, Cabinda e Afrika”, o MNC afirma de modo peremptório o seu apego aos valores fundamentais consagrados nas ferramentas jurídicas internacionais. Ao contrário do regime mercenário de Angola que apoia o governo de Maduro na esperança (em tempos de desespero) de algo em troca, o MNC é avesso a ocupações coloniais e imperialistas, que estas sejam levadas a cabo por uma nação ocidental ou africana. Ademais, o MNC não é a favor de políticas de regime change teleguiadas por entidades estrangeiras, nem tão pouco a favor de exílios forçados de autocratas Africanos destituídos. O MNC aposta na transição política negociada e reconciliadora, por forma a evitar convulsões sócio-políticas susceptíveis de ocasionar uma situação muito mais caótica do que a vigente.

Para salvar Angola da corrupção e cleptocracia, é o MPLA todinho que deve ser afastado da gestão política. Não basta o afastamento de JES, e muito menos bastará o de João Lourenço. Porém, Angola do pós-MPLA requer propostas políticas concretas e apropriadas. Na perspectiva do MNC, a salvação da África, uma vez os regimes corruptos expelidos, passa pela criação e afirmação de um Congresso Nacional dos Povos de Angola―no caso de Angola; de um Congresso Nacional dos Povos de Cabinda―no caso de Cabinda; e assim sucessivamente.

http://gazetauigense.com/…/2125-angola-e-mocambique-apoiam-…

https://cabindacitizenship.files.wordpress.com/…/evitar-as-…

Texto de Bartolomeu Capita

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DIAMANTES DE SANGUE PODEM LEVAR A QUEDA DO CHEFE ADJUNTO DO SINSE

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 11, 2019

Não nos demitimos porque tivemos autorização do ex-presidente José Eduardo dos Santos (JES) para constituir a empresa de comercialização de diamantes. Estes têm sido os subterfúgios do Tenente General Fernando Manuel, Chefe Adjunto do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado “SINSE” para a área operacional que poderá ser exonerado, devido não só a sua relação de promiscuidade nos negócios de comercialização dos diamantes, “a Camanga”, mas também devido à desobediência aos avisos para por termo à concorrência frenética, com os actuais novos donos do poder em Angola que também entram no negócio dos milhões e o pretendem dominar sem quaisquer interferência de terceiros.   

Foi assim que reagiu o Tenente General Fernando, Chefe Adjunto do SINSE a mais de 10 anos no cargo e detentor de (30% do Capital Social da JAMARG), que, na verdade, aproveitou-se do facto do Tenente General Romero, seu sócio e acionista da JAMARG, (com 15% da acções) ter sido chefe da guarda presidencial de JES, para influenciar a decisão do ex-presidente em autorizar a constituição de tal empresa.

Segundo as fontes, parece que não existe, no entanto, documento nenhum que comprova que o ex-presidente da república de Angola (JES) autorizou o Chefe Adjunto do SINSE, a fazer parte de tal promiscua relação na empresa JAMARG, onde um cidadão Libanês tem 40% do capital Social.

De recordar que foram relações promiscuas do género de governantes angolanos e empresários árabes (principalmente)  que levaram o corte à Angola ao acesso dos dólares norte-americanos, imposto pela Reserva Federal dos Estados Unidos da América, tendo em conta que cédulas da divisa norte-americana cedidas à Angola foram parar ao Médio Oriente, especialmente no Líbano e segundo as autoridades do “Estado Unidense” contribuíram para o financiamento de acções terroristas, contra os países ocidentais na sua grande maioria.

Segundo ainda as fontes, confirmam a continuação destas práticas pelos novos donos do poder em Angola da cidade alta. Consta que recentemente o General Sequeira João Lourenço, Chefe Adjunto da Casa de Segurança do Presidente da República de Angola (irmão de João Lourenço), constituiu uma parceria para a exploração e comercialização de diamantes, em parceria com um cidadão libanês. As fontes vão mais longe e afirmam que a sociedade diamantífera dos Lourenços”, conta ainda com o apoio e o beneplácito do Presidente da República de Angola, João Lourenço que tem estado a facilitar as negociatas dos diamantes nas suas deslocações frequentes ao exterior, servindo-se de pombo correio da empresa.   

Por conseguinte ao não se demitirem, com esta fútil defesa, o Chefe Adjunto do SINSE e seus pares desafiam os novos donos do poder em Angola e bem como, acabam de fazer uma clara demostração de que nunca estiveram comprometidos com a segurança de Angola, mas mergulhados numa confrangedora promiscuidade e patrocínio à imigração ilegal e ao terrorismo, procurando, agora, fazer crer que tudo isso teve o beneplácito do ex-presidente (JES) de que não se descarte a possibilidade, tendo em conta a desgovernação que foi imposta em Angola, durante o período da sua governação.  

Uma atitude de arrogância que, apesar de transversal há um grande número de governantes e decisores da era de governação de JES, continuam a demonstram a arrogância (desafiando as autoridades judiciais e, desabafam nos bastidores de que não são os únicos que delapidaram os recursos do país e apontam o dedo à actual presidente da República de Angola, como sendo parte integrante da orquestra e que deve ter o mesmo tratamento no âmbito da tão propalado campanha de combate contra a corrupção) como a de Fernando Manuel, que também é dono das Empresas de Seguranças AP-SERVICE e ANGOATENTA, destratando os oficiais superiores e subalternos do SINSE nas suas longas reuniões de balanço operativas (sobre o cumprimento do SMOA), que aguardam expectantes  que desta vez tenham fim as suas estratégias de intrigas permanentes para se perpetuar na chefia dos serviços. Uma agenda que sempre contou com o apoio de um outro “propineiro” e seu melhor amigo, o Diretor, Bonzela Franco ( um analfabeto e incompetente) que se considera um Deus na terra.

Nessa sua estratégia de defesa, o grupo dos Bófias Camanguistas, está agora a tentar atirar todas as culpas do desvio dos diamantes apreendidos e das emissões das credenciais para os garimpeiros estrangeiros e nacionais explorarem diamantes, ao Chefe de Departamento do Corpo de Segurança de Diamantes, Joaquim Carlos, que tem sido a principal vítima nos argumentos de defesa de Fernando Manuel, acusando-o de possuir muitos casos pendentes na justiça por conta das alegadas promiscuidades.

Contudo, a verdade que não se quer calar agora, é de tentar saber o paradeiro dos 4.000 USD, numa prestação anual, que o grupo cobrava por cada uma das licenças passadas aos mais de 50 mil garimpeiros que actuavam no país, pelos quais, o Chefe de Departamento do Corpo de Segurança de Diamantes, Joaquim Carlos, possui processos no SIC, de queixas crime de burla por defraudação por incumprimento na entrega de algumas dessas licenças.

Assim anda “o gigante com pés de barros” Angola,  onde o mais alto mandatário da nação “o presidente da república, João Lourenço”, os dirigentes dos serviços de inteligência e segurança do estado e da presidência da república, estão envolvidos na tamanha promiscuidade de negócios de exploração e comercialização de diamantes.  

É fácil perceber que o tão propalado combate contra à corrupção está virado contra os concorrentes das negociatas e não a corrupção em si. Entende-se agora porquê que Angola se tornou, nos últimos anos, num país sem “rei nem roque”, mas sim um Estado sequestrado por máfias organizadas comandas por assassinos altamente perigosos.

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Jeovanny Ventura detido em Cabinda

Cabinda

Por @mbembubuala

Fevereiro 08, 2019

Num comunicado tornado público, hoje, sexta – feira 8, a Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos, denunciou à detenção de Jeovanny Ventura, activista dos direitos humanos, membro da ADCDH.

A detenção ocorreu às 14 horas de hoje nos arredores de Cabinda pelos agentes do SIC-CABINDA que têm vindo a realizar detenções arbitrárias contra todos aqueles ousam pensar diferente e que sobretudo defendem a ferro e fogo os direitos e as liberdades fundamentais universais.

É mais um filho de Cabinda detido ilegal e injustamente pelo regime do MPLA que suspendeu a Constituição angolana no território.

E já lá vão 76 detidos, segundo a nossa contabilidade presos nas masmorras do regime angolano por defenderem a Causa de Cabinda.

ADCDH, garantiu actualizar o assunto o mais breve possível.

Recorde-se que recentemente o activista foi alvo de perseguição por parte do SIC e SINSE no dia 5 de Janeiro do corrente. Jeovanny usou as redes sociais para denunciar o acontecimento:

“Estou sendo perseguido

Eu Jeovanny Ventura, Activista Cívico e Defensor dos Direitos Humanos, Membro da ADCDH em Cabinda, informo que desde as 14horas que havíamos marcado um encontro, não consigo sair de Casa pela forte presença de duas viaturas de marca Toyota Land Cruiser cor branca com vidros totalmente fumados a rondar as imediações da minha casa Tomem Nota”, concluiu.

ANGOLA CORRUPTION AND JUSTICE

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 08, 2019

Cabinda is a coastal territory (8,000 Km2) in West Africa bordering with the two Congo’s, which became a Portuguese protectorate following the Simulambuco Treaty signed on February 1, 1885. In 1974, after a hasty fall of the Portuguese overseas regime, the Angolan and Cuban troops invaded and occupied the territory, annexing it as the 18th province of Angola. Cabinda’s natural resources, mainly oil and gas, have provided a huge chunk (over 2/3 in the past) of foreign currency serving Angola to feed the war and suppress the people of Cabinda and its independence movement FLEC. Today, and while the civil war in Angola against UNITA ended since 2002, the military and political conflict in Cabinda remains unsettled.

When the regime stems from monopoly of truth and power,
When such truth and power have left a long trail of destruction, pain and deaths,
When such destruction, pain and deaths remain the rule for Cabinda colonization since 1974,
When such colonization corrupts and obstructs peace and democracy in the region, including the Congo’s,

hen the regime stems from monopoly of truth and power,
When such truth and power have left a long trail of destruction, pain and deaths,
When such destruction, pain and deaths remain the rule for Cabinda colonization since 1974,
When such colonization corrupts and obstructs peace and democracy in the region, including the Congo’s,

There is a reason to question what justice Angola can make now:
• A justice focusing on consequences or the underlying causes?
• A justice boosting the regime image or breaking the status quo?
• A justice cracking down on sinners or sins?

No doubt, the state is captive of subtle totalitarian practices and no justice can be made without addressing the underlying causes and establishing the full scale of social and economic damages, including human rights violations, which remain etched in the minds of all.

The starting ground and surefire path to justice require a twofold change: end the dominant-party system and accept the right of the people of Cabinda to self-determination. Then both the people of Cabinda and the people of Angola will be free and justice will follow with truth, love and integrity…

Changes in east European countries have made a school in our days: democratic change is possible, but only when the truth is accepted and totalitarian power is ended. Under normal circumstances, the current government would resign and new general elections would be hold. Alternatively, national conference, truth and reconciliation commission would be good examples that would help the Angolan people discuss a new beginning that ends both the Cabinda’s colonization and the ruling regime “MPLA is the people, the people are MPLA”, setting the ground for the rule of law and an inclusive (not just criminal) justice. Colonization of Cabinda is demeaning to all – Cabindans, Angolans and other people. There is no way out, but the path that our contemporary history has followed — South Africa acceded to the Namibia’s independence to put an end to apartheid and become free and democratic state, Indonesia accepted the East Timor referendum for self-determination to become the world largest Muslim democracy, and Portugal ended its colonial empire in Africa to become a free and democratic member state of EU.

If you value peace and justice, it is time to break the silence, question the status quo and help the people of Cabinda attain their self-determination for a sustainable peace and justice in the region. Currently, there is a wave of massive detentions going on in Cabinda — about 70 people, mostly young Cabindans associated with the civic independence movement for Cabinda (MIC), have been detained by the Angolan authorities to suppress the people’s peaceful march celebrating the 134th anniversary of the Simulambuco Treaty. The detentions began on January 28th and have continued for the last days. A full list of detainees is not available as families and civic reps have been denied access for visits.

Thank you all for caring and helping

By Afonso Bumba
Email: bumbaafonso@yahoo.com


Updated list of detainees:

1- Maurício Bufita Baza Gimbi – MIC, President
2- António Marcos Soqui – MIC, Vice President
3- Alfredo Duda – MIC, Religious Affairs Secretary
4- Andre Bucoio Nsungo
5- António Manuel Puati
6- Afonso Kiama Kiango
7- António Victor Tuma – MIC, Information Deputy Secretary
8- André Matoco
9- Antonio Lourenço
10- Antonio Jose Kipade
11- Basilio Vemba Gima
12- Bernardo Pedro Gimbi
13- Carlos Manuel Vemba – MIC, Secretary General
14- Celina Graça da Silva Daniel
15- Cristivão panzo
16- Celestino Gomes Mabiala Muendo
17- Daniel de Oliveira Buzi Bumba
18- David Kuembo
19- David kuembo Luemba
20- Eduardo Muindo Matumda – MIC, Mobilization & Organization Secretary
21- Florindo de Jesus
22- Filomão Futi Bumba Chiambi
23- Filipe Macaia Luemba – MIC, Political Education, Secretary
24- Francisco Casimiro Futi Tati
25- Geraldo Ngaca – MIC, Deputy Secretary General
26- Felix Mavungo
27- Gorge Alfredo
28- Isidouro Ncole
29- João Conde Bodo
30- José Pedro Buanga Diogo – MIC, Human Rights Secretary
31- João Zau Mambimbi
32- João Ngoio Dibanda
33- João Barros
34- José Luis Nvumbo
35- José Manuel Kibinda
36- João da Graça Mampuela
37- Joaquim Júnior Bety
38- José Manuel Ndalyahwila
39- Júlio Pau
40- José Sita
41- José da Gruz M
42- João Teculo Mabiala
43- Jorge Lima
44- Kimena Futi
45- Maria Deca
46- Manuel Bras
47- Mateus Puati
48- Manuel Ntumba Costodio
49- Marcelino Chimpolo Goma
50- Maurício Pedro Chocolate Tati
51- Marcos Futi Buengo Jacob
52- Madalena Marta Zovo Gimbi
53- Miguel Cambuzina Sampaio
54- Pedro Massiala Conde
55- Raimundo Gomes
56- Rúben Mavungo Domingos
57- Rafael Malonda Bumba
58- Raúl Libuili Sungo Gomes
59- Rodrigués Mavungo Conde
60- Sebastião Quinga Barros
61- Sebastião Sungo Batala
62- Sebastião Buio
63- Samuel Emanuel Nhimi
64- Zacarias Pena Fuce
65- Zacarias Chicaia Nzau

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Urgente! Familiares temem pelas vidas dos detidos 75 detidos em Cabinda

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 07, 2019

O agora conhecido como “o caso dos 75 detidos”, apesar de não se saber ao certo, o número exacto das pessoas que se encontram nas “masmorras” do regime colonial angolano, após a repressão da Marcha Pacífica do passado dia 01 de Fevereiro. Até ao preciso momento foram apurados 67 nomes da lista actualizada em anexo e, existem testemunhos de pessoas desaparecidas, durante as detenções levadas à cabo pelos agentes do SIC, SINSE e PIR.

Confirmar-se que Carlos Vemba, secretário geral do MIC, está com fortes dores nas costelas e com serias dificuldades respiratórias. E até ao momento as autoridades de Cabinda não permitem que lhe seja proporcionado a devida assistência médica e medicamentosa, pelos familiares que pela gravidade da situação, manifestaram o desejo que o mesmo seja transferido para os cuidados de uma instância hospitalar privada.   

Apurou-se, também que Maria Deca, está com várias hematomas no corpo todo, sendo o rosto a região a mais afectada.

Fontes ligadas ao processo, afirmaram que para além da debilidade sanitária de alguns detidos, por alegadas “ordens superiores”, familiares e pessoas solidárias, continuam a encontrar entraves para o contacto directo com os detidos. Facto que tem impedido à entrega directa e pessoal de bens de primeira necessidade, em especial o farnel.

Os detidos grande maioria do Movimento Independentista de Cabinda – MIC (activistas políticos e cívicos), que foram torturados no momento da detenção”.

Facto que deixou os familiares, aos prantos, levando os a temer pelas vidas dos detidos, uma vez que não os podem contactar directamente e estão muito preocupados com a alimentação dos mesmo.  

Se não estão a fazer a entrega da “comida”, gostaríamos de saber de que se estão alimentar e, se existem garantias de segurança nessa alimentação!

Tendo em conta experiências do passado e da barbárie que o MPLA tem estado a implementar em Cabinda o da eliminação dos filhos de Cabinda “defensores da independência total”, através de envenenamento enquanto estão na prisão. 

Essas reclamações são deveras, preocupantes. Segundo ainda as fontes, os familiares solicitam ajuda as instituições de defesa dos direitos humanos para a libertação imediata dos detidos, concluíram.

LIST IN UPDATE OF DETAINEES:

  1. Maurício Bufita Baza Gimbi – MIC, President
    2- António Marcos Soqui – MIC, Vice President
    3- Alfredo Duda – MIC, Religious Affairs Secretary
    4- Andre Bucoio Nsungo
    5- António Manuel Puati
    6- Afonso Kiama Kiango
    7- António Victor Tuma – MIC, Information Deputy Secretary
    8- André Matoco
    9- Antonio Lourenço
    10- Antonio Jose Kipade
    11- Basilio Vemba Gima
    12- Bernardo Pedro Gimbi
    13- Carlos Manuel Vemba – MIC, Secretary General
    14- Celina Graça da Silva Daniel
    15- Cristivão panzo
    16- Celestino Gomes Mabiala Muendo
    17- Daniel de Oliveira Buzi Bumba
    18- David Kuembo
    19- David kuembo Luemba
    20- Eduardo Muindo Matumda – MIC, Mobilization & Organization Secretary
    21- Florindo de Jesus
    22- Filomão Futi Bumba Chiambi
    23- Filipe Macaia Luemba – MIC, Political Education, Secretary
    24- Francisco Casimiro Futi Tati
    25- Geraldo Ngaca – MIC, Deputy Secretary General
    26- Felix Mavungo
    27- Gorge Alfredo
    28- Isidouro Ncole
    29- João Conde Bodo
    30- José Pedro Buanga Diogo – MIC, Human Rights Secretary
    31- João Zau Mambimbi
    32- João Ngoio Dibanda
    33- João Barros
    34- José Luis Nvumbo
    35- José Manuel Kibinda
    36- João da Graça Mampuela
    37- Joaquim Júnior Bety
    38- José Manuel Ndalyahwila
    39- Júlio Pau
    40- José Sita
    41- José da Gruz M
    42- João Teculo Mabiala
    43- Jorge Lima
    44- Kimena Futi
    45- Maria Deca
    46- Manuel Bras
    47- Mateus Puati
    48- Manuel Ntumba Costodio
    49- Marcelino Chimpolo Goma
    50- Maurício Pedro Chocolate Tati
    51- Marcos Futi Buengo Jacob
    52- Madalena Marta Zovo Gimbi
    53- Miguel Cambuzina Sampaio
    54- Pedro Massiala Conde
    55- Raimundo Gomes
    56- Rúben Mavungo Domingos
    57- Rafael Malonda Bumba
    58- Raúl Libuili Sungo Gomes
    59- Rodrigués Mavungo Conde
    60- Sebastião Quinga Barros
    61- Sebastião Sungo Batala
    62- Sebastião Buio
    63- Samuel Emanuel Nhimi
    64- Zacarias Pena Fuce
    65- Zacarias Chicaia Nzau

66 -Alberto Puna Bizi Cibi

67 -Filipe Pombo

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DR. AFONSO BUMBA, APELA AOS ANGOLANOS A EXIGIREM AOS POLÍTICOS E GOVERNANTES DE ANGOLA O FIM DA OCUPAÇÃO DE CABINDA

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 07, 2019

O Nacionalista Cabindense, defendeu tal posição recentemente, num manifesto divulgado nas, redes sociais como protesto da ocupação ilegal e militar de Cabinda por parte de Angola.

Numa altura que em Cabinda se vive um forte clima de tensão, com a detenção de mais de 70 activistas políticos e cívicos que se fizeram presentes na Marcha Pacífica, convocada pelo MIC para assinalar os 134 anos do Tratado de Simulambuco. Com um título sugestivo:

A natureza da colonização

A colonização assemelha-se a matacanha ou bitacaia, um minúsculo bicho que de forma imperceptível ataca o homem, entra sobretudo nos pés e, ao viver do sangue alheio, engorda-se e transforma-se numa presa, causando ao homem uma terrível dor e comichão e um desejo ardente de coçar.

Mas, mesmo passando todo o tempo a coçar, é impossível de a matacanha sair por si próprio. Com o tempo, ele pode apodrecer e, quando isso acontece, seguem-se mais consequências dolorosas. Há quem fique com um passo viciado ou forçado devido à contusões e degenerações causadas aos dedos. Nenhuma outra escolha cabe ao homem senão arrancar a matacanha para acabar com a dor uma vez por todas.

MAS, QUEM É QUE NOS COLONIZA — SÃO OS ANGOLANOS OU O GOVERNO ANGOLANO?

Somos pela liberdade e dignidade, por isso, temos de tratar a todos como homens, com respeito e consideração.

 Diz a sabedoria popular que quem tem razão, nunca ofende.

A nossa história há de ser escrita tal como o passado: os portugueses colonizaram o Brazil, Angola, Moçambique; os ingleses colonizaram America e vários outros países; os franceses o fizeram no Gabão, Congo…

Enfim, assim aconteceu e assim foi escrito: povos (fala-se pouco de governantes) colonizaram outros povos…

Enquanto os políticos e governantes passam, os povos permanecem; interessa a todos os angolanos assumir a responsabilidade de exigir aos seus políticos e governantes o fim da ocupação de Cabinda como condição humana para a liberdade, dignidade e felicidade de ambos povos de Cabinda e Angola.

Conclui o filho e defensor da Causa de Cabinda, Dr. Afonso Bumba.

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Activistas de Cabinda em Luanda para apresentarem uma queixa crime

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 07, 2019

Dr. Arão Bula Tempo, advogado e activista político e Eng. Alexandre Kuanga, coordenador da Associação para o Desenvolvimento e Cultural dos Direitos Humanos de Cabinda, estão em Luanda, e tencionam apresentar uma queixa crime à PGR, contra o executivo de Cabinda, liderado por Eugénio César Laborinho que acusam de estar a violar sistematicamente os direitos humanos no território.


A deslocação será ainda aproveitada para informar às organizações nacionais e estrangeiras sobre à actual situação que se vive no território de Cabinda, que continua a registar a prisão de pessoas inocentes, com a detenção já de 75 activistas cívicos e políticos.

As detenções foram após o Movimento Independentista de Cabinda (MIC) ter anunciado a sua intensão de levar a cabo uma marcha, no passado 1 de Fevereiro.

Alexandre Kuanga disse que as autoridades de Cabinda seguem as suas próprias leis e estarem a registar-se “detenções em massa de todos os que pensam contrário ao regime”.

Segundo o activista, das 75 pessoas detidas, muitas que foram levadas pelo SIC, estão desaparecidas e temem que o pior aconteça.

“As autoridades de Cabinda, praticamente suspenderam a constituição, criaram um instrumento de perseguição e captura de pessoas, arrombam portas e janelas, quando te encontram, espancam-te, algemam-te colocam-te na viatura e levam- te à esquadra da policia, levas outra tareia só depois encaminham-te ao SIC”, acrescentou.

Kuanga disse ainda que em Luanda levarão à cabo uma serie de contactos para pedir ajuda sobre a situação que se vive em Cabinda.

“Vamos contactar algumas associações e organismos internacionais, vamos também à Procuradoria Geral apresentar uma queixa crime contra o governo de Cabinda”, concluiu.

Remetemos, em anexo a lista “em actualização” dos activistas políticos e cívicos detidos recentemente em Cabinda, pelas autoridades coloniais angolanas.

 A nossa redcção apurou ainda que os familiares e pessoas interessadas, estão a ser proibidos de entrar em contacto com os detidos por alegadas ordens superiores. Facto que nos deixa muito preocupados, uma vez que tememos pelas suas vidas, tendo em conta experiências do passado da barbárie que o MPLA tem estado a implementar em Cabinda, o da eliminação dos filhos de Cabinda “defensores da independência total”, através de envenenamento enquanto estão na prisão e não só.

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DR. RAÚL TATI DÁ RAZÃO OS QUE DEFENDEM QUE CABINDA NÃO É ANGOLA

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 06, 2019

Raúl Tati diz que desta forma o Governo não resolve o problema

O deputado independente pela bancada da UNITA, Raul Tati, diz que as prisões que ocorrem neste momento em Cabinda são uma vergonha para Angola e seus dirigentes e alerta o Executivo de João Lourenço que desta forma não vai resolver o problema que os cabindas enfrentam.

“Não esperava numa altura destas que houvesse mais detenções no terreno, é uma vergonha, são detenções políticas, isto só vem dar razão os que defendem que Cabinda não é Angola porque usam-se medidas aqui que não se verificam noutras partes de Angola”, afirmou o conhecido “padre Tati”.

Para ele, “o problema de Cabinda é muito mais profundo e não vai se resolver com prisões nem com tribunais, são sentimentos bastante arraigados e profundos de identidade e os políticos angolanos precisam despertar e assumir que não vale a pena tapar o sol com a peneira”.

“O que se passa em Cabinda é muito grave e não se resolve de forma leviana”, sublinhou Raul Tati, que diz ter-se reunido com o responsável do Serviço de Investigação Criminal (SIC), o sub-procurador e o delegado do Ministério do Interior em Cabinda, que “confirmam os factos de que há um movimento, que houve tentativa de manifestação e que as autoridades locais acharam conveniente impedir a referida actividade e prender os seus mentores”.

Silêncio do Presidente

Desde a semana passada foram detidos 74 membros ou pessoas próximos do Movimento Independentista de Cabinda (MIC), que pretendia realizar na sexta-feira, 1, uma marcha para assinalar mais um aniversário do Tratado de Simulambuco, que colocou Cabinda sob o protectorado de Portugal.

Por seu lado, o activista cívico Alexandre Fernandes pediu às autoridades angolanas que pensem um pouco sobre Cabinda e que definem se “somos angolanos ou não”.

“A coisa é simples, até este momento o Presidente João Lourenço não proferiu nenhuma palavra sobre Cabinda, e isto começa a ser como uma máfia”, concluiu Fernandes.

A VOA tentou contactar o Governo provincial de Cabinda e a polícia local mas sem sucesso.

Fonte: VOA

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ADCDH – denuncia a detenção em Cabinda de 75 activistas políticos e cívicos

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 05, 2019

Numa comunicado tornado público hoje, terça – feira 5, a Associação para Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos, denuncia à detenção de 75 cidadãos em Cabinda e acusa o governo angolano de violação sistemática dos direitos humanos,  na senda da repressão da Marcha Pacífica do dia 01 de Fevereiro do corrente.

Ainda no comunicado a

 
“ADCDH Apela as Organizações nacionais e internacionais, a ONU, UA, UE, SADC, AMNISTIA INTERNACIONAL, CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL, OMUNGA, MOSAIKO, HUMAN RIGHT, OPEN SOCIETY e todas as Organizações de Defesa dos Direitos Humanos a denunciarem a violação dos direitos que o Governo Angolano está a cometer em Cabinda com a detenção de 75 cidadãos desde o dia 28 de Janeiro até a presente data.


Cabinda vive desde o dia 28 de Janeiro um clima tenso de detenções e perseguições, transformando esta cidade em zona de detenção e militarização.


Os cidadãos detidos estão na Cadeia Civil de Cabinda. Activistas, familiares e amigos encontram-se defronte àquela unidade penitenciária para visita e entrega de alimentos e outros bens de primeira necessidade, infelizmente não estão sendo permitindo a entrada. Os alimentos e outros bens, estão sendo recebido e encaminhado para os detidos pelos Agentes da Polícia de Guarda Penitenciária.


As capturas foram feitas pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR), Agentes dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE) e Polícia de Ordem Pública. Toda captura que efetuada, os detidos eram conduzido até a unidade da PIR para serem porretados e batidos com coronha de armas, botas militares depois os levavam até a Direcção Provincial do SIC-Cabinda para serem ouvidos.


Refere-se que as detenções surgiram em virtude da Marcha comemorativa do dia 01 de Fevereiro, data da assinatura do Tratado de Simulambuco”.

Conclui assim a ADCDH, no seu comunicado que a nossa redacção teve acesso.

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SOLICITADO APOIO ÀS NAÇÕES UNIDAS PARA A LIBERTAÇÃO DOS ACTIVISTAS CÍVICOS E POLÍTICOS DETIDOS ARBITRARIAMENTE, EM CABINDA

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 05, 2019

Numa mensagem enviada ao Senhor António Guterres, Secretário geral da ONU e as instituições de defesa dos direitos humanos, apelamos as Nações Unidas e as sua parceiras, à pressionarem com urgência, o governo angolano para à libertação imediata e incondicional dos activistas cívicos e políticos detidos, recentemente em Cabinda de forma arbitrária.

À

SUA EXCELÊNCIA

O SENHOR ANTÓNIO GUTERRES

SECRETÁRIO GERAL DA ONU

C/C: S.E Sra. MICHELLE BACHELET, Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU

 ASSUNTO: DETENÇÕES E REPRESSÕES EM CABINDA                                      

Os nossos respeitosos cumprimentos.

Excelência,

Como estava programado, na sexta-feira, 1 de Fevereiro, 2019, os filhos de Makongo, Mangoyo e Maloango,  saíram à rua determinados pacificamente “sem qualquer violência” para repudiar a colonização angolana, e reforçar o apelo uma vez mais à Comunidade Internacional para à Autodeterminação e  Independência Total de Cabinda, tendo em conta os factos históricos e jurídicos que sustentam essa causa, a sensivelmente 134 anos.

Os organizadores cumpriram o seu dever de notificar as autoridades angolanas, incluindo o Presidente de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Apesar dos pesares, as estratégias maquiavélicas do regime opressor de Angola, foram postas em acção para impedir a realização da Marcha que foi previamente e amplamente divulgada como sendo Pacífica, que decorreu em Portugal-Lisboa, em Nova Iorque – Estados Unidos da América, e sendo fortemente reprimida, como esperado em Cabinda “Tchiowa”, com a detenção de cerca de 70 Cabindenses, numa autentica operação de caça às bruxas, aos membros e a direcção do Movimento Independentista de Cabinda (MIC).

O governo angolano reprimiu a manifestação, no território de Cabinda,  com uma mega operação de segurança, e continua à apertar o cerco aos membros do MIC e aos activistas dos direitos humanos (com pendor, aos ligados a Associação para Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos “ADCDH”).

Por essa razão, o território de Cabinda continua mergulhado num clima de alta tensão, com intimidações, perseguições e detenções arbitrárias, a todos activistas políticos e dos direitos humanos que eventualmente participaram ou tentaram participar na Marcha  realizada no dia 01 de Fevereiro, o que contraria o direito de reunião e manifestação, previsto no artigo. 47.º da Constituição da República de Angola.

A forte tensão instalada em Cabinda, não emana somente pelo desejo independentista da Juventude Cabindense, mas principalmente também, devido aos sinais positivos de grande revitalização da Flec Fac, tendo em conta os últimos acontecimentos de Janeiro que num confronto directo entre as Forças Armadas de Cabinda “FAC” e as Forças Armadas de Angola “FAA” que ceifaram a vida a 12 pessoas, entre militares da resistência armada de Cabinda, civis e soldados angolanos.

Já não é uma falacia, mas sim uma realidade que, nos últimos 43 anos, Cabinda se transformou numa espécie de centro da fúria da ditadura reinante em Angola, que não permite aos Cabindas fazer qualquer reclamação ou organizar-se em associações de defesa dos direitos humanos, vigiados em todas as suas ações pelos agentes dos Serviços de Inteligência do Estado angolano e torturados frequentemente, com detenções arbitrárias dos oficiais dos Serviços de Investigação Criminal “SIC”. Em suma, sem direitos à justiça e obrigados a suportar, a repressão, as perseguições, os assassinatos, e sobretudo os julgamentos injustos do regime opressor angolano do “MPLA”.

Por todas essas razões, nós os filhos de Cabinda não nos vamos calar diante da tamanha injustiça e continuaremos a reclamar e clamar pela nossa independência total, um direito natural.

Excelência,

Aproveitamos à oportunidade para lançarmos um apelo à ONU e os seus parceiros, principalmente os órgãos internacionais de defesa dos direitos humanos, a pressionar com urgência, o governo angolano para a libertação imediata e incondicional de todos os activistas  cívicos e políticos, detidos arbitrariamente, em Cabinda. 

Contudo, estamos fartos de injustiças e pensamos que o diálogo franco, aberto e inclusivo, ser a melhor via para a resolução do Problema de Cabinda. E ao exemplo da Eritreia e do Sudão do Sul, apelamos ainda a organização de condições para a realização de um Referendo sobre a independência Total de Cabinda.

Excelência,

É importante realçar que o direito à Autodeterminação não prescreve, não se transmite nem perde a sua eficácia, pois é um direito inviolável, inalienável e incessível, mas também imprescritível.

Paz, Justiça e Liberdade para o povo sofredor e indefeso de Cabinda!

04 de Fevereiro de 2019

   José Manuel Kabangu

-Jornalista independente e Activista Político-

LISTA DOS INDEPENDENTISTAS CABINDESES DETIDOS PELO REGIME COLONIAL ANGOLANO

1-Maurício Bufita Baza Gimbi – Presidente do MIC
2- António Marcos Soqui – Vice Presidente do MIC
3- Alfredo Duda – Secretário para Assuntos Religiosos
4- Andre Bucoio Nsungo
5- António Manuel Puati
6- Afonso Kiama Kiango
7- António Victor Tuma – Secretário Adjunto para Infromação
8- André Matoco
9- Antonio Lourenço
10- Antonio Jose Kipade
11- Basilii Vrmba Gima
12- Bernardo Pedro Gimbi
13- Carlos Manuel Vemba – Secretário Geral do MIC
14- Celina Graça da Silva Daniel
15- Cristivão panzo
16- Celestino Gomes Mabiala Muendo
17- Daniel de Oliveira Buzi Bumba
18- David Kuembo
19- David kuembo Luemba
20- Eduardo Muindo Matumda – Secretário da Mobilização & Organização
21- Florindo de Jesus
22- Filomão Futi Bumba Chiambi
23- Filipe Macaia Luemba – Secretário da Formação Política do MIC
24- Francisco Casimiro Futi Tati
25- Geraldo Ngaca – Secretário Geral Adjunto
26- Felix Mavungo
27- Gorge Alfredo
28- Isidouro Ncole
29- João Conde Bodo
30- José Pedro Buanga Diogo – Secretário para Direitos Humanos
31- João Zau Mambimbi
32- João Ngoio Dibanda
33- João Barros
34- José Luis Nvumbo
35- José Manuel Kibinda
36- João da Graça Mampuela
37- Joaquim Júnior Bety
38- José Manuel Ndalyahwila
39- Júlio Pau
40- José Sita
41- José da Gruz M
42- João Teculo Mabiala
43- Jorge Lima
44- Kimena Futi
45- Maria Deca
46- Manuel Bras
47- Mateus Puati
48- Manuel Ntumba Costodio
49- Marcelino Chimpolo Goma
50- Maurício Pedro Chocolate Tati
51- Marcos Futi Buengo Jacob
52- Madalena Marta Zovo Gimbi
53- Miguel Cambuzina Sampaio
54- Pedro Massiala Conde
55- Raimundo Gomes
56- Rúben Mavungo Domingos
57- Rafael Malonda Bumba
58- Raúl Libuili Sungo Gomes
59- Rodrigués Mavungo Conde
60- Sebastião Quinga Barros
61- Sebastião Sungo Batala
62- Sebastião Buio
63- Samuel Emanuel Nhimi
64- Zacarias Pena Fuce
65- Zacarias Chicaia Nzau

66- Alberto Puna

OBS:  -Lista em actualização-

Será a guerra o melhor instrumento para solucionar o Problema de Cabinda?

CABINDA

Por @mbembubuala

Fevereiro 01, 2019

Certamente que os Cabingolas e Cabibembes e, quiçá alguns defensores do regime angolano, diriam que não!  E diriam que para tal desiderato, deve-se continuar a insistir no diálogo com as autoridades coloniais angolanas.

Mas, as grandes questões que não se querem calar!  

Até quando vai persistir e aguentaremos à barbárie do MPLA?

Estamos a ser dizimados pouco, a pouco, com a estratégia de hoje nos reprimirem com execuções sumárias, detenções, e etc. E amanhã, nos restituírem à uma liberdade temporária! E o tempo vai passando (já lá se foram 43 anos). Será que temos noção disso?

Será que a luta para à Autodeterminação do Território de Cabinda, se vai resumir eternamente na tentativa, na esperança da almejada independência total?

Para quando à efectivação da independência total de Cabinda?

Até quando?

Quiçá até o genocídio da grande maioria do povo indefeso e sofredor de Cabinda, que continua a ser vítima da  barbárie do Regime angolano (MPLA) que ocupa o Estado de Cabinda, há mais de 40 anos, sob o olhar impávido de Portugal que continua à apunhalar-nos pelas costas, desde a fatídica, anexação no “Acordo de Alvor”.

 Por conseguinte, à Comunidade Internacional, se continua e com muita intensidade, por parte de todas as forças vivas Cabindenses, os apelos sucessivos para que o tão propalado diálogo( aberto, sincero, franco, transparente, e acima de tudo inclusivo) tenha lugar com a força invasora e ocupante ilegal “Angola”.

Recorremos principalmente às Nações Unidas (ONU), para seja “o mediador” não por ser apenas a Organização a quem compete à Manutenção da Paz e Segurança Internacionais, mas também por continuar a ser a única e verdadeira organização ao nível do mundo, como alternativa à guerra!

Mas que infelizmente, continua a permitir e assistir impávido, à implementação de políticas de opressão e repressão, no Território colonizado de Cabinda por parte do Regime invasor e opressor de Angola liderado pelo MPLA.

Apesar dos apelos, ao tão propalado e esperado “diálogo” que tarda a se concretizar, por culpa da força invasora (o Estado angolano) que finge não ouvir, a mensagem dos Movimentos que lutam para à Independência do Estado de Cabinda, tem estado a obrigar e com toda razão, a radicalização da juventude cabindense que já não que adiar a resolução do “Problema de Cabinda” para o dia de são nunca!

Destemida, saiu à rua no dia 01.02.19, pelo mundo fora, organizados numa Marcha Pacífica para celebrar os 134 anos do Tratado de Simulambuco(01.02.1885)“sem qualquer violência” repudiando a colonização angolana, e reforçando, o apelo uma vez mais à  Autodeterminação e  Independência Total de Cabinda, aos olhos dos homens.

Marcha que decorreu sem sobressaltos, em Portugal-Lisboa, em Nova Iorque – Estados Unidos da América, sendo reprimida em Cabinda (Tchiowa), com a detenção demais de 50 pessoas, uma autentica operação de caça às bruxas que se despoletou, desde do dia 28, de Janeiro.

Por outro aldo, a FLEC – FAC (Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda ), o único braço armado na luta independentista de Cabinda, defende a ferro e fogo, as zonas libertadas no interior das Matas do Maiombe que recente num confronto, empreendeu seis baixas  as forças militares angolanas, em legítima defesa.

 É importante realçar e a sinalar que antes e durante os acontecimentos à acima referenciados, a força invasora “Angola”, reforçou não só o número dos efectivos das suas Forças armadas e bem como o seu arsenal bélico, agravando ainda mais à actual situação político-militar no território, que é caracterizada como tensa.

Um sinal claro da continuação da guerra por parte da força invasora Angola, liderada pelo MPLA que insiste em recusar o diálogo( aberto, sincero, franco, transparente, e acima de tudo inclusivo).

Este “Modus Operandi” do governo invasor e ocupante(Angola) do Estado de Cabinda, tem desde de 1975 influenciado negativamente na Resolução pacífica do conflito armado e da crise que se instalou no Território de Cabinda, até aos nossos dias.

Porém, por mais danos que nos possa causar, a guerra – a via armada, não pode ser descartada para a resolução do Problema de Cabinda.

Tendo em conta que o tão propalado diálogo tarda a chegar e quiçá nunca chegará, pelas razões acima descritas, pois que está mais que provado, que nunca existiu, uma verdadeira vontade política por parte da força ocupante em resolver, o Problema de Cabinda, por via pacífica.

Que nos sirvam de exemplos, os casos da Eritrea e do Sudão do Sul, ex-territórios anexados à Ethiopia e ao Sudão, respectivamente, que se tornaram independentes e também a República Árabe Saharaui Democrática (RASD), que a força invasora Angola, reconhece o direito à Autodeterminação, no diferendo com o Reino de Marrocos.

Caros patriotas, Cabindenses, por tudo acima descrito,  fica aqui a questão para analisarmos!

É POSSÍVEL ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA DE CABINDA PELA VIA ARMADA?

Por José Manuel Kabangu – Jornalista e Activista Político

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Grupo de Reflexão-Cabinda Unida condena detenção de manifestantes em Cabinda

CABINDA

Por @mbembubuala

Fevereiro 03, 2019

Sobre o 1 de Fevereiro de 2019

É com particular atenção que ao longo desta semana viemos acompanhando as detenções de jovens manifestantes em Cabinda, maioritariamente pertencentes a organização política MIC, que mais uma vez o foram por quererem exercer um direito de reunião e de manifestação consagrado na própria constituição angolana.

Para os governantes, o recurso à força é uma prática normal para mostrar quem manda e quem deve cumprir, e tudo isso em nome de uma suposta manutenção de ordem pública. Mas se manifestar pacificamente é perturbar a ordem pública, neste caso a constituição angolana não precisava contemplar tal disposição na sua lei.

Para nós, observadores atentos da situação, é uma violação autêntica dos direitos humanos, para além de ser uma situação ridicularizante da própria constituição angolana. Nada pode justificar o uso da força, a intimidação e opressão para privar o exercício de um cidadão dos seus direitos constitucionais e muito menos a sua liberdade de se expressar como pessoa humana.

Para os detidos, as detenções, intimidações, e a humilhação de que são constantemente vítimas só servem de gasolina que dá maior força e energia aos ideais nobres que defendem. Para esses jovens, não há outro caminho a seguir senão o de martírio em nome dum ideal mais alto, o de encontrar uma solução ao problema de Cabinda.

Como se pode ver, estamos a girar num círculo, onde acções-repressão-condenação formam a placa giratória. E, no nosso entender, é preciso ser estúpido demais para aceitar voluntariamente saltar e girar num ciclo tão viciado durante 43 anos, sobretudo quando se sabe que um dos voluntários e entusiastas participantes desse carrossel tem poder de mudar o rumo das coisas.

O Grupo de Reflexão-Cabinda Unida apela, por isso, as partes à sensatez:

1- Aos filhos de Cabinda de fazerem prova de perspicácia e idoneidade políticas para descobrir as linhas de passe mais certas, para fazer sair Cabinda e seu povo nesse marasmo circular em que se encontra há mais de meio século.

2- Ao governo angolano de assumir as suas responsabilidades; aos dirigentes de Luanda de se assumirem como governantes e irem ao encontro do desejo do diálogo franco, inclusivo e conclusivo, que os representantes do povo de Cabinda há muito vieram solicitando.

Isto poderá vir valer justiça social e paz para Cabinda, paz e tranquilidade duradouras para Angola, aceitação mútua e convivência mais harmoniosa entre os povos de Cabinda e de Angola.

Pastor Afonso Justino Waco

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FLEC FAC EXIGE LIBERTAÇÃO DE MANIFESTANTES DA MARCHA PACÍFICA

CABINDA

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda “FLEC FAC”, acusou na sexta-feira Angola de estar a exercer “terrorismo de Estado” em Cabinda e pediu a libertação dos mais de 30 jovens do movimento que foram presos pelas autoridades angolanas.

Por @mbembubuala

Fevereiro 02, 2019

“Exigimos a libertação imediata e sem condições dos manifestantes. Nós temos direito à nossa autodeterminação e à nossa identidade. Estamos a ser reprimidos por Angola e denunciamos a repressão violenta que sofremos por parte dos angolanos”, disse Jean Claude Nzita, porta-voz da FLEC FAC, em declarações à Lusa.

Na terça-feira, as autoridades angolanas detiveram 32 pessoas de forma a tentarem evitar a realização de uma marcha pacífica em Cabinda para assinalar o 134.º aniversário do Tratado de Simulambuco.

Estamos a ser impedidos de nos exprimir livremente, como ficou patente na detenção dos manifestantes. Angola está a exercer um terrorismo de Estado sob a população de Cabinda”, acrescentou Jean Claude Nzita, que vive em Paris, França.

Jean Claude Nzita, porta voz da FLEC FAC
Jean Claude Nzita

Para a FLEC FAC, Portugal é o culpado desta situação por continuar a fugir às suas responsabilidades e não ter assumido os seus compromissos com o território de Cabinda.

“O responsável de tudo isto é Portugal e os portugueses sempre fugiram às suas responsabilidades, mantendo uma postura hipócrita em relação à nossa situação”, vincou o porta-voz.

O Tratado de Simulambuco foi assinado em 01 de fevereiro de 1885 pelo representante do Governo português Guilherme Augusto de Brito Capello, então capitão tenente da Armada e comandante da corveta “Rainha de Portugal”, e pelos príncipes, chefes e oficiais do reino de N’Goyo.

O tratado colocou Cabinda sob protetorado português e foi elaborado antes da Conferência de Berlim, que dividiu África pelas potências europeias.

A procura da independência data, no entanto, de 1956, quatro anos depois da união administrativa com Angola, com a formação do Movimento de Libertação do Enclave de Cabinda (MLEC) e, em 1963, dois anos depois do início da guerra em Angola, são criados o Comité de Ação da União Nacional dos Cabindas (CAUNC) e a Aliança Maiombe (ALLIAMA).

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda “FLEC” é fundada nesse mesmo ano, como resultado da fusão dos movimentos existentes e de forma a unir esforços que sensibilizassem Portugal para o desejo de independência.

Mais recentemente, a FLEC passou a designar-se Frente de Libertação do Estado de Cabinda.

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Dr. Raúl Tati, alerta sobre os perigos do uso da Força e da Repressão em Cabinda, pelo MPLA

CABINDA

Por @mbembubuala

Fevereiro 02, 2019

O filho de Cabinda e Deputado, teceu tais afirmações, ontem numa mensagem partilhada nas, redes sociais para a assinalar as comemorações dos 134 anos do Tratado de Simulambuco que submeteu a Nação Cabindense sob à protecção da soberania portuguesa.

Como estão recordados, o MIC convocou uma Marcha Pacífica em Cabinda para assinalar a data, mas que foi reprimida pelas autoridades locais, detendo cerca de mais de 60 membros desta organização que poderão ser presentes ao tribunal para um julgamento sumário na próxima segunda – feira, 4.

Para o deputado independente por Cabinda pela UNITA, Raúl Tati, que condenou à atitude do regime angolano, “lamentando o facto, tendo afirmado que os mais de 60 jovens detidos enfrentam neste preciso momento as masmorras do “MPLA”, alertando ao regime para evitar insistir no uso da força e da repressão em Cabinda para se acautelar que a situação se resvale em violência gratuita”. “Com a radicalização da nova geração Cabindense”.

Parece ser uma das estratégias das autoridades locais, nos últimos quatro meses, todas as manifestações anunciadas para ter lugar em Cabinda foram reprimidas pelo Regime angolano, com várias detenções, e depois com libertações.

O deputado e também conhecido activista de Cabinda, Raúl Tati, ontem na sua mensagem  apelou ainda a necessidade de se dar continuidade do despertar da consciência da Nação Cabindense ao se comemorar o Tratado de Simulambuco (que é um marco importante da identidade dos Cabindenses), mas tendo sempre em atenção o espírito e a letra dos ideais que nortearam a sua assinatura pelos antepassados de Makongo, Mangoyo e Maloango que assinaram o mesmo de forma soberana e livre.

Portugal se valeu deste Tratado, durante a conferência de Berlim (1884-1885) para reclamar a titularidade do território de Cabinda, uma vez que no período a tese da descoberta, tinha sido abandonado e se efectivado a tese da ocupação, sendo uma das grandes alterações da política internacional “mudança das regras do jogo” imposta pela conferência que permitiu a partilha do continente berço, acresceu, Tati.

Por outro lado, Tati afirmou ainda que não serão os tribunais que vão resolver a questão da identidade do povo de Cabinda “tendo em conta que são sentimentos profundos que os Cabindas transportam na alma e na consciência”, apelou ao diálogo, com todas as sensibilidades de Cabinda, como sendo a melhor via para resolver o problema.   

O Problema de Cabinda, não é um problema da justiça, da polícia ou do exército, mas sim dos políticos e Cabinda precisa neste momento é de Justiça, concluiu.

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A RAZÃO DA MINHA LUTA

CABINDA

Por @mbembubuala

Fevereiro 02, 2019

Porquê eu luto?


Eu luto porque não estou livre, porque o meu povo também não está livre. Luto por mim e pelo meu povo. E não meço as consequências desta luta, estou preparado para tudo, até, se possível, para a minha morte. Porque pode ser que o meu sangue é que vai completar o sacrifício necessário para que o meu povo seja livre.


Luto porque amo a minha Terra, a minha Pátria, Pátria que me viu nascer e viu nascer também os meus irmãos e concidadãos. Esta Pátria chora e quando olha para trás, o quê vê? Qual o filho está disposto para lutar por ela? Poucos. Como se canta na nossa língua, “minu kúba inkandi ku manima, náni wi yakulá wó?”
Luto porque me revejo no sofrimento do meu povo. Se uma criança morre no hospital por falta de assistência médica e medicamentosa, esta criança é meu filho. Se um menino lhe é negado a educação, a saúde e o laser, este menino é meu filho. Se uma mãe acorda de manhã e não sabe o que vai dar de comer aos seus filhos, esta mãe é minha irmã. Se uma rapariga é violada e morta pelos tropas do regime, essa rapariga é minha filha ou minha irmã. Se um pai vê o filho ser torturado, preso ou morto pela polícia, só porque reclamou os seus direitos, este pai é meu irmão. Se um guerrilheiro é morto na frente de batalha em defesa da justa causa deste povo, este guerrilheiro é meu irmão. Enfim, me revejo no sofrimento, na dor e na morte de cada um dos filhos desta terra.


Eu luto porque o amor que sinto por Cabinda, não é só pelo seu solo e pela sua paisagem, mas também pelas gentes que nasceram e habitam neste território. Posso ter tudo e sentir-me realizado, mesmo assim irei continuar a lutar enquanto tiver um irmão a padecer e a morrer porque lhe é negado a vida e o bem-estar pelo regime.


Luto porque a minha e nossa causa é justa. Não tenho medo dos canhões, dos porretes, das prisões ou mesmo da morte. Aliás, o que me vale viver aprisionado na minha própria terra? Se luto, morro, se não luto, também morro, então melhor lutar e morrer honrado.


Eu luto, porque, por mais longa que seja a noite, a aurora acabará sempre por chegar. Podem me chamar de aventureiro, de sei lá o quê, mas eu vou lutar, porque tenho fé que a minha vitória há-de chegar. Como se diz na minha língua “Kete kuna mabumba, celele wela kun’gamba inçamu” – mesmo depois de morto, o celelé/traça há-de me dar o recado, de que o meu povo está livre, Cabinda tornou-se independente.
Então agora já sabem o porquê da minha luta. Se tu, filho desta terra, não podes lutar porque deve proteger o teu pão ou porque tem medo ou vergonha, o amor que dizes ter por Cabinda é falso. Cabinda chora e tu fica indiferente à este choro?


Você, meu irmão, que é polícia, investigador, procurador ou juiz que é obrigado pelo regime a torturar ou julgar o teu irmão, faça-o pensando que a causa deste irmão é sua também. Faça-o apenas em cumprimento das ordens superiores e não com raiva e violência. Se não pode lutar, deixa os outros lutarem e respeita-os. Se tomares uma atitude que possa prejudicar o teu irmão, isso poderá, um dia, pesar-lhe na consciência. Por isso pense duas vezes antes de torturar ou condenar o teu irmão.
Para aquele que, como eu, está disposto a lutar, para frente é o caminho, não desista e a Pátria há-de lhe agradecer.


TUDO POR CABINDA E NADA SEM CABINDA

VIVA CABINDA INDEPENDENTE!

Texto de José António de Carvalho

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O ideal da Independência Total de Cabinda de Pedra e Cal entre os filhos de Makongo, Mangoyo e Maloango

CABINDA

Por @mbembubuala

Fevereiro 02, 2019

Como estava programado, na sexta-feira, 1 de Fevereiro, 2019, os filhos de Makongo, Mangoyo e Maloango,  saíram à rua determinados e marcharam pacificamente “sem qualquer violência” Contra Colonização Angolana, a favor da Autodeterminação e  Independência Total de Cabinda.

Em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, a concentração foi junto à sede das Nações Unidas (ONU), os filhos de Cabinda, mobilizaram-se determinados, ao comando de Sílvio Sumbo, Anselmo Pemba e Henrique Malonda.

Exibiram cartazes com vários slogans como “Cabinda não é Angola”,  gritando de alto e bom som que o governo angolano é terrorista, demonstrando ao mundo e à comunidade internacional a real situação de Cabinda em frente às Nações Unidas, naquela cidade americana, apelando igualmente a imediata libertação dos activistas políticos, detidos na cidade de Tchiowa, entre os dias 28, Janeiro à 1 de Fevereiro pelo regime colonial angolano quando tentaram levar a cabo uma manifestação pacífica, na semana passada e ontem, respectivamente.

Sílvio Sumbo, um dos coordenadores da manifestação, confirmou a nossa redacção que os filhos de Cabinda  continuarão a chamar a atenção da ONU, dos Estados Unidos da América e do mundo em geral para que medidas sejam tomadas contra o regime terrorista e sanguinário de Angola, tendo em conta as atrocidades que o MPLA, contínua a infligir ao povo indefeso e sofredor de Cabinda, que pacificamente clama por Justiça.

Por outro lado, a Marcha Pacífica do povo de Cabinda, foi uma realidade, desafiando as estratégias maquiavélicas do regime terrorista do MPLA, o povo marchou destemido ontem, pelo mundo fora, para celebrar os 134 anos do Tratado de Simulambuco(01.02.1885) repudiando a colonização angolana, e reforçando, o apelo uma vez mais à  Autodeterminação e  Independência Total de Cabinda, aos olhos do mundo. A Marcha que decorreu sem sobressaltos, em Portugal-Lisboa e em Nova Iorque – Estados Unidos da América, sendo reprimida como esperado em Cabinda (Tchiowa), com a detenção demais de 50 membros do MIC, numa autentica operação de caça às bruxas.

Apesar dos pesares, fica assente à comunidade internacional e ao mundo em geral (principalmente ao governo invasor e ocupante ilegal – angolano) que o ideal da independência total de Cabinda é um facto e, que arma alguma calará esse ímpeto natural dos Cabindenses, sendo que o direito à Autodeterminação não prescreve, não se transmite nem perde a sua eficácia, pois é um direito inviolável, inalienável e incessível, mas também imprescritível.

Para além de Cabinda, Nova Iorque e Lisboa, a Marcha Pacífica, estava igualmente programada em Angola, França, Alemanha, Canada, RDC, República do Congo e Gabão.

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Jean Claude Nzita, denuncia Portugal “traiu duas vezes” o povo de Cabinda

CABINDA

Por @jmk1886ibinda

Fevereiro 01, 2019 – 12h

O secretário para a Informação e Comunicação e porta voz da “Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda” FLEC – FAC, acusou hoje Portugal de ter “traído” por duas vezes o povo cabindês, ao “oferecer” o território a Angola em 1975 e “persistir no silêncio”, ignorando o definido no Tratado de Simulambuco.

As acusações constam num comunicado, enviado a nossa redacção hoje pelo “Governo Provisório” da FLEC – FAC, no qual se assinalam os 134 anos da assinatura do Tratado de Simulambuco (1 de fevereiro de 1885), documento que “é e será o manifesto secular da identidade do povo de Cabinda e a afirmação da sua soberania como Nação”.

“A 1 de fevereiro, o povo de Cabinda comemora duas traições. A primeira traição foi quando os portugueses decidiram ignorar as aspirações do nosso povo oferecendo Cabinda a Angola em 1975. A segunda traição é de os portugueses persistirem ainda hoje no silêncio ignorando os compromissos que assumiram com o povo de Cabinda quando assinaram o Tratado de Simulambuco”, refere-se na nota, assinada por Jean Claude Nzita.

A FLEC/FAC sublinhou que “134 anos depois, Cabinda continua algemada ao colonialismo, não dos portugueses, mas dos angolanos” e que, “134 anos depois, Cabinda, continua a ser humilhada e o seu povo reprimido, privado de liberdade e de palavra. Mas, 134 anos depois, Cabinda mantém-se erguida contra a tirania, a opressão e a ocupação”.

“Somos um povo nobre que assinou um nobre Tratado. Somos um povo que permanece erguido e firme na resistência contra todos os opressores”, pode ler-se ainda na nota.

Segundo o comunicado, a FLEC/FAC exorta o povo cabindês a “manifestar orgulho nas suas origens, identidade, história, dignidade e acreditar que “a maior força está na unidade e no combate armado ou pacífico para que sejam cumpridas as”…”aspirações e honrados os antepassados”

O Tratado de Simulambuco foi assinado a 01 de fevereiro de 1885 pelo representante do Governo português Guilherme Augusto de Brito Capello, então capitão tenente da Armada e comandante da corveta Rainha de Portugal, e pelos príncipes, chefes e oficiais do reino de N`Goyo.

O tratado colocou Cabinda sob protetorado português e foi elaborado antes da Conferência de Berlim, que dividiu África pelas potências europeias.

A procura da independência data, no entanto, de 1956, quatro anos depois da união administrativa com Angola, com a formação do Movimento de Libertação do Enclave de Cabinda (MLEC) e, em 1963, dois anos depois do início da guerra em Angola, são criados o Comité de Ação da União Nacional dos Cabindas (CAUNC) e a Aliança Maiombe (ALLIAMA).

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) é fundada nesse mesmo ano, como resultado da fusão dos movimentos existentes e de forma a unir esforços que sensibilizassem Portugal para o desejo de independência. Mais recentemente, a FLEC passou a designar-se Frente de Libertação do Estado de Cabinda.

Operativos do SINSE, apertam o cerco ao Eng. Sebastião Macaia

Em actualização

Denúncia feita hoje pelo membro do MIC


“O quintal da minha casa está cercada por uma dezena de policias do colono angolano e estão todos armados de unhas até aos dentes.


Estão a bater o meu portão com tanta força, sem educação e eu aqui decidi não abrir. Estou em risco de sofrer uma invasão…

Voltarei actualizar os factos”.

Os 134 anos do Tratado de Simulambuco

Para análise do instrumento Jurídico à reflexão de Manuela Serrano, activista e filha de Cabinda.

Faz precisamente hoje, dia 1 de Fevereiro de 2019, 134 anos, que foi assinado o Tratado de Simulambuco, entre os príncipes de Cabinda e o rei de Portugal, em 1 de Fevereiro de 1885. Tratado esse de protecção, e não de ocupação, que na Descolonização, em 1975, não foi respeitado, pois a terra não foi entregue, aos seus legítimos donos. Eu não posso agarrar numa casa, que não é minha e sem autorização dos seus donos, dá-la ou entregá-la a outros. Foi o que se passou, em relação a Cabinda, em 1975. Por isso o litígio continua. E se fosse em tribunal, o dono da casa, ganharia de antemão a questão.

Hoje, começamos este dia 1, com uma tristeza acrescida, pois 33 pessoas se encontram detidas, por quererem marchar, em nome do espírito desse Tratado, exigindo que seja respeitado. Foram detidas 3 pessoas, no dia 27, para tentarem impedir a marcha, do dia 1. E como, devido a isso, os jovens resolverem marchar antes e já, no dia 29, foram detidas precisamente mais 29 pessoas, nesse dia. Que coincidência estranha, de data e de número de detidos, que são exactamente iguais. Ontem, dia 31, foi detida +1 pessoa. O que faz ao todo, serem 33 os detidos, 31 homens e 2 mulheres. Como amanhã, dia 1, vão mesmo realizar a marcha, mais detidos esperamos, infelizmente, pois é a atitude já habitual, de quem não sabe dialogar, de quem só sabe usar a força. Usem antes a força da razão e não a razão da força.

É este o Calvário, que o Povo de Cabinda vive, há 44 anos. Cabinda, de onde sai a maior fatia que sustenta Angola, não tem nada, absolutamente nada: Numa terra de petróleo, não tem gasolina, não tem gás, não tem luz, não tem água. Nem sequer tem um porto de águas profundas, prometido por todos, mas não cumprido por nenhuns. As mercadorias vão para o país vizinho, RC, Ponta Negra, tendo de pagar custos alfandegários altíssimos. Até nisso, os Cabindas são descriminados, prejudicados, e acabam por não conseguir face, a tantas despesas desnecessárias, se se tivesse feito, há anos, o tão necessário porto, que do papel não passa e no terreno nunca tem avanços. Também só têm buracos nas estradas, lixo por todo o lado, a outrora conhecida como a cidade jardim e a mais limpa de África. Nos hospitais nada há, nem um simples soro, uma seringa, algodão, gazes, nada. Se não há nas farmácias, nem medicamentos, nem um simples soro, uma seringa, nada, tem de se recorrer sempre à RC, Ponta Negra, para tudo isso, para medicamentos, exames, e até para operações.

Os detidos são jovens do MIC, Movimento Independentista de Cabinda, e seus familiares e simpatizantes, um partido de Cabinda, desarmado, criado dentro de Cabinda, e comunicado por escrito ao governo, anunciando que pretendiam construir pontes. Nada fizeram às escondidas, portanto. Foi publicamente anunciado, e comunicado por escrito, às autoridades, a sua formação e existência, o ano passado. Se nada disseram contra, se as autoridades e o governo se calaram, e como diz o ditado, ‘quem cala, consente’, eles partiram do princípio, de que eram consentidos. Assim sendo, não há ilegalidade alguma. Mas então a ilegalidade só agora deu à luz, em vésperas de uma marcha, ao marco do Tratado de Simulambuco, no seu dia? Marco esse, que é a prova da Identidade e da Especificidade de um Povo, o de Cabinda? Importante para eles, para a sua história, para saberem quem são, para se encontrarem, para se definirem.

Em 2005, fez-se uma marcha ao marco do Tratado, com muitos milhares e foi a marcha mais pacífica de todos os tempos, sem um único episódio de violência. Acho que o medo foi tal, da parte governamental, por verem a capacidade de mobilização de milhares, que a partir desse ano, nunca mais Cabinda pode comemorar, o seu dia 1 de Fevereiro.

Não vale a pena continuarem a tentar, ‘tapar o sol com a peneira’, como diz e bem, um ditado português, porque apesar do desemprego, das perseguições, de toda a miséria a que os Cabindeses se veem remetidos, o sol continua a brilhar e os espíritos continuam a sonhar. E como diz e bem, uma linda canção em Portugal, ‘quando um Homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos de uma criança’. Portanto, senhores do Governo, convençam-se de que os corpos vocês podem aprisionar, mas o espírito não. Já passaram 44 anos e ainda não conseguiram entender isso? Não conseguem perceber, que não se pode querer, a Liberdade para nós e a Escravidão para os outros? Está mais do que na hora, de se sentarem e de conversarem, de dialogarem.

Admirei a coragem dos jovens, e lágrimas vieram-me aos olhos, quando os vi marchar serenamente, no vídeo, sabendo de antemão, que de um regime repressivo como esse, só lhes podia vir, a cruz da detenção. Foram corajosos, muito mais do que eu poderia sequer pensar.

Senhores governantes, Cabinda continua a ser, a pedra no vosso sapato. Acabem com a pedra, não como até hoje o têm feito, detendo ou eliminando, mas sim dialogando. A pedra não desaparece, o problema de Cabinda não acaba, enquanto o não resolverem, a contento de todos. Deixem a violência de lado. Já chega de 44 anos anos de violência, contra um Povo indefeso. Porquê continuar? Já se deram conta, de que em 44 anos anos, não conseguiram matar o Sonho? Que os que nasceram depois de 1975, continuam a sonhar o mesmo sonho, o de poderem decidir, o que querem para a sua terra, para si?

Vocês não gostaram de sonhar? Não gostaram de ser livres? Então como podem negar agora, esse mesmo Sonho e essa mesma Liberdade, aos outros?

Façam uma consulta popular, qualquer coisa, mas acabem com essa pedra no sapato, que não faz bem a nenhum dos lados. Tudo o que é obrigado, não resulta. Sabem disso muito bem, por vós próprios.

Ninguém está a cometer nenhum crime, porque sentimentos, não são, por si só, crimes. Os sentimentos não se matam, vivem-se, mesmo que só em sonhos. E em sonhos ficam e sobrevivem, de geração em geração. Portanto, as únicas coisas, que são aqui necessárias, são coração e sensatez. Vamos lá pô-los a funcionar? Tenham a coragem de o fazer e vão ver, que não custa mesmo nada, afinal. Mudança de Atitudes, Diálogo, são imprescindíveis, em pleno século XXI, rumo à dignidade e a um mundo mais tolerante.

E termino, da maneira que não podia deixar de terminar, pedindo:

LIBERDADE JÁ!

…Para os detidos e para os que ainda irão deter…Para Todos os prisioneiros por delito de pensamento e de opinião…

Falo apenas em meu nome pessoal. Deixo aqui os meus pensamentos, os meus sentimentos e os meus Apelos, desejando que surjam Homens, que não tenham medo, de dialogar.

Manuela Serrano. (Activista de Direitos Humanos) – 1 de Fevereiro de 2019

Última hora! Mais um membro do MIC detido hoje

CABINDA

Por @mbembubuala

Janeiro 31, 2019

( Matéria em actualização)

Persiste em Cabinda a Caça às Bruxas, contra os membros do MIC, a polícia colonial de Angola, acabou de deter hoje o Sr. Nicolau Mayamba Baza Gimbi, que foi surpreendido, tendo sido brutalmente espancado, algemado e levado em lugar incerto, precisamente às 20:34.

Nicolau gimbi

A Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos – ADCDH, denunciou o acontecimento lamentou.

Lamentamos tais atitudes num estado que se diz ser democrático

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José Marcos Mavungo, lança apelo às instituições de defesa dos direitos humanos, sobre a Marcha Pacífica do dia 01 de Fevereiro em Cabinda

CABINDA

Por @mbembubuala

Janeiro 31, 2019

O apelo do ativista dos Direitos Humanos, filho de Cabinda e um dos grandes defensor da causa dos Cabindas, foi tornado publico, ontem 30, e é extensivo também aos homens de boa vontade.

José Mavungo

“Aos Homens de boa vontade, às Instituições de Defesa dos Direitos Humanos,

Com os melhores cumprimentos!

Está programada uma manifestação pacífica em Cabinda para reclamar o direito do povo de Cabinda a sua autodeterminação, tendo em conta os factos históricos e jurídicos destes últimos 134 anos. Os organizadores cumpriram o seu dever de notificação a autoridade administrativa (neste caso, o Presidente da República e o Governador de Cabinda), no dia 7 de janeiro de 2019. Vai em anexo carta endereçada ao Presidente de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço.

carta do MIC

Na sequência desta carta, e como de costume, o Governo Angolano decidiu fazer abortar a manifestação. Para o efeito, reforçou o seu dispositivo de segurança em Cabinda, e apertou o cerco aos ativistas sociais e políticos de Cabinda. Nos dias 28 e 29 do corrente, foram detidos pelos menos 30 cidadãos ( na sua maioria jovens), entre os quais todos os membros da direção do Movimento Independentista de Cabinda (MIC), os organizadores da manifestação.

A lista provisória dos ativistas sociais e políticos sob detenção apresenta como segue:

1. Maurício Bufita Baza Gimbi (Presidente do MIC);
2. António Marcos Soqui (Vice-Presidente do MIC);
3. Alfredo Duda;
4. Filipe Macaia Luemba;
5. António Victor Tuma;
6. José Pedro Buanga Diogo;
7. Rúben Mavungo Domingos;
8. Eduardo Muindo Matunda;
9. João da Graça Mampuela (tio do presidente);
10. João Mambimbi (cunhado do presidente);
11. Marcos Futi Buengo Jacob;
12. Bernardo Gimbi (pai do presidente);
13. Maurício Tati;
13 Filomão Bumba Futi Chiambi;
14 Sebastião Quinga Barros;
16) Celina da Graça Daniel;
18) Madalena Marta Zovo Gimbi (irmã mais nova do presidente)
19). José Manuel Ndalyahwila.
20) Pedro Massiala Conde.

Entretanto, os ativistas sociais de Cabinda mantêm a ideia de manifestar amanhã, dia 1 de fevereiro de 2019. Neste momento, há uma forte tensão em Cabinda, e o braço de ferro entre as autoridades e os ativistas sociais e políticos é uma realidade. A repressão, a vontade leonina na má governação destes últimos 43 tem sido tanta, que os ativistas sociais e políticos de Cabinda já não têm medo de ir para a rua, de reclamar os direitos que os ligam à sua terra.

Em suma, o território de Cabinda está a ferro e fogo, mergulhado num clima de intimidação e de insegurança, forcing direcionado para todos que, eventualmente, viessem a participar da atividade programada para amanhã, contrariando o direito de reunião e manifestação, previsto no artigo. 47.º da nova Constituição da República de Angola. Porém, os ativistas sociais e políticos de Cabinda dizem que não vão baixar os olhos diante da peste (tchivunga, como se diz em ibinda) que elegeu domicílio em Cabinda nestes últimos 43 anos de Governação do Mpla. E não sabemos aonde este braço de ferro vai parar, mas bom fim não terá.

Importa sublinhar que, nestes últimos 43 anos, Cabinda tem sido o mais célebre território, o pólo da ferocidade da ditadura reinante em Angola, com uma Governação própria a Estados colonizados de tipo feudal, que não permite aos Cabindas fazer qualquer reclamação ou organizar-se em associações de defesa dos direitos humanos, vigiados em todas as suas ações por agentes dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE) e pela Contra Inteligência Militar (GOISM) – sem direitos à justiça nem peso nas decisões sobre a sua terra, entre gritos e gemidos de dor, pobreza e doença, abuso de poder e clientelismo, corrupção e deficiência dos serviços administrativos, assassinatos e perseguições republicanas, detenções arbitrárias e julgamentos injustos.

A Questão de Cabinda não pode continuar a ser pretexto para tortura, matanças e espoliação de todo um povo. Face a atual violência sistemática e com ela o caos, que cria Cabinda sobre os escombros de uma ditadura cleptocrática que nega os valores humanos, as regras da convivência democrática, ter-se-á, portanto, de encontrar a melhor forma de corrigir o erro visual da falsa normalidade proposta aos olhos do mundo por estes trágicos 43 anos dos Acordos de Alvor.

Lanço um apelo às instituições de defesa dos direitos humanos, aos homens de boa vontade que tomam a peito esta situação. Já não basta, pois viver o atual figurino sociopolítico brutal em Cabinda, quase primitivo; é preciso pensá-lo e geri-lo na base de um diálogo franco e aberto”.

Lisboa, 30 de Janeiro de 2019.

    José Marcos Mavungo
Ativista dos Direitos Humanos

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Urgente – Locais e os organizadores da Marcha Pacífica de amanhã

CABINDA

Por @mbembubuala

Janeiro 31, 2019

Apesar da repressão policial e da detenção dos membros do MIC, entre os dias 28 e 29.01.19 que impediu a realização da Marcha Pacífica, antecipadamente, informamos que a mesma terá sim lugar amanhã em Cabinda, Angola, Portugal, nos Estados Unidos da América, França, Alemanha RDC, República do Congo e Gabão.

No dia 01 de Fevereiro de 2019, os filhos de Makongo, Mangoyo e Maloango,  sairão à rua para marchar pacificamente “sem qualquer violência” Contra Colonização Angolana, a favor da Autodeterminação e  Independência Total de Cabinda, nos seguintes locais:

CABINDA – Tchiowa;

O ponto de concentração será no Largo do antigo cemitério do Zangoio (actualmente designada como Parada dos Fiéis), com partida às 12h00, até a sede do governo Invasor-ocupante.

Contactos:  +244 995 134 205 – Eng. Carlos Vemba           

LUANDA – ANGOLA;

A concentração será Junto à Embaixada de Portugal, com início às 12h00.

LISBOA – Portugal;

A concentração será em frente à Assembleia da República, com início às 09h30

Contactos: +351 967976442 – Dr. Stephane Barros. Que terá cobertura plena da RTP

NOVA IORQUE – Estados Unidos da América;

A concentração será junto à sede das Nações Unidas (ONU)

Contactos: +1 347 225 6152- Sílvio Sumbo, (+207) 618-3368-Anselmo Pemba, (+207) 352-8848-Henrique Malonda.

Neste sentido, filhos de Cabinda à Pátria Imortal chama por nós, o dia D, será amanhã.

Vamos partilhar para que todos se façam presente amanhã 01 de Fevereiro, nos locais à cima referenciados.

MBOTE!

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ADCDH, condenou recentemente a repressão policial em Cabinda

CABINDA

Por @mbembubuala

Janeiro 31, 2019

Associação para Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos-ADCDH, condenou recentemente a repressão policial em Cabinda, numa nota enviada a nossa redcção, onde expressa a sua indignação contra as prisões aos membros do MIC e a intimidação dos seus activistas. E apelou ao respeito pelos direitos humanos, as autoridades angolanas no Tchiowa.

Cabinda em repressão policial
Desde segunda-feira que ocorreu as detenções de António Victor Tuma (Nelinho) no bairro 4 de Fevereiro Rua do Amaro Tati, João Zau Mambimbi e Madalena Marta Izovo Gimbi ambos detidos no bairro 1° de Maio zona de Luvassa – Norte por volta das 17horas respectivamente, a cidade de Cabinda entrou em repressão policial, culminando com detenção dos membros do Movimento Independentista de Cabinda Ontem 29 de Janeiro de 2019 pelas 11horas, a quando decidiram sair nas ruas antecipando a marcha do dia 01 de Fevereiro organizado pelo seu Bureau Político, em protesto exigindo a Liberdade dos que antecederam à prisão.
Assim sendo, depois da detenção da Direcção do MIC, O Comando Municipal da Polícia Nacional junto ao SIC, estendeu um raio de acção do Centro de Produção da TPA em Cabinda à Padaria Dona Ema (B°Amílcar Cabral), da Antiga Conservatória dos Registos, passando pela Rua da Índia até à sede do Governo Provincial de Cabinda que visava a detenção de qualquer cidadão que suspeitavam ou que se identificava como Independentista. É assim que detiveram o Activista Alberto Paulo Macosso Secretário Geral da ADCDH, foi interpelado pelos Agentes da Polícia e engantado ao pescoço juntamente à Oficina da Nissan e conduzido até ao SIC nas mãos do Comandante Municipal Simão João Chicuma onde foi posto no chão investigado e acusado de fazer parte da marcha, saquearam o telefone, ameaçaram bater e 20minutos depois foi posto em liberdade.
No mesmo instante, foi interpelado defronte ao Supermercado Superpreço junto às bombas de combustíveis da Nissan, o Activista Jeovanny Ventura por 4 indivíduos supostamente policias acusando-o de ser membro do MIC e o mesmo justificou que é Activista Cívico Defensor dos Direitos Humanos, perguntaram o quê estava a fazer naquele local e mesmo respondeu que como cidadão tem a liberdade de estar num espaço público, e os indivíduos queriam apropriar-se do seus telemóveis e o mesmo disse que não é obrigado a dar e que os mesmos são de uso pessoal. Os agentes obrigaram a sair do local e depois de mais de 15 minutos de contradições o Activista Cívico e Defensor dos Direitos Humanos (JV) decidiu retirar-se.
A ADCDH apela o Sr. Eugénio César Laborinho, Governador da Província de Cabinda Que respeite os Direitos Humanos em Cabinda porque já é um Compromisso do Estado Angolano. É contraditório o Discurso do Sr. Governador quando tem dito que vai fazer Cabinda uma boa terra para se viver, mas, em prática, Cabinda tornou-se um Centro das Detenções.

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João Lourenço, o tio patinhas que governa Angola

CABINDA

Por @mbembubuala

Janeiro 31, 2019

De acordo, com A Business Risk Intelligence ( EXX África), o presidente de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço está envolvido em casos de corrupção antes e depois de tomar o poder em Angola.

JLO, tio patinhas e chefe dos Marimbomdos
JLO

No esquema de corrupção do presidente angolano, estão envolvidos membros próximos da sua família que é facilitado sobretudo, pelas instituições angolanas sedeadas no estrageiro (principalmente as localizadas nos Estados Unidos da América),  no quadro das viagens constantes de JLO ao exterior de Angola, tendo sido apelidado ultimamente de presidente turista, mas que na realidade é um homem de negociatas.


O envolvimento de Sua Excelência JLO, data desde a sua passagem pelo Ministério da Defesa Nacional como ministro da Defesa e já nas vestes de presidente da república,  “Setembro de 2017”

Segundo a Exx África, o escândalo envolve, os seguintes negócios;  acordo foi feito entre o Ministério de Defesa Nacional de Angola e Selex Company Ess. PA, avaliado em 115 milhões de euros. A compra e venda de dois navios de patrulha comandante ultra-rápidos, peças de reposição, ferramentas e serviços de treinamento, entre o Ministério da Defesa e a empresa Whitehead Sistemi Subacquei SPA, avaliado em 7,3 milhões de euros.

Segundo as nossas fontes, o escândalo de corrupção de João Lourenço, envolve ainda transferências significativas de riqueza do ditador angolano  “Zé Du” para o leque da sua riqueza pessoal, onde se incluiem concessões de agricultura na “Fazenda Matogrosso”, mineração (na empresa gerida pelo General Lourenço, irmão de JLO, com um cidadão Libanês, actualmente os verdadeiros patrões da SODIAM-Empresa de comercialização de diamante ), construção, telecomunicações, banca, energia, aeronáutica e muito mais.

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Dr. Francisco Luemba, confirma o aprisionamento dos membros do MIC

CABINDA

Por @mbembubuala

Janeiro 30, 2019

O agora defensor “advogado” dos membros do MIC, detidos entre os dias 28 e 29 de Janeiro, pelas autoridades policiais angolanas em Cabinda, Dr. Francisco Luemba, não só confirmou as detenções e consequentemente o aprisionamento, afirmou também que ainda não foi informado sobre à acusação formal dos seus constituintes, mas  não descartou a hipótese da Marcha Pacífica, anunciada para o dia 01 de Fevereiro, em declarações a VOA.

O advogado, Francisco Luemba, filho e digno defensor da Causa de Cabinda, lamentou ainda que desde o início do século XXI, a polícia angolana tenha optado por prender sempre os jovens Cabindenses, o que não tem resolvido o problema, tendo apelado ao diálogo por parte das autoridades angolanas, como via ideal para a resolução da questão de Cabinda.

Apesar da repressão policial que impediu a realização da Marcha Pacífica ontem, o Bureau Político do MIC, reafirmou está tarde 30, que no dia 01 de Fevereiro, os Cabindenses do Makongo, Mangoyo e Maloango,  sairão à rua, tendo o ponto de concentração da Marcha o Largo do antigo cemitério do Zangoio (Parada dos Fiéis), com início às 12h00, até a sede do governo Invasor-ocupante. A direcção do MIC, assinalou ainda que permanecerão na sede, até a chegada do presidente angolano para dialogar.

Para além de Cabinda, estão também programadas concentrações na data prevista, em Luanda junto à Embaixada de Portugal, em Lisboa-Portugal em frente à Assembleia da República e em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América junto à sede das Nações Unidas.

Membros da sociedade civil Cabindense e activistas políticos, tomaram de assalto as redes sociais para condenar a barbárie das autoridades angolanas em Cabinda, liderada pelo MPLA, como o caso dos militantes do MIC, ADCDH, José Chicaia “José o Próprio”  e expressivamente Mateus Massinga que se mostrou desapontado, com o silêncio dos lideres da oposição angolana, tendo afirmado “Senhores da Oposição Angolana em Cabinda o vosso silêncio é confrangedor – Ninguém tunge, nem munge ante a barbárie autoritária do MPLISTA em Cabinda contra os membros do MIC

 Segundo apuraram as fontes do @mbembubuala no Tchiowa, a Capital de Cabinda.

MIC marchando em Cabinda



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Autoridades policiais angolanas detém mais de 30 membros do MIC

Janeiro 29, 2019

@mbembubuala

CABINDA

O triste acontecimento começou ontem, 28(com a detenção de António Victor Tuma, Marta Gimbi e João Nzau Mambimbi),  e hoje terça feira, 29,   foram detidos mais de 30 membros do Movimento Independentista de Cabinda “MIC”, nas primeiras horas do dia, antes de darem início a Marcha Pacífica para marcar os 134 anos da assinatura do Tratado de Simulambuco, que protesta ainda a colonização angolana e, é a favor da Autodeterminação e Independência de Cabinda. “Denominada, Operação Cabinda Livre”.

mbembubuala apurou que estão detidos os seguintes membros da direcção do MIC, Maurício Bifica Baza Gimbi – Presidente, António Marcos Soqui, vice-presidente, Alfredo Duda, Filipe Macaia Luemba, José Pedro Buanga Diogo, Rúben Mavungo Domingos, Celina Grace da Silva,  Daniel Eduardo Muindo, Marcos Futi Buengo, Jacob Bernardo Gimbi, Maurício Tati, Filomão Futi Bumba Chiambi, Sebastião Quinga Barros, José Manuel Luemba “Baba” e tantos outros. Confirmara-se também a detenção dos pais do Presidente do MIC.

Continuam a ser ouvidos, pelas autoridades policiais angolanas, propriamente pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Em virtude da realização da cerimónia de abertura do ano lectivo, no dia 01 de Fevereiro, em Cabinda que contará com a presença do vice-presidente da República de Angola, Bornito de Sousa e como consequência das detenções dos seus membros, ocorridas no dia 28, ontem segunda – feira. O MIC, decidiu antecipou a Marcha Pacífica prevista para a próxima sexta – feira para hoje que foi prontamente reprimida pelas autoridades angolanas.

Apesar da repressão policial que impediu a realização hoje da Marcha Pacífica, alguns militantes do MIC que não forma detidos, continuam decididos em sair à rua no dia 01 de Fevereiro para marchar apesar dos apesares. Para além de Cabinda, estão também programadas concentrações na data prevista, em Luanda junto à Embaixada de Portugal, em Lisboa-Portugal em frente à Assembleia da República e em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América junto à sede das Nações Unidas.

Desde o anúncio da marcha, o governo angolano reforçou o dispositivo de segurança no território de Cabinda. A juventude Cabindense se transformou  num alvo a bater.

As nossas fontes nos revelaram o tipo de “Medidas Operativas”, que estão a ser implementadas pelas forças de defesa e segurança para neutralizar as acções da Juventude cabindense, que são de extrema perigosidade, onde se incluem:

Raptos, execuções sumárias, envenenamento (em alguns casos, são recrutados familiares para o a implementação desta tarefa), assassinatos ( com a simulação de assaltos a mão armada), julgamentos políticos, detenções, prisões arbitrarias, sentenças judiciais ( com provas forjadas), espionagem eletrónica ( que incluem; escutas telefónicas, acesso ao correio eletrónico, bloqueio de contas nas redes sociais, intimidações, recrutamento de familiares e amigos próximos, perseguição, suborno aos Mídias e jornalistas para a censura e destorção dos factos sobre a luta independentista Cabindense, continuação da criação de grupos, entidades ou movimentos defensores da Causa Cabinda (pro governo angolano) para agravar ainda mais desunião efémera entre os Independentistas Cabindenses e, a monitorização permanente dos Cabindas inseridos nas instituições públicas e privadas ( membros do executivo, oficiais superiores das forças armadas, da polícia nacional, oficiais operativos dos Serviços de inteligência, Deputados e principalmente os cabindas que trabalham no sector petrolífero.

Última Hora MIC – Antecipa Marcha Pacífica para Amanhã 29.01.2019

Janeiro 28, 2019

São Paulo, Segundo uma Nota do Movimento Independentista de Cabinda – MIC, chegada a nossa mesa de redacção, da conta que a Marcha Pacífica aprazada para o dia 01 de Fevereiro do corrente, foi antecipada e será realizada amanhã, Terça – feira, 29 de Janeiro de 2019.

FONTE: Movimento independentista de Cabinda – MIC

Boa noite prezados compatriotas!!!


A direcção do Movimento Independentista de Cabinda – MIC vem por meio deste informar a opinião pública nacional cabindesa e internacional que por motivos das detenções arbitrárias e selváticas de alguns Membros do MIC nomeadamente António Vítor Turma, Madalena Marta Zovo Gimbi e João Zau Mambimbi, perpetrada pela polícia angolana em Cabinda, vai antecipar a marcha pacífica contra a colonização angolana, a favor da autodeterminação e independência de Cabinda para amanhã (29) tendo como ponto de concentração e de partida Paragem do Yema, as 10h00 onde vai marchar de forma pacífica e destemida até a DIPIC actual SIC, na Nissan.


Nesta conformidade, o MIC apela o oprimido povo de Cabinda do Miconge ao Yema, de Massabi ao Zenze Lucula a aderir a esta marcha em nome do seu destino político usurpado pelo Estado fascista e ilegítimo angolano em Cabinda.


“Com a força da razão, os cabindeses marchem em nome da sua soberania total”.


Que Deus proteja Cabinda porque este é o nosso torrão sagrado.


VIVA O MIC!


ABAIXO O ESTADO INVASOR-OCUPANTE ANGOLANO EM CABINDA!


VIVA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE CABINDA.

Caça às Bruxas em Cabinda, contra os Militantes do MIC

Janeiro 28, 2019

Última hora! ( Matéria em actualização)

São Paulo – A polícia colonial de Angola, deteve hoje o Sr. António Tuma “Nelinho Tuma”, militante do MIC, jornalista e Editor Chefe do Jornal Mpalabanda News Cabinda.

Fonte: MIC

Nelinho Tuma

Teve início na tarde de hoje, em Cabinda, uma verdadeira Caça às Bruxas, desencadeada pelos efectivos da polícia colonial angolana, contra os militantes do Movimento Independentista de Cabinda – MIC, “Organizadores da Marcha Pacífica que terá lugar, em Cabinda na próxima Sexta – feira, 01 de Fevereiro, contra a Colonização Angolana, A favor da Autodeterminação e Independência de Cabinda”.

A acção da polícia colonial angolana, visa precisamente deter o Sr. Maurício Gimbi, Presidente do MIC, que ao se deslocarem à casa dos seus pais, com a esperança de o encontrar e deter, facto que não aconteceu, os efectivos da polícia colonial angolana, agrediram fisicamente a menina Madalena Marta Izovo Gimbi de apenas 18 anos de idade, irmã deste que foi imediatamente detida.

Marta Gimbi

A polícia colonial angolana, invadiu ainda a residência  da irmã mais velha do Presidente do MIC, com o mesmo propósito, tendo confiscado todos os telemóveis e detido também o seu cunhado, o Sr. João Nzau Mambimbi.

 Segundo as nossas fontes, todos os detidos foram vítimas de agressões físicas e estão em local incerto. Toda essa acção visa desencorajar os militantes do MIC, a realizarem à Marcha Pacífica do dia 01 de Fevereiro, deduzem as mesmas.

Alguns militantes do MIC, ouvidos pela nossa redcção, apelaram ao Povo no Território de Cabinda e a Comunidade Internacional, a se manterem vigilantes a estes actos macabros e nocivos contra a independência total de Cabinda.

Apelaram ainda à União dos Cabindenses para condenarem veemente tal atitude da polícia colonial angolana e a denunciarem os Agentes Secretos dos Serviços de Inteligência de Angola, espalhados por Cabinda fora e não só.

PROGRAMA DO FMI JÁ FAZ ESTRAGOS NO PIB ANGOLANO

São – Paulo, Brasil

Acordo negociado em dezembro impõe apertadas condições a Luanda. Governo obrigado a cativar 40% da despesa.

“Vamos ter saudades de 2017.” Com estas palavras, o governador do Banco Nacional de Angola, José Massano, destapa uma ponta do véu sobre as dificuldades que os angolanos vão enfrentar nos próximos tempos. Em causa está a implementação das medidas de ajustamento económico impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao abrigo do programa assinado em dezembro. Com este acordo, que trouxe pela primeira vez a Angola o mais alto responsável do FMI, Christine Lagarde, as autoridades de Luanda poderão vir a beneficiar de um empréstimo de 3 mil milhões de dólares (€2,7 mil milhões).

Sujeito ao cumprimento rigoroso das exigências do FMI, a libertação desse dinheiro, segundo um antigo funcionário angolano no Banco Mundial, será feita “com controlo do orçamento à boca da caixa”. Ou seja, mediante o cumprimento de metas regulares de execução orçamental.

E, por força de uma série de circunstâncias como a descida do preço do petróleo e a redução da produção e o corte imposto pela OPEP, o Governo foi já obrigado a fazer uma cativação de 40% do orçamento. O que irá obrigar a rever as contas. Pelo menos em termos práticos. “Sem ser de jure (em termos formais) mas de facto (na prática) vamos adotar já este mês um orçamento retificativo”, confidenciou ao Expresso fonte do Banco Nacional de Angola (BNA).

Devido ao elevado endividamento, o Estado angolano só disporá de 10% do orçamento para investimentos públicos. Para ‘vencer o presente’, um antigo membro da equipa económica de Eduardo dos Santos considera, por isso, que “o Presidente João Lourenço precisa de um verdadeiro chefe de estado-maior da economia que desça à realidade do mundo empresarial”.

“Há ainda excessiva rigidez burocrática em operações de importação, que bloqueiam a atividade comercial de pequena e média dimensão”, disse ao Expresso o empresário do ramo agropecuário, Mário Duarte.

Em alguns meios, a vinda do FMI é visto como o bombeiro que vai apagar alguns fogos, alimentar a balança de pagamento e pôr fim a escassez de divisas no mercado. “Os bancos vão ter que fazer os deveres, e o BNA vai ser rigoroso no controlo dos seus rácios de solvabilidade, mas muitas dessas instituições provavelmente não terão capacidade para responder às exigências do FMI”, revelou fonte do Ministério das Finanças

Com o apoio do FMI, Luanda começa a honrar os compromissos internacionais. “Estamos a pagar os atrasados em divisas de 2015 e 2017, as companhias áreas têm as dividas regularizadas, eliminámos os défices sucessivos dos anos anteriores e esbatemos o diferencial entre a taxa de câmbio oficial e a do mercado paralelo”, refere Manuel Nunes, ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social.

Apesar de ter garantido o controlo de algumas áreas relevantes em termos macroeconómicos, alguns analistas consideram que João Lourenço ainda não foi capaz de ressuscitar e de dar gás ao sector produtivo. “Sem isso, não conseguiremos travar a perigosa espiral de desemprego que atravessa o país”, avisa o economista Aníbal Baptista.

Apresentadas à opinião pública sem grande pormenor, as condições impostas pelo FMI começam já a deixar a maioria dos angolanos sem furos para apertar mais o cinto. Os despedimentos sucedem-se em vários pontos do país, multiplicam-se as manifestações contra a falta de emprego e a criminalidade galga terreno nos grandes centros urbanos. “As coisas para mim agora vão de mal a piorar”, lamenta Gabriela Feliciano, que acaba de ser despedida da fábrica de caixilharia onde trabalhava por aquela ter deixado de receber encomendas. “Não há dinheiro para pagar os ordenados”, justifica Aurélio Barroca, proprietário de uma pequena gráfica.

São às centenas as empresa que continuam a fechar todos os dias. Com o custo de vida a subir diariamente, o poder de compra dos cidadãos está em queda livre.

Perante as adversidades que Angola vai enfrentar, um antigo ministro das Finanças considera que “2019 não será ainda o ano da retoma da economia”. O FMI prevê um crescimento do PIB de 2,5% depois de três anos no vermelho.

Fonte:  Jornal Expresso, texto Gustavo Costa.

Makuta Nkondo, Reconhece Que Cabinda Não é Angola

Makuta Nkondo, Reconhece Que Cabinda Não é Angola

Janeiro 28, 2019

São Paulo – O nacionalista angolano, num texto breve, sério e de suma responsabilidade, reconheceu recentemente que Cabinda não é parte integrante da República de Angola. Não só pelas questões profundas levantadas, mas principalmente pela veracidade dos factos apresentados num texto para os Cabindenses refletirem, “embora que as autoridades angolanas lideradas pelo MPLA”, continuam a escamotear a verdade sobre o Território de Cabinda.

Fonte: Makuta Nkondo/Facebook

Foto de Makuta Nkondo
Makuta Nkondo

Os Mbinda, “Angolanos” apesar deles.

Mais um caso para a REFLEXÃO!

Durante a guerra pela independência de Angola, a Província do Kongo Central jogou um papel importantíssimo ao acolher cerca de 70 000 (Setenta mil) refugiados angolanos.

Também, a fronteira desta província era a mais disputada para a luta em Angola.

No tempo do Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kasa-Vubu, a província chamava-se Kongo Central, com K, e era governada por Mwanda Vital.

Naquela época, os titulares de altos cargos públicos eram eleitos pelas populações locais.

Mwanda Vital foi eleito a este cargo e o Governo da Província do Kongo Central era autónoma  em relação a Leopoldville, hoje Kinshasa, capital da RDC.

A capital (Chef lieu) do Kongo Central, Matadi, era dirigida pelo Primeiro Burgomestre, André Mvita.

Foi ele quem acolheu a primeira delegação do MPLA em Matadi que acomodou nas instalações de Congomane, no Damar.

Na sequência  da rebelião de Pierre Mulele, o Coronel Joseph Desire’ Mobutu destituiu Kasa-Vubu no dia 24 de Novembro de 1965 como Presidente e mudou a designação do pais em Republica do Zaire.

Mobutu criou um Corpo de Voluntários da República (CVR) que, mais tarde, mudou para o Movimento Popular da Revolução (MPR).

No termo de uma reunião deste partido no instituto Makanda Kabobi em Nsele, o Director do Bureau Político do MPR, Prosper Madrandele, anunciou a adopção da política de recuo/corrigida mais tarde por recurso a Autenticidade.

“Doravante, tudo muda. Os nossos nomes mudam, o Presidente passa a chamar-se Mobutu Sese Seko Kuku Ngbendo wa za Banga, eu próprio Madrandele Tanzi, o nome do pais mudou para República do Zaire, as provincias mudam para Regiões; os fatos e as gravatas são proibidos, e mudam para Abas-cost, para os homens; para as mulheres, o vestido, as saias, as calcas, o batom, o cabelo postiço e a peruca, são proibidos, etc. A medida entra imediatamente em vigor”. – preveniu.

A medida anunciada a noite, no dia seguinte tudo mudou, tendo encontrado apenas a resistência do Cardial Joseph Malula que pediu aos católicos para não abandonarem os nomes cristãos.

A província do Kongo Central mudou para Região do Baixo- Zaire.

Na altura, o único Movimento de libertação de Angola presente no Kongo Central era a União das Populações de Angola (UPA) co-dirigido por Mendes Manguala, Luís Inglês e António Sebastião.

Paralelamente, a UPA tinha um Quartel militar na Aldeia Luangu, zonas anexas de Matadi, comandado sucessivamente por Mabuatu, Kindoki e João Ngingi “Ketuyoyiko”.

Em 1963, a UPA juntou-se ao Partido Democrático de Angola (PDA) de Emmanuel Kunzika, resultando na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).

Por seu lado, a FNLA criou um Governo Revolucionário de Angola no Exílio (GRAE), com a sede nacional em Kinshasa.

O primeiro Delegado do GRAE na região do Baixo-Zaire foi Francisco Xavier Lubota, um Mbinda (originário de Cabinda), antigo estudante bolseiro da FNLA nos Estados Unidos da América (EUA) donde veio acompanhado da sua esposa, uma negra-americana chamada MERLE PETERSON e do seu motorista Pascoal, também Mbinda (Pascoal não veio dos EUA).

O adjunto de Lubota a delegado era o Econista Antônio Vita “Libande”
(Careca), originário da Comuna de Kaluka, Província do Zaire, em Angola, formado pela Universidade de Alexandria, no Egipto.

Lubota tinha muito poder, carisma, audiência e era respeitado pelos refugiados angolanos.

Com o Delegado Lubota, o GRAE confundia-se com o Governo do Baixo-Zaire.

Um dia, de regresso a Matadi, proveniente da Base de Kinkuzu, onde assistiu ao lado de Holden Roberto ao assassinato colectivo da quase totalidade dos Comandantes operacionais do Exercito de Libertação Nacional de Angola (ELNA – Braço Armado do GRAE/FNLA) – cerca de uma centena de revoltosos – Lubota organizou uma reunião com os quadros estudantes angolanos na sede da Delegação.

Durante a reunião, um estudante perguntou a Lubota o seguinte:
“O irmão Delegado Lubota
és de Cabinda e há uma organização política que luta pela independência deste território, a Frente de Libertacão do Enclave de Cabinda (FLEC). Se Cabinda conseguir a sua Independência antes de Angola, o Sr. Delegado Lubota juntar-te-as ao novo Governo cabindês ou continuaras no GRAE a lutar pela independência de Angola?

A reunião terminou sem a resposta de Lubota a esta pergunta.

Na qualidade de estudante e de um dos quatro secretários da referida Delegação do GRAE, o autor deste texto (Makuta Nkondo) participou desta reunião.

Passado algumas semanas, Lubota e o seu motorista Pacoal desapareceram de Matadi, tendo sido vistos em Kinshasa onde abandonaram o VW que servia da viatura oficial do Delegado Regional do GRAE no Baixo-Zaire, na entrada da sede nacional da FNLA.

Mais tarde, circularam notícias segundo as quais Francisco Xavier Lubota abandonou o GRAE e juntou-se a FLEC.

Lubota foi substituído ao cargo de Delegado regional do GRAE no Baixo-Zaire por Arturo da Costa Nkosi, natural do município do Songo, Província do Uíge.

Anos depois, Nkosi cedeu o lugar a Pedro James Ngimbi, natural de Mbanz’a Mpangu, município de Mbanza Kongo, Província do Zaire, que foi o ultimo Delegado ate a Independência de Angola.

A questão agora é de saber se os Mbinda (Cabinda) que integram o Governo e os Partidos políticos de Angola, caso Cabinda ascender a sua Independência, continuarão a ocuparem os seus cargos em Angola?

E mesmo agora, será que estes abandonaram a luta pela independência de Cabinda, a sua identidade Mbinda e aceitaram a de angolana?

Se é assim, estes “Angolanos”são ou não são traidores da luta pela Auto-Determinação de Cabinda; ou teem compromissos secretos com os seus patrões angolanos actuais (Governo ou Executivo, o MPLA e os Partidos Políticos da Oposição) sobre o futuro da sua terra (Cabinda)?

Ou apenas são usados os seus irmãos independentistas de Cabinda?

A pergunta é extensiva à todos os pretensiosos independentistas, que exercem altas funções no Governo e nos Partidos políticos de Angola.

Pois, nada é impossível, tendo em conta que as fronteiras herdadas do colonialismo ou da Conferência de Berlim de 1885 são agora tangíveis.

Tais são os casos da Eritrea e do Sudão do Sul, antigas províncias da Ethiopia e do Sudão, respectivamente, que estão independentes e de Angola que reconheceu a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) dando o estatuto de Embaixada a sua representação em Luanda.

Texto de Makuta Nkondo

Dados biográficos

Nome: Augusto Pedro Makuta Nkondo

Data de Nascimento: 5 de Abril 1948

Makuta Nkondo é jornalista, deputado independente pela bancada da CASA-CE e bastante conhecido pela sua forma aguerrida de enfrentar as situações.

A sua carreira como jornalista teve início na Angop. Foi representante da Agência France Press e também trabalhou para o Folha 8 e no Angolense, até a sua extinção.

Envolveu-se na política desde muito cedo, tendo sido pioneiro da UPA.
Defensor da verdade e dos direitos dos angolanos. Foi despedido da Angop e do Ministério das Pescas por defender os trabalhadores.

As verdades que TPA, não apresenta sobre Cabinda

Caros irmãos,

A solução do problema de Cabinda, depende do nosso empenho!

Até quando?

Vamos continuar a suportar a colonização angolana na nossa própria terra!!!

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=180272082932477&id=100028490591333

Dia 01 de Fevereiro, sai a rua para a Marcha Pacífica!

Viva à Autodeterminação!

Viva à Independência!

Texto: Nkhazi Puna

Unhttps://m.facebook.com/story.php?story_fbid=469579383555547&id=100015104677001

Manifestação de Generais e oficiais, em Luanda na segunda-feira

São Paulo – Luanda será na segunda-feira, 28,  palco de uma manifestação inédita de dezenas de oficiais reformados das Forças Armadas Angolanas (FAA) em protesto contra a retirada de alguns subsídios das suas pensões de reforma.

Desde 2009, vários oficiais generais, superiores e subalternos, viúvas e órfãos de guerra viram os seus subsídios cortados pela caixa social das FAA.

O caso foi a tribunal que ordenou o pagamento dos valores aos pensionistas mas até agora nada de dinheiro.

A decisão foi tomada, nesta quinta-Feira, 24, os oficiais generais decidiram em reunião que vão manifestar-se diante o tribunal da Maianga em Luanda.

José Alberto Nelson Limukeno, general reformado e presidente da Associação dos ex-Oficiais Generais, Superiores e Subalternos Reformados, disse que haverá uma concentração em frente à sede da sua organização e depois uma marcha até ao tribunal para “exigir justiça”.

Os ex-oficiais dizem que esgotaram todas as formas para resolução do problema.

“Várias cartas já foram escritas a José Eduardo dos Santos e João Lourenço e nada”, concluiu aquele general.

Human Rights Watch: Afirma que continuam as violações de direitos humanos em Angola

São Paulo-Investigadora da organização de defesa dos direitos humanos alerta que João Lourenço deve tomar medidas urgentes.

A Human Rights Watch (HRW) considerou no seu relatório de 2019 divulgado, nesta semana,  que Angola está a registar “progressos significativos” em várias frentes dos direitos humanos, mas que continuam as violações de direitos humanos.

Do lado negativo, a HRW aponta a manutenção das práticas de detenção arbitrárias, execuções extra judiciais, a falta do direito a uma habitação condigna, limitações à liberdade de expressão e de imprensa, violações à orientação sexual, corrupção e tratamento de imigrantes.

A prisão de 13 activistas em Cabinda também consta do relatório que também aponta para algumas violações, citando o caso do activista Rafael Marques, e do editor do semanário “O Crime”, Mariano Brás.

Apesar da absolvição, os jornalistas angolanos, em geral, continuam a trabalhar sob uma lei de imprensa “ainda repressiva”, aprovada em Janeiro de 2017, ainda sob a administração do então Presidente José Eduardo dos Santos, que, no entanto, não foi alterada.

O relatório tem a ver com o tratamento dado aos imigrantes, lembrando que, em Outubro de 2018, cerca de 400 mil, na sua grande maioria oriundos da República Democrática do Congo foram expulsos de Angola no quadro da “Operação Transparência”, destinada a combater o tráfico ilegal de diamantes.

A investigadora do HRW Zenaida Machado considera que, apesar das poucas melhorias, há muito por favor para mudar “uma cultura que pode perpetuar-se”.

Machado aponta o caso “das execuções sumárias, com denúncias de Rafael Marques e outras organizações, e aé hoje não temos na justiça os membros das forças de segurança envolvidos nos casos de assassinatos de jovens envolvidos em casos de crime”.

Aquela investigadora detaca também as “demolições que levaram muitas pessoas a perderem as suas casas e que hoje vivem no relento”, embora reconheça que o actual Governo tenha parado com as demolições.

Pouco mais de um anós após a posse de João Lourenço, o balanço não é positivo em matéria de direitos humanos, segundo a HRW.

Apesar de algumas melhorias e de algumas medidas posições do actual Governo, Zenaida Machado alerta que “se João Lourenço não tomar medidas que de facto combatam a violação dos direitos humanos em dois anos conclui-se que não há nenhuma diferença entre o regime actual e o de José Eduardo dos Santos”.

Fonte: HRW, relatório de 2019.

Estado Angolano, pretende controlar o Islão, com a nova Lei de liberdade religiosa, segundo o investigador português.

São Paulo – O investigador português de Ciência das Religiões, Paulo Mendes Pinto, afirmou hoje que a nova lei da liberdade religiosa em Angola protege a laicidade do Estado e pretende controlar movimentos ligados ao radicalismo islâmico e às igrejas evangélicas.


Esta lei cria algumas dificuldades à liberdade religiosa das instituições, não exatamente dos crentes, porque cria um filtro com regras muito claras e difíceis de alcançar, nalguns casos, considerou o especialista a propósito da legislação que foi aprovada hoje (23.01.2019) pelo Parlamento angolano.

A Lei sobre Liberdade de Religião, Crença e Culto define regras que visam organizar um setor com cerca de 2.000 confissões religiosas e em que apenas 77 estão legalizadas e teve como base, segundo o governo angolano, um diagnóstico sobre a proliferação das confissões religiosas no país, feito por uma comissão interministerial.

Está baseada num princípio de separação entre Estado e confissões religiosas e de uma laicidade do Estado levada bastante longe, assinala o investigador da Universidade Lusófona, sublinhando que este princípio “está em linha com as alterações legais” que têm sido adotadas noutros países ocidentais para salvaguardar a laicidade do Estado, definindo inclusivamente o que é ou não admissível em termos de vestes religiosas.

Para Paulo Mendes Pinto, o objetivo será controlar de forma mais eficaz o crescimento de algumas realidades, entre as quais as associadas ao mundo islâmico “que vai tendo alguma presença, muito pequena, a norte, as religiões tradicionais, ditas animistas que recorrem a feitiçaria, usando inclusivamente crianças, mas sobretudo as igrejas evangélicas brasileiras

“Fundamentalmente o radicalismo ao qual esta lei se opõe é o radicalismo evangélico de matriz brasileira, comentou, justificando os receios do Estado angolano com o discurso político das forças evangélicas, centrado na destruição do próprio Estado”.

Basta olhar para o caso brasileiro (em que se assistiu ao ) eclodir de forças políticas que tem como centro do seu discurso a própria destruição do Estado, adiantou, lembrando as últimas eleições presidenciais brasileiras e o contributo das igrejas evangélicas para a criação de um clima anti-estado que facilitou a eleição de Jair Bolsonaro apresentando “como um Messias” em oposição ao mundo corrupto que girava à volta do Estado.

As autoridades angolanas quiseram por isso deixar claro que todas “as confissões continuam a ter no Estado uma entidade que em nada abdicará dos seus poderes soberanos a favor da liberdade religiosa”, com uma legislação que explicita que tanto as instituições como os seus crentes terem de cumprir a Constituição.

Há um equilíbrio muito grande entre os direitos e os deveres de uma liberdade religiosa e nesse sentido o Estado chama a si a liberdade de criar normas e critérios um pouco restritivos adotando uma posição mais “conservadora” em relação à dinâmica religiosa.

Por isso, segundo o académico, a lei responde apenas parcialmente à necessidade de resolver os processos de legalização de milhares de confissões que estavam pendentes há vários anos, pois as instituições já implementadas serão reconhecidas e terão uma relação “oficial” com o Estado, mas os movimentos mais pequenos “terão a sua vida mais dificultada.

Para legalizar uma confissão será preciso, por exemplo, contar com 60 mil membros ativos e pelo menos 1000 em cada província, “uma escala demográfica e organizacional muito grande” e que implica deixar de fora deste novo enquadramento jurídico muitos movimentos religiosos, de acordo com o coordenador da Área de Ciência das Religiões da Lusófona.

Segundo o Governo angolano, o diagnóstico que suporta a lei aponta várias razões para a proliferação das confissões religiosas no país: incluindo causas migratória, de organização da Igreja, económicas e sociais, como o analfabetismo e a pobreza e, em muitos casos, a crença no misticismo e na magia, nos poderes de profetas e pastores, “formas de continuidade de práticas de crenças tradicionais em que alguns invocam a ancestralidade.

Segundo o documento, ao longo dos últimos 40 anos, ocorreram pelo menos 49 cisões em igrejas reconhecidas, embora apenas 15 tenham sido oficialmente aceites pelo Ministério da Cultura, que tutela a religião em Angola.

Segundo os dados do Censo Geral da População e habitação, realizado em 2014, a religião católica é a mais praticada, com 41% da população. No entanto, o cristianismo corresponde a 79% das crenças religiosas em Angola, seguido pelas crenças animistas, islâmicas e judaicas, havendo ainda uma percentagem significativa, 12%, de cidadãos ateus.

Fonte: Lusa

Frente Consensual Cabindesa, chamou à atenção para a continuidade do Debate sobre o MCNC

Manifesto da Consciência da Nação Cabindesa, lançado através da MPALABANDA, a 10 de Janeiro de 2008, em Cabinda.

Link do debate

SINSE USA SECRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS PARA SONSSACAR OS ACTIVISTAS DE CABINDA

A Secretaria de Estado da Justiça e dos Direitos Humanos de Cabinda, reuniu-se, ontem 22 de Janeiro do corrente, com activistas de Tchiowa para a recolha de contribuições para a criação de um prémio de “direitos humanos” na província.

De acordo a instituição, a intenção consta de um programa de auscultação que está a ser levado à cabo pelo órgão de tutela aos actores de defesa dos direitos humanos. Mas que não convenceu os activistas de Cabinda e que apresentaram reservas quanto a iniciativa das autoridades angolanas, nas suas reacções a VOA:

Nas suas declarações, Alexandre Kuanga coordenador da Associação para Desenvolvimento, Cultura e Direitos Humanos de Cabinda (ADCDH), afirmou o seguinte;


Os que mais violam os direitos humanos em Cabinda são os militares das FAA, da policia, do SINSE, da Investigação criminal, porque eles consideram terroristas todos aqueles que são defensores como a FLEC e independentistas.

Já, o jurista e activista cívico Egídio Conde classificou o encontro de oportuno, mas diz ser necessário que se clarifiquem as intenções reais;

A situação dos direitos humanos aqui em Cabinda é dramática e é preciso haver uma verdadeira interação entre os órgãos que administram a justiça em Angola e os activistas de Cabinda, defendeu.

Leitura diferente tem João Nsumbo, outro activista, para quem não há coerência entre o que dizem e o que fazem as autoridades de Cabinda.

Não se pode compreender que um dia nos chamem de terroristas e no outro somos chamados como se fosse o leão a convidar os demais animais dizendo que o leão morreu e vamos à festa ou óbito dele, ironiza Nsumbo quem diz que os activistas, estão vacinados em matéria de direitos humanos.

Para concluir a sua intervenção, João Nsumbo, vai mais longe, ao afirmar que é uma das apostas do Executivo dividir, excluir, embaraçar, sonegar o povo de Cabinda para melhor tirarem proveito de nós.

Durante a reunião, para a surpresa dos presentes e o que é anormal, a Secretaria dos Direitos Humanos de Cabinda apenas se limitou a ouvir os activistas, sem fazer qualquer tipo de comentário.

Angolan Goverment Strengthens FAA Operational Capacity in CABINDA Territory

There are allegations that the communist regime of Angola (MPLA) is equipping itself of warfare materials in Cabinda and preparing secret agents to infiltrate the march that will take place in Cabinda on February 1st. Our source still goes further by saying that, the materials Warmonger will be used harshly against peaceful protesters wishing to express peacefully their concerns on February 1st the date that was signed agreement of Simbulambuco between Portugal and kings of Cabinda to avoid the invasion of France and Belgium back then!

Of course, we have overseen this machiavelic plans from Angolan regime. But we want to clarify that these intimidations will never kill the determination of Cabindian people!

We urge the Angolan regime to respect the will of the people of Cabinda. The people of Cabinda are tired of the oppression that lasts for more than four decades!

It doesn’t matter how brutal you will go against the peaceful protesters. But we will move forward with the demonstration!

“ You can have militaries and arms. But we have reason”

Governo angolano, reforça capacidade operativa das FAA, no Território de CABINDA

Há alegações de que o regime comunista de Angola( MPLA) está munir-se de materiais bélicos em Cabinda e preparar agentes secretos pra infiltrarem na marcha que terá lugar em Cabinda no dia 1 de Fevereiro.Há a nossa fonte ainda vai mais longe em dizer que os materiais bélicos serão usadas duramente contra os manifestantes que pretendem manifestar pacificamente alusivo à dia 1 de Fevereiro a data que se assinou o acordo de Simbulambuco entre a Portugal e Reis de Cabinda pra evitar a invasão da França e Bélgica na altura!

Como é óbvio, já se prévia tais planos maquiavélicos por parte do regime angolano. Mas queremos frisar que jamais estas intimidações matará a determinação deste povo!

Pedimos ao o regime angolano que respeita à vontade do povo de Cabinda. O povo de Cabinda está cansado da opressão que perdure a mais de 4 décadas!

“ Vocês podem ter militares e armas, mas nós tema a razão”

Texto de Sílivio Sumbo

Juventude Cabindesa, acusa Bento Bembe de ser um traidor

O facto teve lugar, durante a reunião do FCD, em Cabinda, no ano passado.

O link a seguir, resume o acontecimento:

Link do video