FLEC acusa exército de Angola de sequestro de seis pessoas na RDC

Março 16, 2019

Segundo um comunicado difundido recentemente, o movimento independentista, afirma que soldados angolanos fizeram um sequestro na República Democrática do Congo e mataram dois membros da FLEC em combates.

Jean Claude Nzita, Secretário para a Informação e Comunicação da FLEC-FAC
Jean Claude Nzita

Assinado por Jean Claude Nzita, Secretário para a Informação e Comunicação da FLEC-FAC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda), acusou o exército angolano de ter raptado seis pessoas numa incursão ao território da vizinha República Democrática do Congo (DRC).

Na noite de sábado (9.03.2019), soldados angolanos teriam feito uma incursão na província do Congo Central a Sul de Cabinda: “Raptaram o cidadão congolês Khonde Ngimbi Jean e cinco cabindeses, Egídio Massanga, Fernando Mbuco, Bernardo Soungu, José da Costa Luemba e António Victor Gimbi”, disse Jean Claude Nzita.

Segundo ele, os seis foram levados por soldados angolanos para um destino desconhecido em Cabinda. A FLEC teme pelas vidas dos sequestrados.

Ataques mataram mais dois membros da FLEC

O Secretário para a Informação e Comunicação da FLEC-FAC, adiantou ainda que tropas angolanas mataram dois membros do movimento independentista de Cabinda. Um teria sido morto na manhã de sábado na região de Pointe-Noire, na República do Congo (Brazzaville) a norte de Cabinda. O outro na tarde de sábado, na República Democrática do Congo (RDC).

A direção política da FLEC pede a Michelle Bachelet, Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que efectue um inquérito aprofundado aos raptos e que condene claramente as violações dos direitos humanos em Cabinda. A FLEC também denuncia “a vaga de repressão sem precedentes levada a cabo pelo governo angolano sobre os ativistas cabindeses” e “o silêncio cúmplice dos chefes de Estado europeus quanto a estes atos”, segundo o comunicado difundido à imprensa da FLEC FAC.

Comunicado da Flec Fac

O mais triste neste acontecimento, acções terroristas do Estado angolano, contra o povo indefeso e sofredor de Cabinda, conta com apoio dos países vizinhos e irmãos africanos (RDC e RC Brazzaville) que a muito remeterem-se à um eterno silêncio sobre O Problema de Cabinda que num passado recente, governos destes países apoiaram abertamente à causa do povo de Cabinda.

A FLEC FAC é um movimento independentista que desde 1963 luta pela independência do enclave de Cabinda. Primeiro lutou contra o colonialismo português separadamente dos outros movimentos independentistas angolanos. Após a independência de Angola de Portugal, em 1975, o território tornou-se uma província da então recém-independente Angola e o MPLA tomou o controlo da região. Desde então, as várias facções da FLEC lutam pela independência de Cabinda. A FLEC evoca o Tratado de Simulambuco, assinado em 1885 entre autoridades locais e representantes de Portugal, para reivindicar a independência do enclave. Diz que o tratado estabeleceu Cabinda como um protectorado português separado do resto de Angola.

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