O TEMOR DE JOÃO LOURENÇO E DO MPLA DAS REDES SOCIAIS

João Lourenço e o MPLA

É típico dos regimes autoritários e ditatoriais, como se pode observar no tipo de governação que o partido da situação adoptou em Angola, desde de 1975, com a ocupação do Estado de Cabinda.

POR MBEMBU BUALA

O Presidente da República, João Lourenço, alertou, nesta quarta-feira, em Luanda, a juventude a abster-se de usar as redes sociais para desinformar e adulterar a realidade dos factos com o objectivo de criar convulsões sociais. 

João Lourenço, que falava na cerimónia de abertura da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, notou que a crescente importância das redes sociais no seio da juventude deve ser aproveitada para o reforço da cultura da paz e de não violência.

O estadista angolano observou que exemplos recentes em vários países têm demonstrado o perigo que as redes sociais representam quando utilizadas para desinformar e adulterar a realidade dos factos, com o objectivo de criar convulsões sociais como meio de pressão para a remoção do poder de governos legítima e democraticamente eleitos.

Disse ainda ser necessário encontrar soluções sustentáveis para muitos dos grandes problemas que África ainda vive, como a fome, a miséria, as doenças, o analfabetismo, as desigualdades sociais, o desemprego galopante e o terrorismo, que fomentam o tribalismo e a xenofobia, dividindo os africanos.

Para João Lourenço, tais situações atrasam o harmonioso desenvolvimento dos países africanos e o bem-estar das suas populações.

Salientou,
também, que uma das grandes tarefas reservadas às lideranças políticas
do continente e aos diferentes actores da sociedade civil tem a ver com
os objectivos da União Africana, na sua agenda para a promoção de uma
cultura de paz e de não-violência, denominada “Silenciar as armas até
2020”.

Esse objectivo, disse, “é aparentemente difícil de
atingir, mas o legado que nos foi deixado pelos grandes líderes do nosso
continente constitui, para nós, uma fonte de inspiração para os
esforços que temos que empreender para pôr termo definitivo aos
conflitos que lamentavelmente persistem no continente”.

Defendeu a
necessidade de se dar ênfase à promoção da cultura, educação,
investigação e ao papel que podem desempenhar as organizações da
juventude, das mulheres e os meios de comunicação tradicionais e
digitais na prevenção de conflitos e promoção de uma cultura de paz.

O Presidente João Lourenço indicou que as várias disciplinas artísticas que serão apresentadas nesta bienal “são a expressão da criatividade dos artistas africanos e podem contribuir não só para a reafirmação de uma africanidade global, mas (também) para a promoção dos valores culturais genuinamente africanos e favoráveis à paz”.

A Bienal, que termina no próximo domingo, é uma plataforma que visa desenvolver e consolidar uma cultura de paz e não-violência, desencadeando um movimento Pan-Africano que promova a diversidade cultural e a unidade africana.

Sob o lema “Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores”, o evento envolve o Estado angolano, a UNESCO e a União Africana. 

Fonte: Angop

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