CALABUBE DENUNCIA AO ACNUR REPATRIAMENTO FORÇADO DOS REFUGIADOS DE CABINDA NOS CONGOS


Após ter alertado recentemente a comunidade pública e internacional sobre o repatriamento forçado dos refugiados de Cabinda nos Congos (íntegra do comunicado abaixo).

João Francisco Lubota, Presidente da Associação CALABUBE, revelou que a organização que dirige apresentou uma queixa junto do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – ACNUR, onde denuncia todas as atrocidades cometidas pelo governo angolano contra os Refugiados de Cabinda nos Congos. 

Oiça aqui as revelações de Francisco Lubota (Bavonda kwau) em Ibinda, Kikongo e Lingala) o vídeo está no nosso canal do Youtube: https://youtu.be/prqTZLMeFlw

COMUNICADO

À Associação CALABUBE (CABINDA, LÂNDANA, BUCO ZAU, BELIZE), comunica à comunidade internacional, as associações de Cabinda presentes na diáspora, e aos refugiados de Cabinda no mundo, sobretudo os que se encontram na República Democrática do Congo (RDC) e na República do Congo Brazzaville, o seguinte:

“REPATRIAMENTO FORÇADO DOS REFUGIADOS DE CABINDA NOS CONGOS PELO GOVERNO ANGOLANO”

À CALABUBE condena as acções de repatriamento forçado dos refugiados de Cabinda que estão a ser levados à cabo pelo governo angolano nos centros de Seke Zole, Nlundu Matende e Mfuiki na República Democrática do Congo (RDC) e, nos centros de Konde-Mbaka e Malolo na República do Congo Brazzaville. 

Que os refugiados de Cabinda nos centros acima referenciados não se deixem intimidar pelas ameaças dos Serviço de Inteligência Externa de Angola (SIE) que desde de Junho do corrente ano tem estado a destacar os seus oficiais operativos na província do Kongo Central (RDC), com a missão de persuadir e forçar o regresso dos Cabindas que ai residem.

As acções do governo angolano contra os refugiados de Cabinda devem ser caracterizadas como sendo uma clara violação do direito internacional e humanitário. E devem ainda ser condenadas com urgência por parte das Nações Unidas, União Europeia, pelos governos dos dois Congos e pelos movimentos que lutam para à Autodeterminação do Povo de Cabinda. 

Importa aferir que em 2012, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – ACNUR esclareceu aos estados membros da ONU sobre as especificidades dos refugiados de Cabinda, distinguindo-os dos refugiados angolanos, “Embora grande parte dos refugiados angolanos devem no geral, poder beneficiar da protecção do seu país de origem, o ACNUR reconhece que a situação dos cidadãos originárias (…) de Cabinda requer uma consideração especial”. 

Leia mais:https://www.refworld.org/pdfid/4f3395972.pdf

Contudo, apelamos à comunidade internacional no sentido de ajudar e proteger os mais de 50 mil Cabindenses que residem nos Congos, mormente: na República Democrática do Congo nos Campos de refugiados em Lundo-Matende, Kimbianga, Mfuiki e Seke-Zole; na República do Congo Brazzaville nos campos de Refugiados em Konde-Mbaka e Malolo, vítimas das incursões militares das Forças Armadas Angolanas-FAA e do repatriamento forçado do governo angolano. 

ASSOCIAÇÃO CALABUBE (CABINDA-LÂNDANA-BUCO ZAU-BELIZE), Paris 17 de Setembro de 2020.

Texto: Magaliza Zola 

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