Flec Fac retoma relações diplomáticas com Portugal

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), decidiu hoje retomar as relações diplomáticas com o Governo português e exortou Portugal a reconhecer aquele território como um Estado.

A decisão de “retomar oficialmente as suas relações diplomáticas” com Portugal foi anunciada pela direção político-militar da FLEC-FAC, num comunicado em que se afirma “disposta a fazer todo o possível para fazer da cooperação com o Governo português uma parceria estratégica”.

O fim das “relações e contactos” com a Presidência e o Governo português tinha sido decretado em Faveiro pela FLEC.

No comunicado divulgado, a FLEC lembra que Cabinda e Portugal “têm muitos interesses em comum” e exorta o Governo de António Costa a “exercer pressão sobre o Estado angolano para que ponha termo à sua ocupação” naquele território e a “reconhecer o direito do povo de Cabinda à autodeterminação e à independência”.

O reconhecimento de Cabinda como um Estado, por parte do Governo português, “enviará um sinal importante e claro à comunidade internacional”, considera a FLEC.

O fim das “relações e contactos” com a Presidência e o Governo português foram anunciados a 08 de fevereiro, num comunicado em que a Frente de Libertação acusou os vários governos e presidentes da República de “intencionalmente sempre ignoraram o martirizado povo de Cabinda e os sucessivos apelos desta organização e da sociedade civil Cabindesa”.

Na data, a FLEC lamentou ainda que Portugal nunca tenha condenado Angola “pelas ininterruptas violações dos direitos humanos em Cabinda” e tenha apoiado “os três líderes da República de Angola desde 1975”.

Mais de metade do petróleo angolano, maior fonte de receitas do país, provém de Cabinda.

ANÁLISE ESTRATÉGICA DA MBEMBU BUALA PRESS

A direcção política da Flec Fac para além de anunciar a reposição das relações com Portugal, deve ainda reforçar as suas acções diplomáticas sobre a resolução do “Problema de Cabinda” pelo mundo em especial no continente Africano, concretamente na região Central, Oriental e Ocidental.

Nesta última, deveriam aproveitar-se do mau estar das relações entre Angola e Guiné-Bissau para se aproximar a Úmaro Sissoco Embaló, o actual Presidente para que nos fora internacionais (em especial nas Nações Unidas e na CEDEAO) se solidarize com à causa do Povo de Cabinda apelando a sua resolução imediata por via do diálogo e de forma pacífica, tal como à Argélia procede com o Sahara Ocidental e Angola com Cuba.

Para além do caso concreto da Guiné-Bissau em África, pelo mundo se pode e muito bem aproveitar-se do diferendo que opõe Angola e a Igreja Universal do Brasil que em termo de recursos financeiro seria um grande parceiro para à luta de Libertação da Nação Cabindesa das masmorras do MPLA e das Nações Poderosas. Tal igual como parceria estabelecida num passado recente entre a Flec Renova e a igreja sul coreana do clã Moon.

Nota que estes (in puts) são validos para todos os movimentos que lutam para à libertação da pátria imortal Cabinda.

Com a Lusa

#Mbembubualapress…Informação e Análise Estratégica.

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