ADCDH, condenou recentemente a repressão policial em Cabinda

CABINDA

Por @mbembubuala

Janeiro 31, 2019

Associação para Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos-ADCDH, condenou recentemente a repressão policial em Cabinda, numa nota enviada a nossa redcção, onde expressa a sua indignação contra as prisões aos membros do MIC e a intimidação dos seus activistas. E apelou ao respeito pelos direitos humanos, as autoridades angolanas no Tchiowa.

Cabinda em repressão policial
Desde segunda-feira que ocorreu as detenções de António Victor Tuma (Nelinho) no bairro 4 de Fevereiro Rua do Amaro Tati, João Zau Mambimbi e Madalena Marta Izovo Gimbi ambos detidos no bairro 1° de Maio zona de Luvassa – Norte por volta das 17horas respectivamente, a cidade de Cabinda entrou em repressão policial, culminando com detenção dos membros do Movimento Independentista de Cabinda Ontem 29 de Janeiro de 2019 pelas 11horas, a quando decidiram sair nas ruas antecipando a marcha do dia 01 de Fevereiro organizado pelo seu Bureau Político, em protesto exigindo a Liberdade dos que antecederam à prisão.
Assim sendo, depois da detenção da Direcção do MIC, O Comando Municipal da Polícia Nacional junto ao SIC, estendeu um raio de acção do Centro de Produção da TPA em Cabinda à Padaria Dona Ema (B°Amílcar Cabral), da Antiga Conservatória dos Registos, passando pela Rua da Índia até à sede do Governo Provincial de Cabinda que visava a detenção de qualquer cidadão que suspeitavam ou que se identificava como Independentista. É assim que detiveram o Activista Alberto Paulo Macosso Secretário Geral da ADCDH, foi interpelado pelos Agentes da Polícia e engantado ao pescoço juntamente à Oficina da Nissan e conduzido até ao SIC nas mãos do Comandante Municipal Simão João Chicuma onde foi posto no chão investigado e acusado de fazer parte da marcha, saquearam o telefone, ameaçaram bater e 20minutos depois foi posto em liberdade.
No mesmo instante, foi interpelado defronte ao Supermercado Superpreço junto às bombas de combustíveis da Nissan, o Activista Jeovanny Ventura por 4 indivíduos supostamente policias acusando-o de ser membro do MIC e o mesmo justificou que é Activista Cívico Defensor dos Direitos Humanos, perguntaram o quê estava a fazer naquele local e mesmo respondeu que como cidadão tem a liberdade de estar num espaço público, e os indivíduos queriam apropriar-se do seus telemóveis e o mesmo disse que não é obrigado a dar e que os mesmos são de uso pessoal. Os agentes obrigaram a sair do local e depois de mais de 15 minutos de contradições o Activista Cívico e Defensor dos Direitos Humanos (JV) decidiu retirar-se.
A ADCDH apela o Sr. Eugénio César Laborinho, Governador da Província de Cabinda Que respeite os Direitos Humanos em Cabinda porque já é um Compromisso do Estado Angolano. É contraditório o Discurso do Sr. Governador quando tem dito que vai fazer Cabinda uma boa terra para se viver, mas, em prática, Cabinda tornou-se um Centro das Detenções.

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