FLEC FAC REAGE AOS ATAQUES TERRORISTAS DAS FAA NA RDC

CABINDA

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda “FLEC FAC”, denunciou  hoje, num comunicado a estratégia das Forças Armadas Angolanas (FAA) de violação sistemática das soberanias da República Democrática do Congo e República do Congo, sob protesto de perseguição e para captura dos militares da FLEC FAC que acusam de possuir bases militares nos dois Congos.

Importa referir que os ataques terroristas das FAA na RDC, tiveram lugar no passa mês de Abril do corrente, entre os dias 24 e 25, como confirmou em primeira mão a emissora local, Rádio OKapi.

Por @mbembubuala

Maio 04, 2019

“Iludindo a Comunidade Internacional com falsas informações, centenas de militares das FAA invadiram Lukula no Kongo-Central, e incendiaram várias habitações na aldeia de Makanga. A invasão militar das as FAA, provocou ainda a fuga dos habitantes na aldeia de Makanga”, acusa a FLEC FAC, como se pode ler no comunicado, chegada a nossa mesa de redação.

A FLEC FAC recusa ser o álibi das FAA nas suas incursões armadas e violações territoriais constantes à República Democrática do Congo e República do Congo cujas intenções reais são o controlo militar destes países e espoliação dos seus recursos naturais.

A FLEC FAC, reafirma ainda que os militares das FAC, estão e operam exclusivamente no território de Cabinda.

Porém a direção político-militar da FLEC FAC, chama atenção da Comunidade Internacional sobre as declarações à imprensa do Sr. Salviano Sequeira, Ministro da Defesa Nacional de Angola, que afirmou recentemente que “nada se passa em Cabinda” e que a situação militar é tranquila, mas as recentes incursões militares das FAA na RDC, que alegam perseguir os combatentes da FLEC FAC nos países vizinhos de Cabinda, num real manifesto Casus Belli, contrariam o Ministro.

É IMPORTANTE AQUI REALÇAR ALGUNS FACTOS SOBRE À LUTA DA AUTODETERMINAÇÃO DE CABINDA

O Tratado de Simulambuco foi assinado em 01 de fevereiro de 1885 pelo representante do Governo português Guilherme Augusto de Brito Capello, então capitão tenente da Armada e comandante da corveta “Rainha de Portugal”, e pelos príncipes, chefes e oficiais do reino de N’Goyo.

O tratado colocou Cabinda sob protetorado português e foi elaborado antes da Conferência de Berlim, que dividiu África pelas potências europeias.

A procura da independência data, no entanto, de 1956, quatro anos depois da união administrativa com Angola, com a formação do Movimento de Libertação do Enclave de Cabinda (MLEC) e, em 1963, dois anos depois do início da guerra em Angola, são criados o Comité de Ação da União Nacional dos Cabindas (CAUNC) e a Aliança Maiombe (ALLIAMA).

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda “FLEC” é fundada nesse mesmo ano, como resultado da fusão dos movimentos existentes e de forma a unir esforços que sensibilizassem Portugal para o desejo de independência.

Mais recentemente, a FLEC passou a designar-se Frente de Libertação do Estado de Cabinda.

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