Militares das FAA, continuam à ocupar ilegalmente uma parte da região do Kongo Central

Um vendedor ambulante angolano, está prestes a atravessar a ponte para ir ao mercado Lufu no território de Songololo, na província de Kongo central imagem de 11/06/2016.

Fonte: Rádio Okapi

A sociedade civil do território de Lukula na província do Congo Central pede ao governo congolês que se envolva para ordenar a retirada das forças armadas angolanas que ocupam as florestas de 4 aldeias de Lukula há mais de 5 dias.

Raphael Nzau Ndundu, porta-voz da sociedade civil de Lukula, está pedindo ao governo central que se envolva para que essas tropas deixem essas áreas porque a população vive em um “pânico indescritível”.

“Desde sexta-feira, 3 de maio, mais de 300 soldados armados angolanos entraram no território de Lukula, do outro lado da fronteira. Hoje eles ocupam as florestas das aldeias Kimpese, Nsatu Mbongo, Makanga e Bayindu “, diz Raphael Nzau.

Os habitantes desta área estão fugindo para aldeias mais distantes. A sociedade civil de lukula indica que os soldados angolanos não atacaram a população local, mas provocaram um pânico e restrições na mobilidade destes.

Os soldados angolanos, continuam posicionados com suas armas nas florestas. Eles estão à procura de combatentes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC-FAC).

“Somos como toda a população da RDC esperando por proteção do governo, que deve aproveitar todos os benefícios do estado congolês. Queremos o envolvimento imediato do estado congolês para que esta situação deixe de bloquear a população “, solicitou Raphael Ndundu.

As fontes dos serviços de segurança no território de Lukula confirmam a presença de tropas angolanas nesta área. Uma equipe do conselho de segurança da província foi enviada ao local.

Ele lembra que em abril, os serviços de segurança de Lukula registraram duas incursões deste exército angolano nesta área, nos dias 21 e 25 de abril.

Durante essas incursões, esses soldados haviam queimado cabanas consideradas campos de treinamento da FLEC FAC.

Por sua parte, Jean-Claude Nzita, porta-voz da FLEC com sede na Suíça, contactado pela Rádio Okapi, rejeitou as alegações do exército angolano.

As bases da FLEC FAC estão localiza das no território de Cabinda, onde a FLEC FAC, luta desde 1963, admitiu o porta voz da Flec Fac, que aproveitou à ocisão para solicitar a mediação do Presidente Félix-Antoine Tshisekedi na qualidade de 2º Vice-Presidente da União Africana no conflito entre à FLEC FAC e o governo angolano.

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