Polícia reprime marcha pacífica das peixeiras sofredoras em Cabinda

Foto Massinga Cabinda

Infelizmente! Mas é desta forma que “João Lourenço está à fazer de Cabinda um bom lugar para se viver”, tirando o pouco do pouco que o povo sofredor de Cabinda, obtém por meios próprios sem à ajuda do seu governo e do MPLA!  

A polícia angolana, reprimiu na manhã desta terça-feira 25, a marcha pacífica das vendedoras da praia dos pescadores, na cidade de Cabinda.

Segundo a nossa fonte, a marcha foi motivada pelo facto de estarem à ocorrer e com muita frequência “actos de excesso de zelo” por parte das autoridades locais que decerto modo tem servido para humilhar as vendedoras da praia dos pescadores.

O braço de ferro entre as autoridades locais “administração municipal de Cabinda” e as vendedoras, começou quando o governo decide destruir as barracas e tendas das peixeiras na área que as imagens abaixo ilustram (que era uma zona pantanosa), com o pretexto de edificar o futuro mercado, cedendo no entretanto, para as mesmas um outro recinto para a comercialização do peixe, e por sinal o novo espaço contava com uma organização superior ao anterior espaço, em termos de terraplanagem. Recinto este “só para recordar” que as autoridades prometeram edificar um mercado definitivo que  ofereceria, melhor comodidade quer para as vendedoras e os seus clientes.

Mas são as mesmas autoridades “mesmo não cumprindo com a sua promessa”   só para se ter uma noção que num curto espaço de tempo “só neste mês”, forçaram as vendedoras a trocar de local, mais de três vezes. Essa falta de querência e seriedade por parte das autoridades foi interpretado pelo povo como um “acto de humilhação” e como se não baste-se, as vendedoras foram surpreendidas no passado dia 19 do corrente mês, com um ultimato para que voltassem a mudar de local e o espaço cedido, segundo se apurou, não oferece condições apropriadas para a comercialização do peixe,  pois em caso de maré alta as vendedoras seriam obrigadas a suspender as actividades. Por conseguinte, as vendedoras se recusam categoricamente em vender no referido local.     

Com a justificativa do pagamento da taxa de mercado (imposto) para o acesso aos serviços da comercialização do peixe e outros derivados marinhos, e exigindo agora das autoridades a construção do mercado (sendo uma promessa que até agora não foi cumprida) ou a cedência de um outro espaço, onde possam  comercializar o peixe condignamente, pois o peixe para elas é muito precioso e serve como meio de subsistência de muitas famílias em Cabinda que dependem da venda do peixe para sobreviver.

Neste entretanto, as vendedoras do mercado, insatisfeitas com todas essas injustiças promovidas pelas as autoridades governamentais de Cabinda que não apresentaram alternativas para se reverter o quadro, decidiram marchar  pacificamente, ontem para demonstrar o seu descontentamento, tendo em conta que quando chegaram à praia, toda extensão da zona onde realizam a comercialização do peixe, estava coberta de efectivos da polícia que as impediam de realizar a sua actividade laboral. Como se pode observar algumas até tentaram, mas viram as suas mesas, destruídas e confiscadas,  pela polícia presente no local.

De referir que a marcha partiu da praia dos pescadores, passando pelo palácio do governador e, tereia como destino final, a sede do governo e ao meio do caminho propriamente entre as imediações do hospital e das instalações da TPA, a mesma  foi reprimida pela polícia angolana, impedindo assim a concretização do objetivo preconizado pelas manifestantes que era o de protestar de fronte as instalações do governador.

Segundo ainda a nossa fonte, apesar da repressão do exercício da liberdade de expressão, não houve detidos ou qualquer incidente relevante no decorrer da marcha pacífica.

Outrossim vale destacar que essa medida das autoridades de proibição da venda do peixe na praia dos pescadores, se estendeu até as proximidades do Instituto Don Paulino Fernandes Madeca, onde a polícia destacada no local esmagou sem piedade a mercadoria das peixeiras que passaram por essa via, deixando as senhoras em prantos e lamentações.

Texto de Ruben Malonda

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