Integrantes da Comunidade Hip-Hop Tchiowa, visitam os membros do MIC na Cadeia Civil

O acto teve lugar no sábado último 29, a comitiva da Comunidade Hip-Hop Tchiowa, promotores do “Projecto Hip-Hop de Gavetas – Filhos de Cabinda unidos pela música”, foi composta por 06 rappers afectos ao grupo. A visita enquadra-se no âmbito da campanha de solidariedade aos 11 membros do Movimento Independentista de Cabinda – MIC, que continuam detidos, desde o dia 29 de Janeiro do corrente ano (com a exepção de João Mampuela), em Cabinda na Cadeia Civil, contando ainda com a Maria Mambo Deca que está na Cadeia do Yabi.

Vale ainda recordar, que Maurício Gimbi, Alfredo Duda e Ruben walter “MC apontamento”, membros do MIC, são também integrantes da Comunidade Hip-Hop Tchiowa que já agendou para Julho, em data à anunciar oportunamente um show de beneficência, com o objectivo de ajudar os presos de Cabinda, principalmente os que estão encarcerados na Cadeia Civil.

No decorrer da visita, a comitiva da Comunidade Hip-Hop Tchiowa, interagiu com os seguintes membros do MIC, Eng. Maurício Baza Gimbi, Presidente, António Marcos Soqui, Vice Presidente, Alfredo Duda, Secretário para os Assuntos Religiosos e Alberto Puna (vulgo o Sapiente) que confirmaram ser normal o estado clínico de todos os indivíduos ligados ao MIC, que se encontram detidos naquele estabelecimento prisional de Cabinda, apesar das debilidades da assistência médica.  

Relactivamente a questão processual-Jurídico dos membros do MIC, segundo os detidos até hoje o processo não sofreu qualquer alteração, pois, continuam a ser acusados do crime contra a Segurança do Estado “ultraje e distúrbio público”. É importante frisar que no dia 29 de Julho próximo termina o prazo legal de prisão preventiva aos membros do MIC, detidos desde o mês de Janeiro do corrente ano. Se o ministério público angolano, não aplicar a  medida de coação no prazo acima referido. E caso não sejam postos em liberdade “para aguardarem a decisão do processo”, os mesmos estarão face ao dilema do excesso de prisão preventiva, passando neste quadro a ser “ilegal” a manutenção das suas detenções. Salvo explicações adicionais das autoridades que poderão ser usadas para justificar à referida ilegalidade.

No que concerne as actividades políticas do MIC, Maurício Gimbi “Presidente”, garantiu que o movimento que dirige não está estagnado e que em breve retomará o cumprimento da sua agenda política, com mais empenho e determinação.

Outrossim, Maurício Gimbi, aproveitou a vista dos integrantes da Comunidade Hip-Hop Tchiowa para esclarecer que o MIC, nada tem haver com a campanha difamatória difundida, recentemente (no princípio deste mês de Junho) nas redes sociais, contra o Eng. Agostinho Chicaia (ex-presidente da extinta  Associação Cívica de Cabinda – MPALABANDA) que o filho deste José Chicaia “vulgo Jose OProprio Oproprio”, acusou ter sido obra de elementos ligados ao MIC, após um desentendimento deste com alguns membros do referido movimento no Facebook.

Por conseguinte, o Presidente do MIC, assegurou que este mal entendido está totalmente ultrapassado. Garantindo que “neste preciso momento” o seu movimento não tem qualquer desavença ou problema, com nenhum compatriota Cabindense e reiterou a união de todo povo de Cabinda para à sua libertação.

“Se algum irmão de Cabinda tiver qualquer problema com o MIC que o esqueça, porque nem com o povo angolano o MIC tem problemas. Nós temos sim problemas com João Lourenço, Presidente de Angola, com Eugénio Cesar Laborinho, o governador de Cabinda, com o delegado do SINSE em Cabinda ou seja com a grande maioria dos membros do governo angolano. E não com o povo de Cabinda, seja quem for”! Concluiu o presidente do MIC sobre a questão.

Ainda na sua breve intervenção no decorrer da visita, Maurício Gimbi, não deixou de agradecer a solidariedade do povo de Cabinda, pelo apoio moral e material, “principalmente aos membros da sociedade civil e pessoas singulares” que continua a servir de grande incentivo e tem ajudado bastante nesta longa estadia na prisão. Tendo solicitado aos visitantes que comunicassem ao “povo sofredor de Cabinda”, que o estado de ânimo dos membros do MIC, é positivo e,  que continuam firmes e determinados nos ideias da luta para libertar Cabinda.

Apesar das dificuldades no interior do estabelecimento prisional “Cadeia Civil”, os membros do MIC, continuam motivados. Mas lamentam sobretudo as condições em que são submetidos grande maioria dos presos “Que caracterizaram de desumanas”, tendo em conta que falta o básico e, independentemente dos crimes, em que muitos são acusados, os prisioneiros não deixaram de ser, seres humanos, manifestaram essa inquietação à Faustino Gimbi, porta voz da  Comunidade Hip-Hop Tchiowa, em jeito de conclusão.

Recentemente a sociedade civil de Cabinda (SCC), lançou uma acção solidária, denominada “JUNTOS PELA LIBERDADE E DIGNIDADE HUMANA” a favor dos activistas políticos de Cabinda encarcerados pelo regime angolano por reclamarem os direitos que ligam o povo de Cabinda à sua terra. Que juntamos em anexo!

Texto de José Kabangu

© 2015-2019 VOC-voice of Cabinda Mbembu Buala  

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