ACIDENTES COM MOTORIZADAS CONTINUAM A MATAR EM CABINDA 

Tendo em conta que no território de Cabinda, os números de mortes causados por acidentes de moto, aumentam a cada dia que passa. 

Para além da sociedade civil, o assunto também já preocupa as autoridades locais, mas que pouco ou nada têm feito para colmatar a situação.

POR MBEMBU BUALA

E que têm justificado as ocorrências, acusando os Moto-taxistas, de má condução, desconhecimento dos sinais de trânsito e desobediência às medidas de segurança, principalmente o não uso de capacete.

Por outro lado, A Voz de Cabinda (Mbembu Buala), apurou junto dos Moto-taxistas, que apesar das autoridades policiais, terem intensificado as acções de inspecção das motorizadas que exercem a actividade de moto-táxi, que é preventivo de certo modo, mas acusam essas mesmas autoridades de não realizarem campanhas de sensibilização (tendo em conta que estão mais dispostos em punir, com multas e apreensão dos meios), ao invés de promoverem não só campanhas publicitarias sobre segurança rodoviária, estes solicitam quer as autoridades e a sociedade civil no território de Cabinda, a realização de palestras com os “Moto-taxistas” para que essas campanhas de sensibilização sejam mais profundas e abrangentes nas temáticas sobre o uso do capacete, colete refletor, legalização dos meios, a não alteração das características dos motociclos e a segurança dos passageiros.

PARA QUE TODOS EM CONJUNTO POSSAM ENVIDAR ESFORÇOS NA PROTECÇÃO DO BEM MAIS PRECIOSO QUE TEMOS EM COMUM A “V I D A”.

Imagens VOC MB TV

Tendo em conta que em Cabinda, os serviços de táxi tem sido o sector sustentável para a juventude que sempre olhou esta actividade como o primeiro emprego. Apesar da grande maioria, realizar mais este serviço com os veículos de marca Toyota Hiace“vulgo azul e branco” e não só, com uma lotação que pode variar dos 14 a 19 lugares que dominam as vias das paragens: São Pedro, Ngomá – Chiwéca – São Pedro – Santa Catarina e os serviços de transporte para o interior do território.

Em 2011, o território de Cabinda foi surpreendido, com uma nova forma de desenvolver os serviços de táxi, com o surgimento da cupapata (Moto-táxi), segundo o que a MBEMBU BUALA, apurou o primeiro a exercê-lo nas ruas de Cabinda foi um cidadão angolano, oriundo de Benguela, com uma motorizada de marca Kawazaki, que partia da Rotunda do 1º de Maio até Última paragem do Chiwéca.

Hoje, regista-se um grande número destes serviços na cidade Tchiowa e arredores. A grande maior dos Moto-taxistas (Wewa na RDC, Cupapata em Angola), são cidadãos provenientes da República Democrática do Congo – RDC e de Angola, muitos destes num passado recente, praticavam trabalhos de rebocadores, descarregadores, estivadores ou bagageiros nos armazéns e nos mercados. 

Desde de 2011, que este trabalho tem vindo a crescer e consigo também os perigos são notórios, visto que actualmente 60% dos acidentes de viação em Cabinda, envolve os Moto taxistas. 

Regista-se nos hospitais feridos graves e as morgues recebem periodicamente um número elevado de vítimas dos acidentes que envolvem motoqueiros.

Segundo alguns motoqueiros (que preferiram não se identificar), ouvidos pela nossa redação, alegam que existe uma Associação local denominada AMTC (Associação dos Moto-taxistas de Cabinda), que controla cerca de 200 associados, mas que pouco ou nada faz, ao contrário obriga, todos os moto taxistas a fazerem parte da mesma e a comprarem coletes e passes num valor total de 12.000Kzs, nada resolvem, e como se não bastasse aliam-se, as autoridades policiais locais para procederem apreensões, com o recurso à violência que em muitas ocasiões provocaram danos morais e físicos a muitos moto-taxistas. Recentemente anunciou a realização de triagem aos cidadãos estrangeiros que realizam essa actividade.

Os agentes da polícia local, têm sido os maus da fita principalmente os da Brigada Moto, “considerados como os carrascos” a muito que transformaram os motoqueiros como sua fonte de extorsão diária. Ora, vejamos, se o motoqueiro tiver a documentação toda em dia e cumprir com o regulamentado, mas se não for da associação eles prendem a moto. E se for da Associação, mas se não tiver os documentos completos a apreensão também é efetuada na mesma.

De recordar que nem todos os proprietários de motociclos em Cabinda, exercem à actividade de moto-táxi, e o associativismo é de livre e espontânea vontade, ao menos que exista um lei que obrigue para tal. Apesar ser de suma importância, o cumprimento da lei sobre o sector, mas desde que todos os intervenientes façam a sua parte e bem.

E segundo afirmações de alguns motoqueiros, as entidades locais, nunca realizaram qualquer actividade para sensibilizar, ensinar, prevenir ou mesmo capacitar os moto-taxistas sobre as consequências dos incumprimentos das regras de trânsitos.

Como se confirmou, muitas são as motorizadas que podem ser encontradas em várias esquadras policiais em Cabinda, resultante das apreensões.  E o mais caricato em tudo isso é o procedimento das autoridades policiais locais,  que após acumularem um número significante, procedem a venda das motos em leilões. Sabe-se que há casos de reclamações do desaparecimento de motorizadas nas esquadras por parte dos proprietários. Recentemente, foi descoberto um cidadão que fazia parte da Unidade de Trânsito e que promovia o desvio das motorizadas apreendidas até a fronteira, com a RDC para comercializá-las, com ajuda de uma rede de traficantes bem organizada.

É mesmo dura a realidade que os motoqueiros enfrentam no seu dia-dia, principalmente para os que exercerem à actividade de moto-táxi, em Cabinda. Que continuam à pagar 2 a 5.000 kz, para recuperar as suas motorizadas, após apreensão pelos, agentes da policia local. 

Pensamos que as autoridades da polícia local, as associações de direito e sociedade em geral, devem reunir esforços para minimizarem as dificuldades que os motoqueiros no geral enfrentam, pois hoje já é visível o seu contributo no transporte de passageiros e bem como urge a necessidade de ouvi-los (principalmente os que exercem à actividade de moto-táxi, sendo a grande maioria estrangeira, mas que apenas querem ser ouvidos) que não seja somente por via da associação, pois muitos se recusam fazer parte da mesma ( por razões acima já referenciadas), tendo em conta que essa acção vai ajudar a preservar o bem mais precioso de todos nós a VIDA.

Neste sentido, apelamos as autoridades locais e a sociedade civil, que promovam palestras, com vista à disciplinar e regularizar à actividade para que se evitem mais acidentes e mortes dos utilizadores destes meios de transporte no território de Cabinda.

Só para se ter uma noção e, segundo os dados recém divulgados, a policia angolana em Cabinda, apreendeu mais de duas mil motorizadas, que exerciam ilegalmente a actividade de moto-táxi.

Apesar das autoridades não terem adiantado números, segundo a Angop, os acidentes de moto-taxistas, causaram 43 mortes e 130 feridos, nos últimos seis meses, no território de Cabinda.

Texto de José Kabangu  

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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