EX-MILITARES DA FLEC RENOVADA À BEIRA DE UMA REVOLTA POPULAR EM CABINDA

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Nos últimos dias em Cabinda “apesar de modo restrito” circulam informações duma possível revolta dos Ex-Militares da FLEC RENOVADA “FCD”, inseridos nas Forças Armadas das Angolanas – FAA, atribuídos e distribuídos em vários ramos, categorias e patentes, do grau de soldado à general. 

O processo estava sob à alçada do Ex-Chefe do SISM, Zé Maria, distribuídos da seguinte forma, um grupo na Aldeia do Yabi, ao comando do coronel Bonga –Bonga, Simindele (Chinga Militar), e os reformados sob a tutela do FCD, colocados no condomínio da Santa Catarina, na localidade de Chibodo, Vila Esperança e Buco-Ngoio respectivamente e outras partes do território de Cabinda.



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Da parte dos reformados, “a deus se agradece”, mas para os reservistas e os que estão no activo, estão numa situação de abandono total, sendo que desde a mudança de presidente em Angola, nunca mais receberam os seus ordenados, sensivelmente há mais de um ano.

Segundo uma fonte segura e familiarizada com o processo, alega que os Ex-Militares da FLEC RENOVADA e agora partes do “FCD” estão determinados em realizar para breve uma manifestação em Cabinda, para protestarem contra a violação dos Acordos de Namibe “assinados em 2006 entre MPLA e a FLEC RENOVADA DE BENTO BEMBE”, tendo em conta o incumprimento, por parte do governo angolano, liderado por João Lourenço.

Outras fontes avançam que circulam informações nos  corredores da Cidade Alta(Casa de Segurança do PR de Angola), que asseguram de que o actual governo do MPLA, teceu duras críticas da forma como o processo dos ex-militares da Flec Renovada foi gerido pelo General Zé Maria, José Eduardo dos Santos e pelo General Kopelipa, sendo a instituição criada para o efeito ser mais uma empresa de Zé Maria do que uma instituição inserida nas estruturas militares das Forças Armadas Angolanas.

Do outro lado dos acontecimentos, esperançosos, os ex-militares da Flec Renovada, aguardam pela resolução da situação que consideram ser uma provocação e que poderá trazer dias “maus” para Cabinda pois é impossível cuidar da família sem vencimento sendo um militar, frisou a fonte. “Não tem explicações justas para nós, o MPLA se esquece que esses homens só sabem “guerrear” e mais nada, quando saírem às ruas, quem é que vai lhes travar?” acrescentou.

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A Junta Militar do FCD lamenta o silêncio de Bento Bembe face a essas atrocidades, sendo o interlocutor válido entre o Governo de Angola e os Ex-Militares cadastrados e inseridos no sistema dos Órgãos de Defesa e Segurança de Angola. Contudo, três meses já se passaram desde a tentativa de Revolta e até agora, nada foi resolvido, continuam no alheio e as dificuldades prevalecem. Para os Ex-militares da Flec Renovada, nada mais importa e só lhes resta sair às ruas em Massa para reivindicar  os direitos que lhes devem ser atribuídos. 

Texto de Baveka Mayala

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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