ENG. MAURÍCIO GIMBI REAFIRMA QUE UCI VAI CONTINUAR À DEFENDER AS VERDADEIRAS ASPIRAÇÕES DO POVO DE CABINDA

“A Independência de Cabinda”

Afirmação feita em exclusivo à A Voz de Cabinda (Mbembu-Buala), na entrevista concedida nesta terça-feira 24, onde para além de retratar sobre à vida política interna da UCI, abordou igualmente à situação político-militar, social, económico vigente no território de Cabinda e demais questões ligadas ao eterno problema de Cabinda, sem solução à vista devido à ignorância do governo angolano.

“A nossa vida política interna vai bem a UCI está dando passos seguros, de uma maneira sábia, prudente e com muita serenidade”.

O líder da UCI, revelou que à sua organização política já se encontra instalada ao nível de todo o território Nacional de Cabinda.

“Estamos em todas as partes do território de Cabinda do Miconje ao Yema e do Massabi ao Zenze do Lucula”.

Reafirmou afincadamente, que para à UCI só à independência interessa para Cabinda!

“E continua defendendo aquilo que são as verdadeiras aspirações do povo de Cabinda”

“QUE É À INDEPENDÊNCIA”

O Eng. Maurício Gimbi, presidente da União dos Cabindenses para Independência-UCI, acredita ainda que num futuro breve o problema de Cabinda pode ser resolvido.

Tendo sugerido o diálogo como o mecanismo que pode ser aproveitado para se atingir esse objetivo.

“Porém como todos sabemos nós defendemos à independência porque à independência é uma posição mais ampla, mais abrangente, mais consensual que mais converge os Cabindas”

Por outro lado, o Eng. Maurício Gimbi, acredita ainda que “à independência é à opção mais pacífica que pode de facto trazer uma paz definitiva para este território”.

De recordar que no vídeo em anexo o leitor poderá acompanhar na íntegra as outras questões que à Mbembu Buala abordou com líder da UCI.


https://youtu.be/EPSeQI9rP30

Que não deixou de abordar também sobre a reunião inter-Cabindesa, realizada no Gana, do Alto Conselho de Cabida-ACC que acredita ser mais uma manobra perigosa para se solucionar o problema.

“Nós consideramos o ACC como se fosse uma comida envenenada e é um projecto que não nos interessa”. Reforçou Maurício Gimbi.

Que igualmente teceu comentários sobre à detenção dos membros do MIC que pretendiam recentemente participar na marcha pacífica convocada para o dia 10 de dezembro, da possibilidade para à realização de um referendo, da criação do Bloco dos Independentistas (a grande revelação) uma concertação política Cabindesa que integra quatro movimentos independentistas de Cabinda (MRPCS, UCI, MDC e PAIC) e, a detenção de Filomão Futi membro da UCI.

Tendo abordado igualmente a necessidade do diálogo com o governo angolano para à resolução do “Problema de Cabinda”, do velho dilema da militarização do território de Cabinda que de certo modo tem impedido o desenvolvimento social e económica da pátria imortal, Maurício Gimbi, não se esqueceu da governação de Marcos Nhunga.

No entretanto o Presidente da UCI considera que o mal estar da situação política, económica e social de Cabinda, ser consequência da não resolução do Problema político-militar.

“Nós acreditamos que a resolução definitiva do Problema de Cabinda, trará melhores condições sociais e económicas para este povo, enquanto esse problema continuar, enquanto esse problema de Cabinda, for ignorado, o povo de Cabinda continuará à sofrer”

Gimbi, entende ainda que o governo angolano recusa-se em tratar às causas do Problema!

O Presidente da UCI, não deixou de sensibilizar, motivar e alertar o povo de Cabinda nas suas considerações finais, tendo mesmo chamado atenção para o seguinte:

“Eu peço ao povo de Cabinda que continuemos unidos e não nos deixarmos enganar e este pouco tempo tempo que estou na revolução pode entender quais são as armas que os inimigos de Cabinda tem usado e, uma das armas é a difamação para poder descredibilizar os verdadeiros líderes” .

“Aqueles que de facto querem libertar o povo (…) fomentam também o tribalismo, mas nós não devemos nos deixar enganar”.

“Vamos continuar à lutar por aquilo que é nosso por direito, não vamos nos deixar derrotar porque um povo que para de lutar é aquele povo derrotado. Vamos continuar à lutar porque Deus está connosco”.

“Este problema é um problema que tem solução. E vamos continuar a optar na união e no amor. Não vamos aceitar conselhos que visam separar as pessoas”.

Estejam muito atentos sobre à evolução da situação político-militar de Cabinda (…), acreditamos que nos dias vindouros, caso não apareça uma solução, muita coisa pode acontecer”, alertou.

“ESTEJAMOS TODOS ATENTOS PORQUE TUDO É POSSÍVEL”, concluiu o Eng. Maurício Gimbi que como estão recordados ficou detido cerca de sete meses, indiciado, pela PGR do MPLA em Cabinda, de associação criminosa, rebelião, ultraje ao estado e resistência, por ter pretendido organizar uma marcha pacífica em alusão aos 134 anos da assinatura do Tratado de Simulambuco.

Texto de Ruben Malonda

MBEMBU BUALA PRESS

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