FLEC FAC APELA INTERVENÇÃO URGENTE DA COMUNIDADE INTERNACIONAL EM CABINDA

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas Cabindesas “FLEC-FAC” denunciou hoje a morte de três civis indefesos pelas Forças Armadas Angolanas-FAA, na terça feira, 16 de Junho na aldeia de Macama-Zila, nas proximidades de Tando Zinze.

Em “Nota”, endereçada a nossa redacção, a FLEC-FAC alertou também sobre a barbaridade das Forças Armadas Angolanas contra as populações Cabindesas que residem na zona fronteiriça com os dois Congos, desde de 04 de Junho.

Ainda na mesma Nota, o Movimento que reivindica à Independência do Território de Cabinda “FLEC”, denunciou de igual modo as incursões militares das FAA na República Democrática do Congo-RDC. “Os militares angolanos justificam as incursões no território Congolês sob pretexto de perseguição aos militares das Forças Armadas Cabindesas-FAC”, segundo a Nota.

“As populações estão traumatizadas, tendo em conta as dificuldades que estas continuam a enfrentar para aceder as lavras, os militares angolanos são muito violentos no interior da floresta”, pode se ler ainda na Nota.

Nota, assinada pelo general António do Rosário Luciano, porta-voz do Estado-Maior-General das FAC, a FLEC apela “a Comunidade Internacional à proteger as populações de Cabinda que residem nas zonas fronteiriças” reafirmando ainda que a política belicista e agressiva adoptada pelo governo angolano poderá conduzir os países dessa região à uma nova guerra e de grande envergadura.

A FLEC FAC, muito antes do eclodir dos combates violentos, a 04 de Junho ultimo, denunciou publicamente a política de terror e repressão do governo angolano contra o povo de Cabinda, durante a vigência do estado de emergência, decretado pelas autoridades angolanas em Março, onde dois incidentes bárbaros e macabros perpetuado pelas FAA, transformaram à luta contra o coronavírus numa oportunidade para o executivo de João Lourenço reprimir silenciosamente o sofredor povo de Cabinda:

– O primeiro teve lugar na região fronteiriça com a RDC em Tando Siala, com à execução de cinco aldeões indefesos de Cabinda pelos efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) em Março de 2020.

– O segundo ocorreu no mesmo mês, isto no dia 22 de Março, na aldeia de Kissungo Mbemba, junto ao rio Chiluango na região do Necuto, Município do Buco Zau, onde três residentes da aldeia foram encontrados mortos, vítimas da barbaridade habitual das Forças Armadas do regime angolano, num ataque violento.

A guerra no território de Cabinda, é resultante das estratégias musculadas do executivo angolano liderado por João Lourenço que tem estado a ignorar os sucessivos apelos ao diálogo, dando primazia a violência como sendo a única via para se resolver o problema.

O escalar da “tensão militar” entre os efectivos das FAC e das FAA, no território de Cabinda, coloca em risco à Paz e a Segurança Internacionais na região Central de África, que pode muito bem ser mitigado com a intervenção do secretário-geral das Nações Unidas, Sr. António Guterres, apelando as partes ao cessar-fogo imediato para à resolução do diferendo e sobretudo à exortar o Presidente angolano João Lourenço a abandonar a sua política de violência, repressão e opressão contra o povo de Cabinda e bem como contra os povos da República do Congo “Brazzaville” e da República Democrática do Congo “RDC”, vítimas das barbáries das FAA em solidariedade aos Cabindas.

A guerra não pode ser transformada como sendo o último recurso para à paz em Cabinda, pois já é chegada a hora para que o executivo angolano responda aos sucessivos apelos ao diálogo lançados pelos Movimentos que lutam pelo restabelecimento da soberania do Território de Cabinda.

BASTA DE MORTE, DOR E SOFRIMENTO PARA TODOS!

Com estes acontecimentos prevemos um cenário sombrio para Cabinda nos próximos dias, onde se poderá assistir o aumento da opressão e repressão por parte das autoridades angolanas contra os independentistas Cabindenses tendo em conta que uma delegação que integra membros dos órgãos de defesa e segurança angolanos, trabalhou recentemente em Cabinda ,e, auguramos que não se concretize, uma vez que o recém reconhecimento da ONU da luta dos Cabinda neste Século XXI é um marco importante para a resolução pacífica do diferendo.

Foto: Créditos Folha8

Texto de José Kabangu

COPYRIGHT © 2020.MBEMBU BUALA PRESS (A VOZ DE CABINDA).TODOS DIREITOS RESERVADOS

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.