AS 11 RAZÕES PARA A QUEDA DE JOÃO LOURENÇO “MIKE TYSON”


Semanário Angolense e as grandes intrigas da nossa política (I) 

O DIA EM QUE JLO FOI AO TAPETE

A política angolana – tal como é a “real politik” noutras paragens do mundo – está repleta de episódios de intriga entre os seus actores e protagonistas. Um dos recortes que ficaram para a posteridade é, indiscutivelmente, aquele que fez com que, no congresso do MPLA de 2003, João Lourenço viesse a ser despojado do cargo de secretário-geral e “gramasse” uma travessia do deserto. Tudo por ter cobiçado, com desmedido trungungo, o cadeirão de Presidente da República em posse de José Eduardo dos Santos. Até que, por ironia do destino, João Lourenço voltasse a cair no goto de JES e fosse novamente içado para a ribalta política pelas mãos do próprio chefe, ficou uma das narrativas mais suculentas da história do Semanário Angolense, no rescaldo das incidências daquele memorável V Congresso do MPLA. Esta é a primeira do género. Seguir-se-ão outras estórias. 

O APRESSADO COME CRU OS 11 PECADOS DE “MIKE TYSON”

A semana passada passaram-se cinco anos desde que João Lourenço emergiu do IV Congresso do MPLA como segunda figura do seu partido. Para trás, e para sempre, ficaram dois secretários gerais: Marcolino Moco e Lopo do Nascimento. Um pouco à semelhança de Lopo do Nascimento e de Marcolino Moco, João Lourenço também nunca se conformará com o seu afastamento do posto de secretário-geral do MPLA.

Porém, a grande diferença é que enquanto há cinco anos os resultados do congresso desencadearam uma vaga de solidariedade para com Moco, Lopo e também França Van-Dúnem, o primeiro-ministro de então, todos eles supostamente vítimas de uma conspiração de José Eduardo dos Santos, em relação a João Lourenço não se sente isso. 

Não corre desta vez a tese da conspiração “eduardista”, nem tampouco da cabala de outros membros da direção. Tratou-se, aos olhos de muita gente, incluindo os incondicionais de João Lourenço, do suicídio político de uma figura que tendo gerido durante algum tempo, com relativa discrição, o sonho de um dia vir a ser o número um, num ápice deitou tudo a perder, precipitando-se completamente, ao ponto que até um cego daria conta. 

Com isso, João Lourenço tem razões de sobra para estar mais condoído do que Lopo do nascimento e Marcolino Moco. Enquanto que estes foram afastados no auge da guerra, João Lourenço perdeu o comboio justamente no dia em que, pela primeira vez, José Eduardo dos Santos levantou o véu em relação à escolha do seu sucessor. 

Porém, João Lourenço só terá que se queixar de si mesmo. Decidido a ganhar tudo de uma só vez – um disparate que um político avisado não comete –, João Lourenço tomou o congresso como sendo os últimos 100 metros de uma maratona. Esqueceu-se, contudo, que os últimos 100 metros de uma maratona nunca acabam ao Sprint. Vejamos: 

1 – Conquanto o objectivo principal fosse bloquear a ascensão de Aguinaldo Jaime ao Comité Central e de alguma forma também a de José Pedro de Morais, ambos com mais visibilidade do que a ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, João Lourenço nada fez para facilitar a entrada no CC de qualquer elemento da equipa económica, afinal de contas a primeira que em mais de 15 anos consegue progressos substanciais na estabilização macroeconómica. José Eduardo dos Santos não só deu conta como tomou nota. Com isso perdeu também o MPLA, que capitalizaria com a ascensão de qualquer uma destas figuras, vendendo ao mundo, a um “preço competitivo”, a ideia de estes dois reformistas, homens muito respeitados lá fora, fazerem parte do centro de decisão e que as práticas que estrangularam as contas pública deste país são coisas do passado. João Lourenço não entendeu assim. Por certo, José Eduardo dos Santos percebeu que João Lourenço estava a pensar apenas nele e não nos interesses do partido. 

2 – Se se tivesse ficado por aqui, talvez tivesse poupado alguns danos à sua carreira. Mas a verdade é que – por alguma razão na sede do MPLA o chamam de “Mike Tyson, o trungungueiro” – não se ficou por aqui. Nesta sua cavalgada, endossou ao chefe da bancada do MPLA, Bornito de Sousa, a factura relativa à ausência de Lopo, Moco e França Van-Dúnem da lista de candidatos ao CC. 

Embora o resultado deste regabofe tenha dado um jeito ao presidente JES, que com esta “boleia” não teve que se esforçar para manter LN, MM, FV ao largo, João Lourenço em conversas com A, B e C acabou por caucionar o teor de um comunicado que embaraçava publicamente Bornito de Sousa. Tanta satisfação mostrou que se expôs demasiado. JES, astuto como sempre, mais uma vez tomou nota e, “en passant”, lavou as mãos, endossando a João Lourenço o excesso de que foi alvo BS. Estava encontrado mais um arremesso para o tirar do lugar. 

Estranho no meio de tudo isto é o facto de que o secretário do Bureau Político do MPLA tenha produzido o tal comunicado “assassino” sem que para isso o chefe da bancada, ele mesmo membro do BP, tivesse sido ouvido. De plantão no Parlamento, onde se discutia a questão da entrada das novas notas, Bornito de Sousa soube do comunicado… pela rádio. 

“Ileso”, é o termo, saiu o porta-voz do MPLA, Kwata Kanawa, o homem que, com um atiçado pronunciamento, deu o mote para o início desta controvérsia. A verdade, porém, é que apesar da “chuva” que Bornito apanhou, João Lourenço saiu do congresso mais molhado do que ele…

Na verdade, o “desastre” em que incorreu no fim do congresso começou quando JL deu os primeiros passos para se colocar na “pole position” para a sucessão de JES. De acordo com fontes geralmente bem informadas, embora fosse quem mais defendesse o princípio de que JES era o candidato natural à sua própria sucessão, aqui e acolá João Lourenço ia deixando escapar a ideia de que era um aspirante à cadeira presidencial. 

3 – Em Maio de 2002 foi convidado pelo Partido Trabalhista a visitar a Grã-Bretanha. Embora o convite tivesse sido cancelado depois, JL empreendeu viagem e na ausência de uma agenda previamente elaborada acabou por ir à sede da BP AMOCO e ao British-Angola Fórum. Por qualquer razão, depois desta viagem passou a ser visto na capital britânica não só como número dois, mas também como futuro número um. E ele nunca se empenhou em desfazer este equívoco, se é que de equívoco mesmo se tratasse… José Eduardo dos Santos, que ainda não abrira o jogo em relação ao seu substituto, mais uma vez tomou nota. 

4 – Não se pode dizer que JL tenha sido infiel a JES. Em boa verdade, sempre que teve oportunidade, atirou-se àqueles que associavam o nome do presidente da República aos escândalos. É verdade que nos últimos tempos já não o fazia com muita firmeza. Quando confrontado com o problema, remetia-o já aos tribunais. 

No papel de apoiante incondicional de JES, dizia há um ano à Voz da América que quando o partido tivesse que se pronunciar sobre a escolha de um candidato às presidenciais, primeiro seria levada em conta a vontade dos militantes e só depois o desejo de JES de não voltar a concorrer. Repetiu este refrão milhentas vezes. Nesta cruzada nunca faltou o desdém à imprensa privada, que tratava com muita soberba. A verdade, porém, é que com a aproximação do congresso, JL começou alguma inflexão e, sobretudo, muita impaciência e inquietação. 

5 – Como secretário-geral, João Lourenço conferiu ao cargo um visível pendor presidencialista e isso era particularmente notório na pompa e circunstância com que recebia os visitantes estrangeiros no “Kremlin”. A obrigação que a imprensa pública tem de cobrir os actos oficiais do presidente da República (e às vezes nem tanto…) tornou-se extensiva ao actos do secretário-geral do MPLA. Há pouco mais de dois anos, até o Jornal de Angola se viu obrigado a retomar na íntegra uma entrevista que JL deu à RNA e TPA. José Eduardo dos Santos, por certo, não deixou de anotar a propensão de João Lourenço para a exposição mediática. 

6 – Após a sua nomeação para o cargo de CEMGFA, o general Agostinho Nelumba “Sanjar”, teve um encontro com JL de quem, mais palavra menos palavra, ouviu quem ele era… e o que estava ali a fazer. João Lourenço teria então dito a Sanjar para nunca se esquecer que a sua nomeação fora gizada na sede do MPLA. Para alguns círculos do partido foi suspeito o facto do nome de um irmão do CEMGFA ter sido considerado como potencial candidato ao CC. Mas tratando-se de militante antigo, a intriga passou despercebida a todos, menos a JES, que mais uma vez tomou nota de todos os passos. 

7 – Na qualidade de secretário-geral do MPLA nunca faltaram a JL convites para aqui e para acolá. Um destes convites levou-o a uma tertúlia em casa de um membro do CC, onde uma das vezes, mais descuidado do que o habitual, sugeriu que o discurso de JES na abertura da conferência de quadros de 19 de Maio reflectia apenas a posição dele (JES) e não a do partido. Como se calcula, este detalhe também não escapou a JES, que mais uma vez tomou nota. 

8 – O “haraquiri” veio quando o Semanário Angolense publicou a história do projecto de lançamento de um semanário, inspirado por João Lourenço. No projecto estariam a ESCOM e a Portugal-Telecom, que para o efeito despachou para Luanda um assessor de nome Rui Cruz Ferreira que deveria fazer o lançamento do parque gráfico. Acto contínuo, a PT convidou para uma visita a Lisboa o futuro diretor do dito jornal, um reputado correspondente da imprensa estrangeira. 

A escolha deste jornalista foi decidida por João Lourenço, pessoa com quem tem boas relações. O projecto foi, para muita gente, a indicação de que João Lourenço não estava para brincadeira. José Eduardo dos Santos, que também não a dormir, juntou este episódio às suas notas. 

9 – Ainda assim, aparentemente seguro de que JL, tarde ou cedo cometeria uma borrada, JES dá p “agrément” para que o então SG falasse de forma extensiva à imprensa. Sem ter percebido que se tratava de um presente “envenenado”, JL não só se dedica a repetir o que o PR lhe recomendara – ou seja, uma visão sobre a natureza democrática do congresso – como se eixa extravasar. Das três entrevistas que deu – TPA, Angolense A Capital – sobressaíram os ataques aos EUA e aos doadores internacionais – assunto que Kwata Kanawa, como bom discípulo, repetiu – e a sua disponibilidade para vir a concorrer a concorrer à cadeira do chefe.

10 – Eventualmente incomodado com supostas tergiversações no discurso de JES, João Lourenço, como quem faz um “pressing” a todo o campo, diz na mesma ocasião que o PR vai sair porque é um homem de palavra e não seria desta vez que iria defraudar os militantes do MPLA. Se o fez para exaltar os bons hábitos do seu chefe ninguém sabe, mas que muita gente com a percepção de que ele estava a amarrar, a comprometer o PR com a sua palavra, lá isso ficou. E o PR juntou estas declarações às notas que vinha tomando.

Depois disso e embora continuasse a correr à grande velocidade, já se tinha percebido que a corrida de João Lourenço tinha chegado ao fim. A partir daí só ia colhendo o milho dos pardais. Disso, no entanto, João Lourenço só se deu conta no dia 12 quando de um só jacto passou a ser membro do BP sem cargo nenhum e viu, estupefacto, antigos subordinados, melhor dito, “miúdos” como os tratava, a “treparem” para o BP e para o seu secretariado. 

A eleição de Dino Matross para o substituir deixa em aberto a posição de primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional… e quem sabe a segunda oportunidade não estivesse já na próxima esquina. Mas João Lourenço não a quis agarrar. 

11 – Mas como todas estas razões poderiam não ser suficientes para que todos os militantes do MPLA compreendessem e aceitassem o afastamento consecutivo do terceiro secretário-geral, José Eduardo dos Santos agarrou-se, nos últimos meses anteriores ao congresso, a um argumento incontestável: os números. Em Julho deste ano, José Eduardo fulminou o primeiro secretário de Luanda, imputando-lhe o baixo crescimento estatístico do MPLA em Luanda. Distraído, João Lourenço não percebeu a mensagem ou pesou que o rolo compressor atingiria, apenas, apenas Francisco Vieira Dias. 

Quando, às portas do congresso, JES voltou a tocar no assunto, ficou claro para muita gente que o alvo não poderia ser, apenas, o antigo sindicalista. Mas, inteiramente absorvido pela tarefa de “comer” os verdadeiros e imaginários adversários, JL continuou a não dar por ela. Se alguma coisa lhe cheirou a “esturro”, foi a forma como o PR torceu o nariz ao ouvir o relatório que ele “levara” ao congresso. Ainda assim, JL pensou que em nome da estabilidade JES não voltaria a varrer mais um secretário-geral. Puro engano. O “obituário” já estava escrito. Ficou selado quando, inadvertidamente ou não, o mais-velho Mendes de Carvalho questionou o paradeiro dos fundos gerados pelas empresas do seu partido. Jogador hábil, JES estava “proibido” de falhar a conversão desta “grande penalidade”. Fê-lo, afirmando que constatara no secretariado cessante um enorme défice de capacidade. Nesta altura, só mesmo um “Minguito” poderia acreditar que os alvos de tão demolidora constatação seriam, apenas, Diogo Mariano, Mário António ou Joana Lina. 

João Lourenço só acreditou no seu afastamento quando José Eduardo dos Santos lhe disse, olho nos olhos, que não contava com ele para o posto de secretário-geral. Tarde e má hora para qualquer volte-face porque até alguns semanários já tinham as manchetes preparadas. João Lourenço foi “enterrado” no dia 12 e, apressado, no dia seguinte, 13, José Eduardo dos Santos fez-lhe o “comba”, quando afirmou, no comício do Cazenga, que é do MPLA quem quer, mas só é da direcção quem merece. 

Não sendo um homem de extremos como José Leitão, “Mike Tyson” só terá que fazer uma de três coisas: deixar-se estar no seu novo cantinho e encaixar tudo com o desportivismo que José Leitão não teve, e que ele não se cansava de recomendar a Lopo, Moco e França, ou “impugnar” as opções de José Eduardo dos Santos, algo impossível à luz dos novos estatutos, que conferem ao presidente do partido a prerrogativa de escolher a sua equipa ou, finalmente, parar para reflectir sobre tudo o que lhe aconteceu. Tudo indica que João Lourenço escolheu esta última opção. A decisão de ir a Londres fazer um curso de inglês pode ser um bom artifício para o tempo de que necessita para recapitular tudo e recarregar as baterias para novas batalhas. 

Declinou proposta para substituir Dino Matross na vice-presidência da Assembleia Nacional JOÃO LOURENÇO PREFERE IR A LONDRES APRENDER INGLÊS 

Há cada vez mais indícios de ter sido, de facto, João Lourenço quem tramou Bornito de Sousa, levando a que este passasse por bode expiatório do todo o processo que resultou no não regresso de Lopo do Nascimento, França Van-Dúnem e Marcolino Moco à direção do MPLA, e ainda tenha levado no lombo com o rótulo de irresponsável. 

Um destes indícios veio da parte de José Eduardo dos Santos, que durante o congresso deixou escapar uma indirecta que foi tomada por militantes e analistas como uma indicação neste sentido. Em concreto, o presidente do MPLA, ao tentar apartar algumas “brigas”, deixou subentendida a ideia de que há um grande conflito entre João Lourenço e Lopo do Nascimento. 

Mexendo no extenso ficheiro de bastidores no seio do MPLA, tem-se, efectivamente, que o congresso de 1995 foi marcado por um episódio que deixou João Lourenço com um forte estigma em relação a Lopo do Nascimento. Naquela altura, já João Lourenço ambicionava alcançar o posto de secretário-geral do partido, no que contaria com o apoio de José Eduardo dos Santos. Sucede, contudo, que a correlação de forças no interior do partido era tão claramente favorável a Lopo do Nascimento que João Lourenço acabou “cilindrado”, apesar de se então o preferido do presidente. 

Desta copiosa derrota nasceria a forte animosidade que João Lourenço nutre por Lopo do Nascimento. De maneira que não desistiu até concretizar essa ambição em 1998, altura em que chegou, finalmente, ao cargo de secretário-geral do MPLA. 

Dir-se-á, pois, que quando Bornito de Sousa intentou congregar apoios para fazer com que Lopo, França e Moco retornassem ao redil, aquele mal sabia que estava a remexer nessa velha ferida mal cicatrizada de João Lourenço. Assim, em termos práticos, Bornito acabaria por se tornar vítima de um problema que não era seu. Algo que provavelmente terá feito com que o seu nome perdesse força como candidato a uma posição mais elevada na direção do partido dos “camaradas”. Era um dos apontados para o posto de secretário-geral. 

Acredita-se, em todo o caso que a odisseia de Bornito não se estenda por longo tempo. O facto de quem lhe fez a cama, João Lourenço, ter baixado na hierarquia do partido, dá condições a Bornito para muito rapidamente voltar a impor o seu nome entre os seus camaradas. Ele, aliás, continua a ser o líder do grupo parlamentar. 

Quanto a João Lourenço, há indicações de que em breve terá em mãos um entretenimento para curar as feridas ocasionadas pela perda do posto de secretário-geral. O Semanário Angolense está em condições de avançar que foi proposto ao ex-secretário-geral do MPLA ocupar a vaga deixada por Dino Matross numa das vice-presidências da Assembleia Nacional. Todavia, ele declinou a oferta, dizendo que iria a Londres tirar um curso de inglês. 

Este dado só vem reforçar a ideia de que João Lourenço teria, efetivamente, em vista ambições maiores, tendo, aliás, acabado por dar um salto maior do que a perna. Esta atitude é reveladora de despeito da sua parte por alguma contrariedade que sofreu. 

Tem-se que dito que nunca é tarde para aprender, mas não é crível que João Lourenço só agora tenha pensado nas virtudes do inglês. Ao longo dos cinco anos que passou como secretário-geral do MPLA ele desfrutou de excelentes oportunidades para tirar um tempo para fazer um curso intensivo que em Londres pode ser feito em quatro ou seis meses. O Semanário Angolense ainda não pode avançar em quem se está a pensar para a vaga na Assembleia Nacional, ante a recusa de João Lourenço. Sabe-se, contudo, que terá de ser um membro do Bureau Político do MPLA. 

Por outro lado, há notícias de acordo com as quais João Lourenço tem vindo a diligenciar uma reaproximação a Bornito de Sousa, demanda em que contará com Norberto dos Santos “Kwata Kanawa” no papel de medianeiro. Supõe-se que foi já nesse quadro de reconciliação que, no passado fim-de-semana, Kwata Kanawa convidou ambos (Bornito e Lourenço) a almoçarem numa quinta que é sua propriedade. 

Conhecendo-se a relação que há entre Kwata e Kanawa e João Lourenço, é fácil pensar na probabilidade de ter sido o ex-secretário-geral dos “camaradas” a propor a iniciativa. Só não se sabe se isso decorre de um peso de consciência ou haverá outra razão qualquer pelo meio.

Fonte: Semanário Angolense 

(SEMANÁRIO ANGOLENSE EDIÇÃO NR 41, DE 20 A 27 DE DEZEMBRO DE 2003)

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