FORÇAS ARMADAS ANGOLANAS “FAA” APERTAM CERCO AOS REFUGIADOS DE CABINDA NO CONGO BRAZZAVILLE


Segundo avançou o tabloide “Les Échos du Congo-Brazzaville – LECB” os habitantes da aldeia de Malolo no distrito de Louvakou (República do Congo Brazzaville) asseguram ter havido no dia 10 de Setembro do corrente uma operação militar conjunta entre as FAA e o exército do Congo Brazzaville.

Que a Mbembu Buala Press apurou ter sido um conclave para pressionar o regresso dos refugiados de Cabinda que residem na República do Congo.

Recentemente uma delegação do Exército Angolano chefiada pelo General Estêvão Komba escalou Malolo em “vista oficial de cortesia” tendo reunido com efectivos das Forças Armadas Congolesas, chefiados pelo Coronel Alphonse Nzamba. revelou ainda “LECB”.

Que confirmou ainda o recém destacamento militar entre os dois exércitos entre Ponta Negra e Dolisie.

De realçar ainda que neste mês de Setembro do corrente várias acções hostis foram desencadeadas contra os refugiados de Cabinda na RDC.

Leia mais em: https://avozdecabindambembubuala.com/2020/09/12/accoes-hostis-do-governo-angolano-contra-os-refugiados-de-cabinda-nos-dois-congos/

INCURSÕES MILITARES DAS FAA NOS CONGOS 

Sempre que são acusadas de tais actos as Forças Armadas Angolanas remetem-se ao silêncio absoluto, os distritos de Louvakou (Malolo) e Kimongo (Ilou-Panga), são algumas regiões do Congo Brazzaville onde tais incursões continuam a ter lugar. As incursões militares nos dois Congos das Forças Armadas Angolanas-FAA devido ao “Problema de Cabinda” remontam desde à década de 70. Por conseguinte de 2016 à 2019, foram reportadas várias acções da Armada Angolana na RDC e na República do Congo “Brazzaville”, que ceifaram e continuam a ceifar a vida de muitos cidadãos de Cabinda, de Angola e dos Congos, tal como nos incidentes abaixo: 

– Que ocorreu no dia 06 de Junho do corrente, onde efectivos das FAA executaram barbaramente dois cidadãos da aquele país (Makosso Daniel e Dembi Alphonse), o coordenador e o secretário da região de Koulombo por suspeitas do apoio destes aos efectivos das Forças Armadas de Cabinda – FAC, o triste incidente teve lugar no distrito de Tchamba-Ndzassi, segundo noticiou à agência BrazzaNews;

Vítimas das FAA

– Rafael Gomes Lelo “RAFA”, 52 anos, assassinado barbaramente no dia 10 de Julho de 2019, na aldeia congolesa de Tele (República do Congo Brazzaville) na região de Tchiminzo;

Vítima das FAA

-Francisco Malonda Gomes “Masuwa”, espancado e morto a tiro no centro de refugiados de Nlundu Matende (RDC) no dia 15 de Agosto de 2019;

Vítima das FAA

-Ngoma Ngiangi, cidadão da RDC, morto pelas FAA no 12 de Maio de 2019; de um outro cidadão da RDC não identificado morto no dia 17 de Junho também de 2019, só para citar.

Recentemente as autoridades da República Democrática do Congo (RDC), denunciaram essas incursões no seu solo que consideraram de serem ilegais, tal como descreveu Gilbert Kankonde, Vice-primeiro Ministro do Interior, Segurança e Assuntos Costumeiros no decorrer da 36º reunião do Conselho de Ministros do Executivo Nacional da RDC, realizada no 19 de Junho de 2020 por vídeo conferência, sob à presidência de Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, presidente da RDC. 

Coube ao porta-voz do Executivo Nacional da RDC, David Jolino Makelele, reportar o de mais importante abordado sobre as acções terroristas das FAA no território congolês, “Com relação a situação na fronteira, verificamos incursões militares das Forças Armadas Angolanas -FAA no interior do nosso território, mais concretamente na região de Lukula, sob o pretexto de perseguição dos Independentistas de Cabinda da Flec. O Conselho de Ministro, recomendou que se denunciem tais incursões nas organizações sub-regionais e bem como que se aborde à questão com as autoridades angolanas”.

A invasão “incidente militar” perpetuado pelas Forças Amadas Angolanas na RDC, obrigou o reforço do contingente militar das Forças Armadas da República Democrática do Congo-FARDC em Lukula (Kongo-Central), por parte das autoridades congolesas para que não se repitam as acções das FAA no solo congolês.

Texto de Baveka Mayala 

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