ANÁLISE SOCIOLÓGICA SOBRE A AUSÊNCIA DE CRIANÇAS NAS IGREJAS


“REBELDES PARA O FUTURO UMA ANÁLISE A AUSÊNCIA DE CRIANÇAS NAS IGREJAS”

Penso que alguns podem concordar comigo que a religião enquanto agente de socialização secundária é um dos principais responsáveis pela construção do carácter moral e personalidade social de um indivíduo. 

Muitos de nós, a moral que temos, em parte é resultado dos processos de integração religiosa na infância. Naltura em que mesmo sem saber ler nem perceber o que os versículos bíblicos diziam, obedecer as palavras do catequista, da titia ou responsáveis de infância era um elemento sagrado. 

Hoje muitos jovens adultos, não cometem determinados “erros”, ou abdicam-se de determinadas práticas porque lhe foi ensinado que é pecado, erro ou mal. Isso na igreja durante a sua infância.

Agora, no decorrer da existência da COVID-19 foram proclamados em 8 meses Estados de Emergência e Calamidade. E agora o mundo parece que já pode tudo. Já podemos ir às praças, já podemos estar nos táxis, já podemos ir às escolas, já podemos até mesmo ir às igrejas. Mas neste último as crianças não podem. 

Mas se olharmos bem, essas mesmas crianças que não podem ir às igrejas, são as mesmas que já estão nas praças a vender, já estão nos táxis a cobrar ou a lotar, já estão nas ruas a brincar, já estão nas escolas a estudar. Ou seja, estão em todas as formas de socialização secundária menos nas igrejas. Lá onde se cultiva valores morais, sociais, políticos, espirituais etc. 

Diante disso, não nos assustemos se nos próximos 10 anos, tivermos uma geração de rebeldes e delinquentes que parte vidros de carros, criam “bolão”, se tornam de grupos, atiçam a polícia, batem mães, te desmontam no beco etc. como tínhamos no final da década de 90 e princípio da primeira década de 2000 e ainda se assiste actualmente. Prostitutas, vigaristas, pistoleiras ou sei lá quais atributos desviacionistas cabem as mulheres. 

Essa mesma geração que agora, na procura de protegê-los da COVID, estaremos a condena-los à geração de batuqueiros (ladrões de carros), assassinos, burladores, violadores etc. ao menos que seja uma intenção Política para que se intensifiquem os problemas sociais da próxima geração de governantes. 

Precisamos de levar as nossas crianças a igreja. A família, os meios de comunicação, as escolas não são suficientes (até certo ponto) para formação do carácter moral e espiritual do indivíduo. 

Texto de Joelson Jofeth, Sociólogo.

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