ADCDH e o MIC, prometem paralisar, em 2019, Cabinda, com várias manifestações.

Manifestações em Cabinda, A Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos (ADCDH) e o Movimento Independentista de Cabinda (MIC), prometem paralisar, em 2019, o Território de Cabinda “DE MICONJE AO YEMA E DE MASSABI AO ZENZE DO LUCULA”.

Num comunicado tornado público a (ADCDH) e que avozdecabindambembubuala.worpress.com, teve acesso, anuncia uma marcha a favor da Autodeterminação do Povo de Cabinda para o dia 01 de Fevereiro de 2019.  Segundo, Sílvio Sumbo, um dos organizadores da marcha que apelou o seguinte:  

No dia 1 de Fevereiro vamos todos despir das cores partidária e interesses subjectivos, vamos sair à rua pra exigir o nosso direito. Quer na diáspora quer no interior! Viva Cabinda! Viva o Tratado de Simbulambuco!”

  • Dipanda di Cabinda / Lipanda li Cabinda.
  • Marcha pela autodeterminação, acabar com a ocupação ilegal e recuperar a nossa soberania.
  •  Exigimos a retirada do regime Angolano (MPLA) do Território de Cabinda e subsequente a Autodeterminação do Povo de Cabinda.

 São alguns dos slogans que se podem ler nos panfletos.  

Por outro lado, o Eng. Maurício Gimbi, Presidente do MIC, anunciou as acções de protestos no Território de Cabinda na Mensagem do Ano Novo, dirigida ao povo Cabindense, nestes moldes:  “No ano 2019, o MIC junto com o povo de Cabinda sairão as ruas, não sairemos às ruas para promover, desordem, violência, rebelião, arruaças ou qualquer tipo de fobias, mas estaremos simplesmente a gritar altamente e pacificamente em prol da restituição da nossa verdadeira identidade e recuperação dos nossos direitos à autodeterminação e à independência e apelo a presença massiva dos compatriotas, pois não estaremos a marchar a favor dos nossos interesses pessoais, mas sim a favor dos interesses de todo povo de Cabinda.

Reconheceu também que, o ano de 2019 será mais um ano de luta, um ano de muita opressão, detenções arbitrárias, mas que no entanto será um ano da solução e da vitória para o povo de Cabinda.

 Os 43 anos de ocupação ilegal e militar de Cabinda por Angola, demostram claramente que no Território de Cabinda se vive uma colonização disfarçada de democracia, tendo em conta que o governo angolano, faz jus da ocupação do Território de Cabinda, prosseguindo com as estratégias maquiavélicas de aniquilar física e silenciosamente todas as vozes defensoras da Autodeterminação do Povo e da Independência Total do Território de Cabinda.

Se nos quisermos libertar da colonização imposta por Angola a ferro e fogo, devemos continuar a lutar, tendo em conta que  a independência que tanto auguramos não nos será dada de mão beijada. Foi assim, num passado recente, com os nossos irmãos do Sudão do Sul, no Timor Leste  e na Eritreia. E foi também a persistência e perseverança dos irmãos do Sahara Ocidental que obrigou o Reino de Marrocos, ir a mesa das negociações para a Resolução pacífica do diferendo entre estes, sob mediação internacional credível.

Apesar dos sucessivos apelos ao diálogo de todos os Movimentos que lutam para à Independência do Estado de Cabinda, a força invasora (o Estado angolano) finge não os ouvir, obrigando e com toda razão à FLEC – FAC (Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas Cabindesas), em dar continuidade a luta para à Libertação do Estado de Cabinda, ocupado militarmente por Angola.

A juventude Cabindense actual é madura  intelectual com boas capacidades de análise, por essa razão à adesão de todos às manifestações pacíficas já referenciadas, será uma mais valia, sendo um grande contributo na luta para por fim a ocupação ilegal e militar do Território de Cabinda por Angola, liderada pelo MPLA.

E esperamos que essas manifestações pelo número de jovens de Cabinda, dispostos e disponíveis em aderir, obriguem as autoridades angolanas (a força invasora) a sentar-se na mesa de negociações para um diálogo (aberto, franco, sincero e inclusivo), com os Cabindenses e com a presença da comunidade internacional.

Neste sentido, temos de nos empenhar se realmente nos queremos libertar do jugo colonial angolano para não continuarmos a ganhar miséria, humilhações, doenças, execuções sumárias e  espoliação desenfreada dos recursos da nossa terra; como escreveu e bem o nosso compatriota José António de Carvalho.

Autor: José Manuel Kabangu

 Jornalista e Activista político

Data: 03/01/2019

Movimento Independentista de Cabinda (MIC)

2 comentários sobre “ADCDH e o MIC, prometem paralisar, em 2019, Cabinda, com várias manifestações.

  1. É isso que nós queremos. Nfiengo Mpuku, mbembo y-mueka. A marcha não é do MIC, da ADCH ou de outra denominação, mas sim do povo de Cabinda. Vamos, todo povo de Cabinda, marchar, para dizermos NÃO À OCUPAÇÃO angolana da nossa TERRA.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ilustre, José António de Carvalho. Subscrevo! Estamos já a movimentar o povo de Cabinda, independentemente da localização para que no dia possamos todos marchar e gritar bem alto: NÃO À OCUPAÇÃO angolana do território de Cabinda. Muito obrigado. Tenho dito Juntos Somos mais fortes e Unidos Venceremos. Viva Cabinda livre já!

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