Congresso dos Estados Unidos da América, informado sobre a crise militar em Cabinda

Uma delegação da Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos – ADCDH, foi recebida na quinta feira (10.01.19), pela Senhora SKEEK FRAZEE, Congressista norte-americana.

Para além das questões ligadas aos direitos humanos. A Crise Político-Militar, no Território de Cabinda, constou da agenda dos assuntos abordados, durante o encontro.

A Congressista ouviu, com muita atenção as preocupações dos membros da ADCDH que certamente terão o devido tratamento, num futuro breve.

Recentemente, a ADCDH, condenou os confrontos do dia (08.01.19), entre as valentes e gloriosas FAC – Forças Armadas Cabindesas e as Forças Armadas Angolanas-FAA, que causaram a morte a 12 pessoas, infelizmente quatro delas, civis, junto à Aldeia de Tchiminzi, na comuna de Massabi, na Região de Cacongo, um dos município do Território de Cabinda.

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas Cabindesas (FLEC – FAC), já lamentou a morte dos dois bravos e valentes militares das FAC, durante a emboscada das forças do regime angolano (liderado pelo MPLA), tendo informado ainda que seis soldados das FAA, perderam a vida, no confronto.

Segundo o comunicado difundido à imprensa, assinado pelo Chefe Operacional das FAC e Comandante Militar da Região de Massabi, CHE LIBIKA NKULU.

Os confrontos entre as FAC e as FAA, do passado dia 08.01.19, obrigaram, o Chefe do Estado Maior das FAA, Egídio de Sousa Santos, a se deslocar e com urgência ao território de Cabinda no dia (10.01.19), com a Missão expressa do Presidente João Lourenço, para desmentir o sucedido, quando fontes bem posicionadas no seio do exército angolano, confirmaram o taque das FAA às FAC e bem como a transladação para Luanda dos seis soldados das FAA que perderam a vida para as devidas exéquias fúnebres.

As declarações do Chefe do Estado Maior das FAA, são próprias de um dirigente de uma força invasora, opressora e ocupante, sendo na realidade a verdadeira força terrorista presente no território de Cabinda.

Reagindo as declarações do Chefe das FAA:”São falsas as informações desse eventual confronto entre os guerrilheiros da FLEC FAC e tropas das FAA na comuna de Massabi”.

Na resposta, Osvaldo Franque Buela, Chefe do Gabinete da presidência da FLEC FAC, diz que “com certeza absoluta, o chefe do estado-maior das FAA não compreendeu o diagnóstico feito pelo seu comandante-em-chefe, João Lourenço, quando declarou que faria de Cabinda um bom lugar para viver”.

“Ao pedir à FLEC FAC para mostrar ao mundo imagens do ataque que fez 12 mortos, 6 das FAA, 4 civis e 2 militares das FAC, o general Egídio de Sousa Santos finge ignorar que não precisamos de fazer uma propaganda áudio-vídeo sobre os corpos dos soldados angolanos que morrem no campo da guerra, o que contraria os princípios dos direitos humanos que sempre observamos mesmo nos campos de batalha, porque o corpo do homem é sagrado, mas sempre privilegiamos a busca de uma solução negociada sobre a situação da ocupação militar de Cabinda que dura há mais de quatro décadas”, disse Osvaldo Franque Buela.

O Chefe do Gabinete da presidência da FLEC FAC acrescentou que os “oficiais superiores de um país que não tem inimigos externos reconhecidos, que não sofre qualquer ameaça de guerra dos seus vizinhos próximos ou distantes, nunca podem repetir constantemente que as tropas permanecem em prontidão em todos os pontos do país, pois sabemos todos que em tempos de paz, um exército tem outras tarefas a fazer do que preparar uma guerra fantasma ou psicológica”.

“Enquanto as autoridades angolanas não tomarem a medida e não mostrarem boa vontade para resolver o problema de Cabinda através de um diálogo inclusivo e franco, com todas, as forças vivas de Cabinda, o general Egídio de Sousa Santos poderá livremente fazer todo o tipo de declarações e desmentir tudo o que se passa em Cabinda, mas não esconderá nada perante o mundo inteiro, da realidade que se passa em Cabinda”, afirmou o dirigente da FLEC FAC.

Osvaldo Franque Buela, concluiu dizendo que “as FAA terão dificuldades em manter a dita estabilidade que os seus chefes cantam nos seus discursos mentirosos por que a verdade é teimosa e triunfa sempre, e se pensam vencer a guerra em Cabinda com uma solução militar, a FLEC não está preparada para perder esta guerra, porque o povo sempre ganha contra a opressão”.

O governo angolano, liderado pelo MPLA, continua a recusar o diálogo para uma solução pacífica do Problema de Cabinda, como determinam  os princípios da resolução de conflitos da ONU.

Preferindo continuar a impelir  a FLEC FAC para o conflito armado. E sob o pretexto da defesa das fronteiras do Território de Cabinda, o governo angolano, redobrou a vigilância da fronteira com a RDC, com o reforço cada vez mais, da sua capacidade combativa e operativa para realmente continuar a combater, os Movimentos independetistas de Cabinda.

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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