Autoridades policiais angolanas detém mais de 30 membros do MIC

Janeiro 29, 2019

@mbembubuala

CABINDA

O triste acontecimento começou ontem, 28(com a detenção de António Victor Tuma, Marta Gimbi e João Nzau Mambimbi),  e hoje terça feira, 29,   foram detidos mais de 30 membros do Movimento Independentista de Cabinda “MIC”, nas primeiras horas do dia, antes de darem início a Marcha Pacífica para marcar os 134 anos da assinatura do Tratado de Simulambuco, que protesta ainda a colonização angolana e, é a favor da Autodeterminação e Independência de Cabinda. “Denominada, Operação Cabinda Livre”.

mbembubuala apurou que estão detidos os seguintes membros da direcção do MIC, Maurício Bifica Baza Gimbi – Presidente, António Marcos Soqui, vice-presidente, Alfredo Duda, Filipe Macaia Luemba, José Pedro Buanga Diogo, Rúben Mavungo Domingos, Celina Grace da Silva,  Daniel Eduardo Muindo, Marcos Futi Buengo, Jacob Bernardo Gimbi, Maurício Tati, Filomão Futi Bumba Chiambi, Sebastião Quinga Barros, José Manuel Luemba “Baba” e tantos outros. Confirmara-se também a detenção dos pais do Presidente do MIC.

Continuam a ser ouvidos, pelas autoridades policiais angolanas, propriamente pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Em virtude da realização da cerimónia de abertura do ano lectivo, no dia 01 de Fevereiro, em Cabinda que contará com a presença do vice-presidente da República de Angola, Bornito de Sousa e como consequência das detenções dos seus membros, ocorridas no dia 28, ontem segunda – feira. O MIC, decidiu antecipou a Marcha Pacífica prevista para a próxima sexta – feira para hoje que foi prontamente reprimida pelas autoridades angolanas.

Apesar da repressão policial que impediu a realização hoje da Marcha Pacífica, alguns militantes do MIC que não forma detidos, continuam decididos em sair à rua no dia 01 de Fevereiro para marchar apesar dos apesares. Para além de Cabinda, estão também programadas concentrações na data prevista, em Luanda junto à Embaixada de Portugal, em Lisboa-Portugal em frente à Assembleia da República e em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América junto à sede das Nações Unidas.

Desde o anúncio da marcha, o governo angolano reforçou o dispositivo de segurança no território de Cabinda. A juventude Cabindense se transformou  num alvo a bater.

As nossas fontes nos revelaram o tipo de “Medidas Operativas”, que estão a ser implementadas pelas forças de defesa e segurança para neutralizar as acções da Juventude cabindense, que são de extrema perigosidade, onde se incluem:

Raptos, execuções sumárias, envenenamento (em alguns casos, são recrutados familiares para o a implementação desta tarefa), assassinatos ( com a simulação de assaltos a mão armada), julgamentos políticos, detenções, prisões arbitrarias, sentenças judiciais ( com provas forjadas), espionagem eletrónica ( que incluem; escutas telefónicas, acesso ao correio eletrónico, bloqueio de contas nas redes sociais, intimidações, recrutamento de familiares e amigos próximos, perseguição, suborno aos Mídias e jornalistas para a censura e destorção dos factos sobre a luta independentista Cabindense, continuação da criação de grupos, entidades ou movimentos defensores da Causa Cabinda (pro governo angolano) para agravar ainda mais desunião efémera entre os Independentistas Cabindenses e, a monitorização permanente dos Cabindas inseridos nas instituições públicas e privadas ( membros do executivo, oficiais superiores das forças armadas, da polícia nacional, oficiais operativos dos Serviços de inteligência, Deputados e principalmente os cabindas que trabalham no sector petrolífero.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.