Dr. Raúl Tati, alerta sobre os perigos do uso da Força e da Repressão em Cabinda, pelo MPLA

CABINDA

Por @mbembubuala

Fevereiro 02, 2019

O filho de Cabinda e Deputado, teceu tais afirmações, ontem numa mensagem partilhada nas, redes sociais para a assinalar as comemorações dos 134 anos do Tratado de Simulambuco que submeteu a Nação Cabindense sob à protecção da soberania portuguesa.

Como estão recordados, o MIC convocou uma Marcha Pacífica em Cabinda para assinalar a data, mas que foi reprimida pelas autoridades locais, detendo cerca de mais de 60 membros desta organização que poderão ser presentes ao tribunal para um julgamento sumário na próxima segunda – feira, 4.

Para o deputado independente por Cabinda pela UNITA, Raúl Tati, que condenou à atitude do regime angolano, “lamentando o facto, tendo afirmado que os mais de 60 jovens detidos enfrentam neste preciso momento as masmorras do “MPLA”, alertando ao regime para evitar insistir no uso da força e da repressão em Cabinda para se acautelar que a situação se resvale em violência gratuita”. “Com a radicalização da nova geração Cabindense”.

Parece ser uma das estratégias das autoridades locais, nos últimos quatro meses, todas as manifestações anunciadas para ter lugar em Cabinda foram reprimidas pelo Regime angolano, com várias detenções, e depois com libertações.

O deputado e também conhecido activista de Cabinda, Raúl Tati, ontem na sua mensagem  apelou ainda a necessidade de se dar continuidade do despertar da consciência da Nação Cabindense ao se comemorar o Tratado de Simulambuco (que é um marco importante da identidade dos Cabindenses), mas tendo sempre em atenção o espírito e a letra dos ideais que nortearam a sua assinatura pelos antepassados de Makongo, Mangoyo e Maloango que assinaram o mesmo de forma soberana e livre.

Portugal se valeu deste Tratado, durante a conferência de Berlim (1884-1885) para reclamar a titularidade do território de Cabinda, uma vez que no período a tese da descoberta, tinha sido abandonado e se efectivado a tese da ocupação, sendo uma das grandes alterações da política internacional “mudança das regras do jogo” imposta pela conferência que permitiu a partilha do continente berço, acresceu, Tati.

Por outro lado, Tati afirmou ainda que não serão os tribunais que vão resolver a questão da identidade do povo de Cabinda “tendo em conta que são sentimentos profundos que os Cabindas transportam na alma e na consciência”, apelou ao diálogo, com todas as sensibilidades de Cabinda, como sendo a melhor via para resolver o problema.   

O Problema de Cabinda, não é um problema da justiça, da polícia ou do exército, mas sim dos políticos e Cabinda precisa neste momento é de Justiça, concluiu.

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