Activistas de Cabinda em Luanda para apresentarem uma queixa crime

CABINDA

 por @mbembubuala

Fevereiro 07, 2019

Dr. Arão Bula Tempo, advogado e activista político e Eng. Alexandre Kuanga, coordenador da Associação para o Desenvolvimento e Cultural dos Direitos Humanos de Cabinda, estão em Luanda, e tencionam apresentar uma queixa crime à PGR, contra o executivo de Cabinda, liderado por Eugénio César Laborinho que acusam de estar a violar sistematicamente os direitos humanos no território.


A deslocação será ainda aproveitada para informar às organizações nacionais e estrangeiras sobre à actual situação que se vive no território de Cabinda, que continua a registar a prisão de pessoas inocentes, com a detenção já de 75 activistas cívicos e políticos.

As detenções foram após o Movimento Independentista de Cabinda (MIC) ter anunciado a sua intensão de levar a cabo uma marcha, no passado 1 de Fevereiro.

Alexandre Kuanga disse que as autoridades de Cabinda seguem as suas próprias leis e estarem a registar-se “detenções em massa de todos os que pensam contrário ao regime”.

Segundo o activista, das 75 pessoas detidas, muitas que foram levadas pelo SIC, estão desaparecidas e temem que o pior aconteça.

“As autoridades de Cabinda, praticamente suspenderam a constituição, criaram um instrumento de perseguição e captura de pessoas, arrombam portas e janelas, quando te encontram, espancam-te, algemam-te colocam-te na viatura e levam- te à esquadra da policia, levas outra tareia só depois encaminham-te ao SIC”, acrescentou.

Kuanga disse ainda que em Luanda levarão à cabo uma serie de contactos para pedir ajuda sobre a situação que se vive em Cabinda.

“Vamos contactar algumas associações e organismos internacionais, vamos também à Procuradoria Geral apresentar uma queixa crime contra o governo de Cabinda”, concluiu.

Remetemos, em anexo a lista “em actualização” dos activistas políticos e cívicos detidos recentemente em Cabinda, pelas autoridades coloniais angolanas.

 A nossa redcção apurou ainda que os familiares e pessoas interessadas, estão a ser proibidos de entrar em contacto com os detidos por alegadas ordens superiores. Facto que nos deixa muito preocupados, uma vez que tememos pelas suas vidas, tendo em conta experiências do passado da barbárie que o MPLA tem estado a implementar em Cabinda, o da eliminação dos filhos de Cabinda “defensores da independência total”, através de envenenamento enquanto estão na prisão e não só.

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