Fórum Liberal se distância do Grupo de Reflexão

Na no âmbito do exercício do Direito de resposta,  e dando sequência à solicitação do Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda – FLEC, como nos comprometemos na publicação anterior sobre o assunto em epígrafe e de acordo com a notícia publicada pela “A Voz de Cabinda Mbembu Buala – VOC”, com o título: MOVIMENTOS E GRUPOS DE CABINDA SE REÚNEM EM PORTUGAL.

“Segundo a nossa fonte a reunião supracitada terá sim lugar em Lisboa-Portugal, nos dias 12,13 e 14 de Julho do corrente ano e não em Junho como anteriormente noticiamos, sob liderança do Grupo de Reflexão”.

 Neste sentido, passamos a publicar a segunda parta do Direito de Resposta concedido ao Fórum Liberal, remetendo na íntegra a “declaração de cessão das actividades”, entre o Fórum Liberal e o Grupo de Reflexão, assinada pelo seu coordenador Sr. Martinho Lubango ( General e ex-Secretário das Relações Exteriores da FLEC FAC na altura sob a liderança do Líder histórico Nzita Henriques Tiago):

DECLARAÇÃO DE CESSAÇÃO DAS ACTIVIDADES

 Caros irmãos,

 A solução do problema de Cabinda requer dos defensores desta justa causa longanimidade, empenho sério com honestidade, integridade e transparência no trabalho entre todos que estão envolvidos para cimentar a confiança tão necessária para a coesão requerida de qualquer grupo de trabalho que augura alcançar resultados satisfatórios. Na prossecução da busca de uma solução dignificante para Cabinda é imperativo que aqueles que estão engajados ou querem engajar-se nessa luta tenham, sobretudo nesta encruzilhada em que nos encontramos, o sentido de responsabilidade e de sacrifício pessoal para bem de toda nação cabindense como leitmotiv da sua participação e dar o melhor de si como condição fundamental para ajudar de tirar a luta do nosso povo do marasmo em que se encontra. 

Tendo-se constatado graves anomalias nas verdadeiras intenções expostas de forma velada e premeditada que minam à partida o verdadeiro espírito de congregação de todas forcas vivas cabindenses e da criação de uma plataforma comum que o povo Cabindense almeja e que todo Cabindês de bom senso abraçaria dando o melhor de si; ressalta, porem, que há compromissos reassumidos que os três senhores: Fidel Casimiro, André Massanga e Afonso Waco não revelaram aos outros participantes que estão a convidar para aderir ao dito grupo de reflexão, que começaram a emergir logo no segundo encontro por palavras que deixavam entender nas entrelinhas a existência de algo secreto ou que se está a fazer em paralelo. 

Eu agi de imediato trazendo luz a isso e repudiar tais propósitos com apoio de outros que se pronunciaram e que acharam isso preocupante.

Não obstante isso, quando se achava ter-se acertado o passo e, quando menos se esperava, registou-se uma insistência sobre o propósito que foi rejeitado, apresentando um documento constitutivo de um partido político com os três nomes acima citados e três outros nomes que nem eu, nem os outros que participaram de algumas reflexões no dito espaço virtual nunca ouviram falar, nem viram no espaço virtual como fundadores do tal partido e para meu espanto incluía também o meu nome quando nunca participei de tal reunião e muito menos tinha informação da existência de um tal partido formado na base de um documento complementar secreto que não revelaram, rubricado pelos três fundadores já referenciados mais os três desconhecidos.

Essa dita acta constitutiva do tal partido político chegou ao meu conhecimento e de mais um outro irmão que não sabia também da sua existência porque cada um de nos tinha que apresentar uma contribuição sobre a visão do grupo de reflexão e o Sr. Fidel Casimiro em vez de submeter ao secretariado constituído por André Massanga e Afonso Waco (o moderador) a visão que lera no espaço virtual, enviou esse documento constitutivo do seu partido.

Este foi retransmitido assim como as contribuições de todos os outros a cada um dos participantes daquela reunião virtual. Foi assim que acabamos por tomar conhecimento do seu plano secreto – Deus confundiu-os.

Caros irmãos,

O povo Cabindense está farto dessa forma medíocre de tratar o caso Cabinda. Se o povo cabindense não aceitou os primeiros mentores de tais práticas, não é agora que aceitará isso – num momento em que a luta do nosso povo vive sérias dificuldades dos golpes que lhe foram infligidos de todos os azimutes.

Preocupado com o rumo que essa luta poderá tomar caso caucionar-se o que desconhecemos estar a ser forjado por aqueles que se dizem iniciadores deste grupo de reflexão (GR) mas que na verdade não o são; porque, há outros grupos com o mesmo pensamento bem antes deste e alguns com documentos preparados carecendo adesão por razões bem conhecidas de todos.

Por isso, peço aos senhores André Massanga e Afonso Waco do secretariado do GR que publiquem neste espaço por questão de transparência o documento constitutivo desse dito partido que denuncio e o documento complementar que assinaram revelando com quem para informar a todos a verdade e que dali cada um decida com clareza se é o que quer ou não. 

Declaro, por isso a cessação da minha participação deste grupo virtual de reflexão e denuncio as suas intenções traiçoeiras. Existem outras provas mais que evidentes sobre as verdadeiras intenções deste grupo virtual a soldo do regime do MPLA.

Para bem do martirizado povo Cabindense nunca nos calaremos perante os planos macabros do regime do MPLA.

Muito obrigado pela vossa atenção.

Pátria ou Morte, Venceremos!

Martinho

 Texto de Magaliza Zola

© 2015-2019 VOC-voice of Cabinda Mbembu Buala  

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