AS VERDADEIRAS RAZÕES QUE PODEM LEVAR ALDINA MATILDE BARROS DA LOMBA ÀS BARRAS DOS TRIBUNAIS

As conclusões do título em epígrafe é do interesse da grande maioria do povo de Cabinda, tendo em conta que são várias as vozes que se têm levantado contra Aldina Matilde Barros da Lomba Catembo, ex-governadora de Cabinda, desde à sua exoneração em Setembro de 2017, considerada por muitos, de ser a pior governante a liderar os destinos de Cabinda, como governadora.

Como o caso das recentes, acusações feitas pelo padre Félix Roberto Cubola, que falava à Voz da América, tendo afirmado que por várias vezes a antiga governadora disse de alto e bom tom “AGORA É A MINHA VEZ”.

Ela não dizia só para mim. A mim disse pessoalmente: se o presidente rouba quem sou eu para não roubar”, acrescentou o sacerdote que denunciou à constituição nos últimos anos de empresas por parte da grande cúpula dos governantes “Militantes do MPLA” com falsa identidade para o desvio de fundos públicos”.

E apelou o bem senso da PGR no final do ano passado, para à instauração do processo crime que levaria assim para o julgamento, Aldina da Lomba, que de tanta demagogia, durante o seu reinado, a população passou a denominá-la por “Ngala bué”.

E segundo se vai especulando, a ex-governadora de Cabinda, também serva de Deus, Pastora Aldina Matilde Barros da Lomba Catembo, poderá ser a próxima vítima da PGR, fruto da tão propalada campanha do combate contra à corrupção.

 Pois, muitos dos ex-governantes do Partido da Situação “MPLA”, como o acaso em particular, praticaram uma multiplicidade de irregularidades, no exercício das suas funções que pelo andar da carruagem já deveriam estar a prestar contas, à justiça, tendo em conta a independência desse órgão, mas que apesar de independente, ainda depende das supostas “ordens superiores” emanadas pela Cidade Alta e, que continuam a proteger muitos políticos corruptos do MPLA quer no Bureau Político, Comité Central e na Assembleia Nacional de Angola, como Deputados.   

É importante realçar que:  

Segundo uma fonte segura, pesa sobre a Aldina Matilde Barros da Lomba Catembo, ex-governadora de Cabinda, crimes de desvios de fundos públicos, peculato, ocupação ilegal de terrenos, exploração ilegal de madeira (em sociedade com o marido, António Francisco Catembo, General Kopelia e Daniel Mingas Casimiro, director do Gabinete de Estudos Estratégicos da Casa de Segurança do PR de Angola, que foram os principais beneficiários do esquema de corrupção praticado por Aldina da Lomba), nepotismo e etc.

Que ajudaram a promover o enriquecimento ilícito de familiares e amigos, com dinheiro do erário público que deveria ter servido para o desenvolvimento do Território de Cabinda para o bem das suas populações.

Mas o que é bem verdade hoje, Aldina da Lomba, é dona de um império de negócios, gerido por familiares e pessoas de confiança, tais como: creches, padarias, lojas, imobiliário “Casas”, empresas de prestação serviços, empresas de transporte, hotéis e etc. Só para citar!

DESCRIÇÃO DO IMPÉRIO DE NEGÓCIOS DA ALDINA DA LOMBA EM CABINDA:

                         Marcado por sucesso e insucessos

1 – Padaria do Simulambuco “considerada o centro do leque de todas as padarias partes do império”, sendo a mais glamorosa.

2 – Panificadora Kweissa

3 – Spit Hotel

4 – Emaxicom

5 – Africa four Less – A4L

Mas se sabe, muitos destes empreendimentos decretaram falência, após à sua exoneração, tendo em conta que muitos, dependiam do orçamento já irrisório que o MPLA, a tangente destina para o território de Cabinda, como os casos:

 Da Piscina Municipal de Cabinda, que para além da falência foi relegada ao abandono, levando à degradação das suas infraestruturas.  

Da “Africa four less” – A4L, empresa de transporte, que também se dedicava a importação de bens diversos, alguns com marca registada que contava com o seu próprio navio. De realçar que este projecto foi desenvolvido, pelo empresário Alfredo Macosso, residente nos EUA. Está tudo parado!

Padaria do Chinga, gerida pelo Sr. Macaia “Pai Djock”, após a exoneração de Aldina da Lomba, decretou falência.

Padaria RJ, localizada na pracinha do Povo Grande, As infraestruturas são hoje geridas por um cidadão da Mauritânia.

Emaxicom, que quase decretou falência, após a exoneração de Aldina da Lomba, sendo uma das sócias e segundo se sabe a empresa atravessa momentos difíceis.

JAM – Juventude Associada em Movimento, organização fundada pela filha da ex-governadora, Sita Milagros da Lomba Tigre, que beneficiou, de fundos públicos para a realização de actividades recreativas, desapareceu de cena, após o fim do reinado da Rainha das privatizações em Cabinda.  

A ganância de Aldina da Lomba, obrigou muitos empresários à fecharem as portas, em Cabinda, principalmente os que se recusavam em estabelecer sociedade com a mesma.

A imagem abaixo, é o local onde funcionava o estabelecimento comercial Simbila, que por ordens da ex-governadora Aldina da Lomba, os ex-gestores deste estabelecimento, atendendo ao clima de mal estar instalado com a toda poderosa “da Lomba” preferiram mudar de local. Logo após a sua saída, o espaço foi cedido à Angomart, tendo em conta a influência que os gestores gozavam no seio da ex-governadora de Cabinda.

Se estão recordados, este cenário repetiu-se no diferendo que opôs os antigos vendedores da Feira popular de Cabinda e Aldina da Lomba, que cedeu o espaço ao “Grupo Shoprite” que até a presente data não se edificou o empreendimento.

Grupo Yélica, uma organização renomada em Cabinda, com presença no ramo da hotelaria, transportes e prestação de serviços. Mas que durante o consulado de Aldina da Lomba, quase que decretava falência, pois a “rainha das empresas em Cabinda”, a todo custo queria se apoderar dos empreendimentos do grupo, o que não veio acontecer garças as influências encetadas no círculo presidencial em Luanda pelo Sr. Santiago “de nacionalidade Santomense”, esposo de Rosa Yélica, proprietária do grupo. Tanto é que algumas infraestruturas que estavam a ser construídas na altura, tiveram de ser paralisadas as obras e, que só foram restabelecidas em 2018. Os dois edifícios em anexo, um está localizada na rotunda do cabassango e o outro no bairro Lombo Lombo.

Segundo o activista Nicolau Sambo, em declarações à A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA “VOC”, sobre o consulado de Aldina da Lomba, afirmou o seguinte: “Durante a governação dela praticamente o que se viu, não trabalhou como governadora(…), o que nós notamos mais nela (…) uma mulher negociante, ela veio (…) não para servir o povo de Cabinda, mas ela veio para se servir. A chegada dela, o tempo que ela fez, até que saiu não vimos nada de concreto, que ela fez para o povo de Cabinda. A não ser, foi visível o que ela fazia com o negócio”(…). (…) “Portanto ela serviu-se do poder para fazer o seu negócio pessoal”(…), oiça no link abaixo, a conversa com o activista dos direitos humanos.

Por conseguinte, Aldina da Lomba tem tanta medo da justiça que no dia 25 de Junho (2019), absteve-se, na votação dos relatórios de 2017-2018 do “Provedor de Justiça” no Parlamento que os deputados angolanos querem tornar independente em termos de funcionamento. O referido diploma foi aprovado com 121 votos a favor, 54 contra e três abstenções.  

E à atitude de Aldina Matilde da Lomba, foi tida no “seio do MPLA” como inédita, ou seja foi um acontecimento incomum, pois foi única deputada do M que não seguiu as orientações “superiores” do Presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, abstendo-se.

Contudo, a questão que não se quer calar é:

DEVEM OU NÃO OS ÓRGÃOS DE JUSTIÇA PROCEDER O JULGAMENTO DA EX-GOVERNADORA ALDINA MATILDE BARROS DA LOMBA CATEMBO, FRUTO DA MÁ GESTÃO PRATICADA NO PERÍODO EM QUE LIDEROU OS DESTINOS DE CABINDA?

Texto de Magaliza Zola e Ruben Malonda

© 2015-2019 VOC-voice of Cabinda Mbembu Buala

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