ABEL CHIVUKUVUKU, REVELA EM CABINDA QUE AJUDOU À CONSOLIDAR A CAPACIDADE COMBATIVA DAS FLEC´S

“ De 1981 a 1986, eu dediquei a minha vida à ajudar a construção das FLEC´S, era eu que trazia os abastecimentos para Necuto e para as bases das FLEC´S (…)! O mais velho Nzita, eu ia para as bases deles e o levava, ficava em minha casa em Kinshasa, organizava o tratamento dele da saúde e mandava-lhe para Jamba para conversar Dr. Savimbi, voltava e eu cuidava dele. Os filhos do mais velho Nzita ficavam em minha casa em Kinshasa e eu cuidava deles”.

“As outras FLEC´S, todas eu é que fazia abastecimento. Da FLEC FAC, levei cerca de 25 jovens que mandei por orientação do Dr. Savimbi para o exterior, para irem em formação” (…)! E que depois, também fiz passar por Kinshasa, sorrateiramente mais de 300 comandos da UNITA e armamento que entraram em Cabinda! Desde de 81, eu ainda era um miúdo, um garoto, mas fui eu que trabalhei no sentido do fortalecimento das FLEC´S, aqui em Cabinda, por convicção e orientação (…)!

POR OUTRO LADO, RECONHECEU QUE EXISTE UMA COERÊNCIA IDENTITÁRIA POR PARTE DOS CABINDAS, QUE NÃO SE AFIRMA DEVIDO À EXISTÊNCIA DE UMA EXTRAORDINÁRIA INCOERÊNCIA DE PROPÓSITOS E DE ESTRATÉGIAS. E RECORREU À FIGURAS DE ESTILO E METÁFORAS PARA ABORDAR A PROBLEMÁTICA DO “PROBLEMA DE CABINDA”.

EM OUTRAS PALAVRAS E PARA UM BOM ENTENDEDOR!..

Abel Chivukuvuku, ainda disse o seguinte:

As pessoas livres não têm mecanismos de imposição sobre ninguém! Até posso vir aqui em Cabinda, falar, falar (até porque sou livre e falo), mas vou impor o quê! As instituições sim!  Têm mecanismos de coerção e de imposição, agora o cidadão comum não! Tem a liberdade de exprimir pontos de vista e pensamentos. Mas como disse tudo na vida conquista-se!”

Tais afirmações foram feitas durante uma palestra “Actividade política de auscultação”, realizada no sábado último 14, na cidade de tchiowa, organizada pelo núcleo político local que apoia a criação do seu novo partido político, após o seu divórcio prematuro com a Coligação CASA-CE, em Fevereiro do corrente ano.

O político angolano de 60 anos de idade chegou nas terras do Maiombe “um dos mais ricos da África Central” na sexta-feira 13, para cumprir um leque de actividades ( entre visitas nos bairros, nas praças, a amigos e a participação num culto religioso), destaca-se à palestra já acima referenciada que foi realizada por volta das 13h00 na sede das instituições do governo local.

Que foi muito concorrida, pelo número de cidadãos cabindenses presentes.  

O visitante, agradeceu o povo de Cabinda, pela solidariedade no período em que se encontrou adoentado, tendo ainda aproveitado a oportunidade para reconhecer à emancipação política dos Cabinda. Tendo em conta que, nas últimas eleições gerias angolanas, o MPLA só foi derrotado em Cabinda e só foi em Cabinda, ainda onde a oposição política angolana venceu, o pleito eleitoral  no seu conjunto. Se quiser ouvir mais sobre à intervenção de Abel Chivukuvuku, clica no link abaixo;

Intervenção Abel Chivukuvuku

Após a intervenção do visitante, várias foram as questões levantadas por parte dos participantes à Palestra e tal como os ânimos, tudo devido à essa falta de clareza por parte dos políticos angolanos no que toca ao “Problema de Cabida”, ouviram-se comentários e perguntas do género:

1-Cabinda é um território, que está sob o jugo colonial angolano e a solução da colonização é a descolonização!   

2-Nunca Nenhum político angolano dará independência à Cabinda!

3-Qual será o enquadramento do “Problema de Cabinda”, no futuro ente político que vai liderar?

4- A resolução do “Problema de Cabinda” não pode continuar refém de uma realização através da angolanidade, porque nós não somos angolanos!

5- Os discursos dos líderes angolanos são semelhantes quando se deslocam à Cabinda.

6- A independência de Cabinda, nunca virá dos angolanos, nós como independentistas, temos plena certeza que um dia Cabinda será, independente! Nós temos 43 anos de colonização angolana e Angola sofreu 500 anos de colonização portuguesa.

7- Nós os Cabindas nos sentimos representados pela FLEC e sempre tivemos firmeza nos nossos propósitos!

8- Muitos dos nossos recursos naturais foram, privatizados, como o caso da madeira que só beneficia um classe, com o direito exclusivo de exploração.

Dr. Dito Bumba

E vale ainda destacar os comentários e as questões levantadas pelo Pastor Kasu Alexandre e pelo  Activista Político, Dr. Dito Bumba, Licenciado em Ensino de Psicologia e que prossegue à sua formação académica na área do direito. Oiça no link abaixo:

Neste sentido, entre a coerência identitária e a incoerência de propósitos e de estratégias por parte dos Cabindas “segundo as conclusões do visitante”, muitos dos participantes concluíram que nenhum político angolano, ajudará Cabinda a se tornar independente, pois apesar da assertividade nas respostas com relação à criação do seu novo partido político, muito ficou por se responder na mesma proporção sobre a resolução do “Problema de Cabinda” que foi relegado à análise por meio de metáforas e figuras de estilo.

Que serviram de escudos à Abel Chivukuvuku, para se proteger das eventuais reações quer dos fazedores de opiniões angolanos e principalmente do partido da situação em Angola “MPLA”, tendo afirmado “As pessoas livres não têm mecanismos de imposição sobre ninguém! Mas as instituições sim!” como já tivemos a oportunidade de referenciar na parte introdutória do texto.

Contudo, os Cabindas, ficaram sem saber na prática à verdadeira intenção de Abel Chivukuvuku, ao reconhecer a extraordinária coerência identitária do povo de Cabinda. Mas para os Cabindas e sem sombra de dúvidas essa coerência identitária é a afirmação da sua Autodeterminação “que significa à libertação do jugo colonial Angolano”, pois o governo angolano liderado pelo MPLA é o grande promotor da desunião entre os Cabindas (para transparecer ao mundo que existe entre nós uma incoerência de propósitos e de estratégias), promovendo acções maquiavélicas que depois são transformadas em subterfúgio para um diálogo inclusivo, franco e aberto, com os Cabindas que seria uma mais valia para à resolução definitiva do PROBLEMA que se transformou num autêntico negócio e que há mais de 40 anos tem beneficiado mais Angola e aos angolanos. Logo as duas conclusões do ilustre visitante que parecem unanimes, são na realidade contraditórias.

Texto de José Kabangu

© 2019 VOICE OF CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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