CARLOS VEMBA, INSTA JOÃO LOURENÇO À PROPOR UM REFERENDO PARA CABINDA

Mas que seja um referendo livre e transparente!

“Aconselho ao governo angolano, à retirar a tropa, o contingente massivo do seu exército que estão no norte de Cabinda e não é com a força musculosa e discursos musculosos que se poderá resolver o Problema de Cabinda”. Considerou não ser militar ou político o problema de Cabinda,  mas sim jurídico, e tem de ser o povo a decidir a resolução do mesmo.  

A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, teve a oportunidade de entrevistar em exclusivo o Eng. Carlos Vemba, Secretário Geral do MIC, para os possíveis esclarecimentos sobre a “Crise Política” que se instalou no Movimento Independentistas de Cabinda-MIC, após à libertação surpresa dos últimos membros no passado dia 04 de Julho do corrente ano.

E pelo facto da sociedade em Cabinda, recentemente ter sido, surpreendida com a divulgação de duas Notas por parte do MIC, a primeira do secretariado para a informação e comunicação, divulgada no pretérito dia 23 de Julho que dava conta da exoneração de cinco membros afectos à direcção política pelo Presidente, Maurício Gimbi, por conveniência de serviço, a saber; o Vice-presidente, o secretário geral, o secretário para a formação de quadros, o secretário para os assuntos religiosos e o secretário para os direitos humanos que foram substituídos por outros membros do Movimento.

A segunda do Bureau Político, publicada também no mesmo dia, anunciando à destituição do Eng. Maurício Bufita Baza Gimbi do cargo  de Presidente do MIC, com à alegação de uma séria de razões. Na mesma nota o Bureau Político do MIC, anunciou ainda estar provisoriamente a frente dos destinos do Movimento, até a realização do Congresso Extraordinário, marcado para o dia 28 de Julho de 2019, que por sinal é hoje.

Acreditamos ser do interesse da sociedade no modo geral e principalmente de muitos filhos de Cabinda, ouvir possíveis esclarecimentos de um dos membros do referido Bureau Político, tendo em conta que circulam nas redes sociais e nos bastidores “um manancial de especulações” que muitos gostariam de ver esclarecidas ouvindo todos os intervenientes, para daí se poderem colher todas as ilações possíveis para se poder contribuir na resolução da “Crise Política” que efecta esta grande e importante organização política de Cabinda, idealizada por jovens e que teve uma grande aceitação em termos oficiais e oficiosos de muitos Cabindas espalhados pelo mundo, transformando-se para muitos Cabindas, como sendo a esperança da continuação da luta de Libertação do território de Cabinda das masmorras do MPLA.

Neste sentido, esperamos de todos à devida compreensão, pois é o nosso modesto contributo em prol da luta de libertação que levamos contra um inimigo devidamente identificado, mas para combate-lo, além de estratégias extraordinárias, devemos também apostar na verdade,  na justiça, na transparência e sobretudo na seriedade das nossas acções.

Pode acompanhar na íntegra no link abaixo, à entrevista com o Eng. Carlos Vemba, que se desenvolveu conforme o quadro que se segue:

Falando ao ciclo de entrevista denominadas “Mpalabanda” que A Voz de Cabinda – Mbembu Buala, desencadeou  para se ouvir os dignos filhos de Cabinda, o Eng. Carlos Vemba, disse ser um filho da terra, que nasceu e sempre viveu em Cabinda, ausentando-se no período de 2010 à 2016 para o exterior onde se deslocou por motivos de estudo.

Sobre a fundação do MIC, Carlos Vemba, revelou que a organização política, nasce da aglutinação de dois projectos políticos de cinco filhos de Cabinda, a saber; Carlos Vemba, Maurício Gimbi, Marcos Soqui, José Bungo e Cezanio Tatiano, que veio a se efectivar no dia 04 de Novembro de 2017, em Cabinda.

E descartou a possibilidade de o movimento ter sido fundado por uma só pessoa, mas sim por cinco.

Com relação ao Bureau Político, adiantou que o mesmo é constituído por 11 membros, sendo o principal órgão decisório da organização, de acordo aos Estatutos de Dezembro de 2018. Adiantando por outro lado que o Bureau político não se revê no novo estatuto elaborado unilateralmente por Maurício Gimbi, em Fevereiro do corrente ano.

 Questionado sobre possíveis provas dos motivos avançados pelo Bureau Político para a destituição de Maurício Gimbi, Carlos Vemba, adiantou que os mesmos são claros e evidentes, começando pela violação dos estatutos, que foi elaborado e aprovado por todos os membros da organização, incluindo pelo próprio Maurício Gimbi entre outras justificações.

Com relação a possibilidade de Maurício Gimbi, ter sido corrompido pelo governo angolano por intermédio do General na reforma das FAA, Maurício Amado Zulú do FCD, afirmou não terem provas palpáveis, mas garantiu que os sinais indicam fortes probabilidades desta ocorrência. Pela cronologia dos factos que se deram recentemente, nos encontros realizados entre alguns membros do MIC, liderados por Maurício Gimbi e o FCD.

Garantiu por outro lado que o Bureau Político, tem toda legitimidade para convocar e realizar, um congresso extraordinário, mas desde que todos os membros concordem, referiu também que esse desejo foi igualmente manifestado por alguns membros do comité central.

 Sobre o congresso do dia 28.07.2019, adiantou que o mesmo vai eleger o novo líder, o reajustamento de estratégias e à alteração do actual estatuto, mas todas essas propostas serão submetidas para à aprovação dos delegados no congresso.

 Será que o diálogo, franco e aberto, entre os membro do Bureau Político e o Presidente Maurício Gimbi, não seria a melhor via para que se ultrapassasse a crise política que se instalou no seio do Movimento? 

Com relação à questão garantiu que houve tentativa de diálogo, mas os resultados foram insatisfatórios, levando o restante dos membros do Bureau Político, avançarem com a realização do Congresso Extraordinário para se ultrapassar o diferendo.

Com relação aos objectivos do MIC, Carlos Vemba, garantiu

“ O MIC continuará sempre a pugnar pela independência, o MIC é apologista da independência total de Cabinda, independentemente de haver algumas forças internas que defendem o estatuto especial e autonomia, mas o MIC pugna pela independência total respeitando os anseios legítimos deste povo, fora da independência o MIC não pugna ou não se revê em nenhum outro estatuto político”.

Depois seguiram se mais questões conforme, a cronologia:

Como por exemplo a quem reside a legitimidade de organizar, uma eventual reunião, inter-cabindesa!

Sobre à avaliação ao FCD de Zulú, Carlos Vemba, afirmou o seguinte: “Eu penso que o FCD não tem a legitimidade, nem a moral de tentar promover uma possível união, o FCD é satélite do MPLA e do seu governo, o FCD não representa os interesses do povo de Cabinda, FCD representa os interesses dos proeminentes da aquela mesma plataforma” (…) “FCD por min seria extinta” (…).

Entre outras respostas, Carlos Vemba, propôs à realização imediata de um “Referendo para Cabinda”, para que seja o povo a decidir sobre o seu destino como Nação e não um grupo de indivíduos que está preocupada, mais com os seus interesses.

Contudo, entre estas e outras questões, analisou ainda o consulado de Eugénio Cesar Laborinho e deixou fortes recomendações ao Presidente da República de Angola e ao Eng. Marcos Alexandre Nhunga, o recém nomeado governador de Cabinda.

PAZ, JUSTIÇA E LIBERDADE PARA O POVO SOFREDOR E INDEFESO DE CABINDA!

VIVA O POVO DE CABIDA DE MICONJE AO YEMA E DE MASSABI AO ZENZE DO LUCULA!

VIVA À INDEPENDÊNCIA TOTAL DE CABINDA!  

Ruben Malonda  

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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