MAURÍCIO GIMBI, AFIRMA QUE O IDEAL DA INDEPENDÊNCIA TOTAL DE CABINDA, CONTINUA FIRME NO SEIO DO MIC

“TODO AQUELE QUE ACREDITAR EM MIM E NA MINHA LIDERANÇA QUE SIGA ME, E TODO AQUELE QUE ACREDITAR NAS MINHAS PALAVRAS E NA INDEPENDÊNCIA QUE SIGA ME! PORQUE NÓS VAMOS MESMO ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA, PORQUE AQUILO EXISTE SÓ PRECISAMOS MESMO FAZER DIFERENTE. SÓ PRECISAMOS CONFIAR EM DEUS E EM JESUS CRISTO, TUDO É POSSÍVEL”.

A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, teve a oportunidade de entrevistar em exclusivo o Eng. Maurício Gimbi, Presidente do MIC, para os possíveis esclarecimentos sobre a “Crise Política” que se instalou no seio do Movimento Independentistas de Cabinda-MIC, após ter ouvido o Eng. Carlos Vemba, sobre a mesma questão.

As referidas audições, se enquadram na iniciativa lançada por esta Plataforma Informativa, para se poder encontrar internamente mecanismos que visam à resolução da “Crise Política” no seio da organização política, após à divulgação de duas notas por parte do MIC, no dias 23 de Julho corrente ano.

A cronologia dos acontecimentos acima expostos, nos levaram a tomar tal iniciativa no sentido de ouvirmos os principais intervenientes do diferendo para em foro próprio serem criadas as condições para à resolução do diferendo.

Pois o inimigo que enfrentamos (o governo angolano, liderado pelo MPLA), é extremamente forte e a muito que tenta nos dividir para melhor reinar e para vence-lo, além de estratégias extraordinárias, devemos também apostar na verdade,  na justiça, na transparência e sobretudo na seriedade das nossas acções.

Acompanhe na íntegra nos links abaixo, os extratos da entrevista com o Eng. Maurício Gimbi, que se desencadeou no quadro que se segue:

Parte 1

Sobre a fundação do MIC, o Maurício Gimbi, revela que concebeu a ideia principal da criação do Movimento a partir do Leste Europa “Ucrânia”, onde ainda como estudante já desenvolvia activismo político, através das redes sociais.

O ideal da fundação do movimento de independentista, nasce nos últimos anos da sua formação académica, e tendo em conta a sua perseverança política, pensou por bem em não desenvolve-lo sozinho. Já com o projecto na fase embrionária, Maurício Gimbi, revelou que contactou vários compatriotas de Cabinda, incluindo o Eng. Carlos Vemba que se interessou pelo projecto deste (apesar de ter manifestado na ocasião de ser militante do partido angolano UNITA), não obstante a sua condição de militante da UNITA, Carlos Vemba, acabou por aderir ao projecto de Gimbi, com a fundação do movimento, ACL – Aliança Cabindesa pela Liberdade, na Ucrânia.

 Importa aqui realçar que Maurício Gimbi, afirma que a criação da ACL, fora um projecto seu, mas que decidiu tornar realidade em unidade com os outros Cabindas. Postos em Cabinda, após a formação académica, para além do Movimento já criado, os dois “Maurício e Vemba” ainda tentaram criar, uma associação para à administração de palestras. Por outro lado, o Eng. Maurício Gimbi, detalhou ao pormenor os acontecimentos que se deram antes da oficialização do Movimento Independentista de Cabinda – MIC, já em Cabinda e bem como da sua curta passagem pelo partido angolano UNITA.

No entretanto, para à fundação do MIC, várias foram as propostas apresentadas para à adopção da sigla do Movimento, tendo como base a ideia primária, idealizada na Ucrânia.

 Foi assim que surgem as propostas de Maurício Gimbi, com ACL – Aliança Cabindesa pela Liberdade e UCI – União dos Cabindenses para Independência; UNICA – União Nacional para a Independência de Cabinda, do Eng. Carlos Vemba; a CDC “proposta de um compatriota de Cabinda” e finalmente a proposta MIC, apresentada por António Marcos Soqui e Zeize, tendo sindo aprovada por unanimidade quer pelos fundadores e cofundadores. Por conseguinte, Maurício Gimbi, revela ainda que foi o autor do esboço da Bandeira e a elaboração do hino do MIC.

“Dizer que existe só um fundador, não vamos dizer isso, mas houve vários cofundadores e o que temos que reconhecer, houve um cofundador principal que motivou as coisas circularem e isso aí é indiscutível”. Maurício Gimbi, assumiu ter sido o líder que fez a máquina funcionar, apesar dos esforços de todos.

Na sequência após os esclarecimentos exaustivos sobre a fundação do MIC, Maurício Gimbi, afirmou que continua a defender os ideias da fundação do Movimento (tendo em conta que são ideias que defende, desde a tenra idade)

“Eu sou à favor de independência de Cabinda, mas por via pacifica”, acrescentou Gimbi.

Sobre os Estatutos, afirmou ser um falso problema e os membros que o levantam, deveriam ter a amabilidade de discutir toda essa problemática em fórum próprio. Pois os estatutos que regem à organização nunca foram aprovados e, até que se desencadeou o problema, os mesmos estavam em análise por parte de todos os membros para a sua consolidação.

Justificando a questão das recentes exonerações de alguns membros do MIC, Gimbi, esclareceu ser da competência do Presidente, nomear e exonerar os membros de direcção do movimento.

Maurício Gimbi, vai mais longe ainda ao afirmar que os membros recém exonerados não ficaram satisfeitos com a decisão do Presidente, comportamento que considerou ser antidemocrático, sendo ainda o cerne da questão que originou à crise interna.

Adiantou ainda, que membros exonerados não têm legitimidade de o destituir, pois os estatutos do movimento não preveem tal acção nos moldes como se procederam. O referido Bureau Político não representa a maioria e por essa razão politicamente falando não se pode chama-lo de colectivo.

Com relação aos motivos avançados pelo Bureau Político, para à sua destituição, Maurício Gimbi, alegou o seguinte; com relação à violação dos estatutos, como referiu atrás, reafirmou que é um falso problema. Dentre outras questões avançadas, tudo se resumiu no protagonismo que granjeou interna e internacionalmente, o que provocou ciúmes e inveja, por parte de muitos membros do movimento, incluindo o Eng. Carlos Vemba.

“Eu gosto de ser verdadeiro, e eu próprio comecei a notar isso” E quando se fala de pessoalização é algo que não sei explicar ( e não vê mal algum que se fale do líder).

Por outro lado, falou também das represálias que a sua família sofrera durante o período das detenções. Sendo a que mais consequências directas sofreu, por ser o líder do movimento.

Gimbi, garantiu ainda, que os únicos fomentadores de intrigas são os membros exonerados e não o líder, qualificando de falso muitos dos problemas levantados.

“ E o próprio Vemba e o Soqui sabem que eu não sou tribalista” e afirmou ainda que um nacionalista não pode ser tribalista, tem sim de amar todos as tribos do solo pátrio”, acresceu Maurício Gimbi.

Maurício Gimbi, revelou ainda que o “único membro da minha família parte do Bureau Político, é o João Mampuela, que é seu tio, primo do pai, deste, mas que é activista político de longa data. Revelou, por outro lado que alguns membros do MIC, são agentes da Segurança do Estado angolano.

Maurício Gimbi, abordou ainda sobre a problemática da constituição do Bureau Político e adiantou que a questão da crise política, só não foi resolvida internamente pelo simples facto de os exonerados já tinham arquitetado o golpe para o destituir da Presidência do Movimento. E a questão do Congresso Extraordinário não tem nada haver com resto dos membros.

“Como era um plano bem arquitetado e que eu tenho a certeza que tem lá, mão da segurança dos inimigos da liberdade de Cabinda”, denuncio Maurício Gimbi.

Acusou por outro lado, Carlos Vemba, de hipocrisia, as exonerações foram feitas pelo facto de ter havido quebra de confiança, com esses membros pelo comportamento que passaram à adoptar, daí a substituição por outros membros do movimento, algo que considerou pacifico à luz dos estatutos do movimento.

Maurício Gimbi, alega ainda que os encontros com o FCD, são um bode expiratório que só serviram para sujar a imagem do Presidente. Por essa razão chamou o ex-vice presidente do MIC, António Marcos Soqui de mentiroso, pois este faltou com a verdade, por o não ter informado do encontro privado que Soqui manteve com Zenga Mambo do FCD, em companhia de um amigo, de nome Macaia.

“E lá o Zenga Mambo lhe disse que você que é o Moisés de Cabinda e você deveria ser o Presidente do MIC, não liga o Maurício é tipo Dr. Arão, não quer aderir o FCD”, acrescentou Gimbi.

E garantiu que o MIC sob sua liderança, não tem nenhum pacto com o FCD, apesar do que circula nas redes sociais.

“Nunca sonhei ser militar e nem quero ser militar angolano, eu sou Cabindês e se for para ser militar, talvez das Forças Armadas Cabindesas, mas também não está nos meus planos eu sou político”, rematou Maurício Gimbi.

Que garantiu ainda, que não foi unilateral a decisão do encontro com o FCD, tendo sido o portador do convite verbal, António Marcos Soqui que também integrou os mesmos.

Quanto as declarações de Carlos Vemba, (que afirma que o líder Maurício Gimbi, já sabia quanto poderia receber de prémio, caso abandonasse à luta para independência de Cabinda!

Maurício Gimbi, afirmou que Vemba está perdido, tendo em conta que nem independentista era “tenho testemunhas”, caso este negue as minhas revelações e só posso concluir que se trata de ambição para querer ganhar certo protagonismo.  

“ A pretensão que eu demostrei é que nós devíamos ir lá para ouvir e não nego”. Afirmou ainda que foi o principal opositor da assinatura de uma monção apresentada pelo Sr. Macaia (amigo de Soqui) que confirmaria à adesão do MIC ao FCD.  

“Eu sou pacifista, o pacifista vem para acalmar, apaziguar e não posso estar aí a fomentar intrigas”. “ O FCD resolve tudo no quadro dos angolanos que muitos de nós não concorda com isso e queremos resolver isso no quadro internacional, portanto no quadro do direito internacional, logo o estatuto especial não é o que nós queremos”, acrescentou Maurício Gimbi as suas explanações.

Sobre o Congresso Extraordinário, Gimbi, garantiu que não foi convidado para fazer parte do mesmo. “A direcção legítima não foi convidada”. E na eventualidade de se convocar um Congresso, teria de ser o Presidente! Maurício Gimbi, desconhece, a legitimidade, a confiança e autoridade com que os referidos militantes convocaram o dito congresso.

Disse ainda, que segundo os estatutos do MIC, é o comité central que elege o Presidente e não o Bureau Político. E não podem ser um grupo de 22 duas pessoas à decidirem o futuro do MIC, independentemente de uns terem sido cofundadores do Movimento.

Garantiu por outro lado, que as regras do Movimento devem ser cumpridas por parte de todos os membros do Movimento, sem excepção. Por essa razão considerou, invalido o referido congresso.

Sobre o futuro do MIC, Gimbi, assegurou que o movimento vai continuar a ser uma organização política saudável, apesar deste mau momento. Vai se manter firme, com a sua posição e vai continuar a trabalhar.

“Posso vos garantir”.

Maurício Gimbi, recusou comentar, informações que circulam nas redes sociais sobre a possibilidade de o Eng. Carlos Vemba, ter recebido uma residência no condomínio 4 de Abril em Cabinda, por não reunir provas e evitar actos difamatórios.  

Considerou normal, o pedido de demissão apresentada por Sebastião Macaia, tendo lamentado somente a forma como tomou conhecimento sobre a decisão, por meio das redes sociais, mas no entretanto o desejou felicidades na nova missão política.

Com relação a legitimidade do MIC que dirige, garantiu ser à organização legítima e se existir uma outra ala, só poderá ser fotocópia e reafirmou que não existem dois ou três MIC´s, independentemente de qualquer problema.

Por outro lado, Maurício Gimbi, aconselhou aos membros demissionários e exonerados, a criarem um outro movimento, desejando de igual modo, êxitos nos novos desafios políticos.

Com relação a idoneidade das duas notas publicadas recentemente pelo MIC, Gimbi, garantiu que a das exonerações é legal e ilegal a da destituição, de acordo os estatutos do movimento.   

Revelou em exclusivo, que é o Presidente legítimo do MIC, pelo facto de ter sido eleito, num pleito eleitoral democrático, onde concorreu com o Carlos Vemba e Filipe Macaia, tendo obtido 80% dos votos. “Eu não me autoproclamei Presidente”, assegurou Maurício Gimbi.

Sobre os ideais do MIC, afirmou que o Movimento que dirige é a favor da independência e as outras propostas são do governo angolano.

Contudo, entre estas e outras questões, resumiu ainda o rescaldo do consulado de Eugénio César Laborinho e ao Eng. Marcos Alexandre Nhunga, o recém nomeado governador de Cabinda, recomendou o seguinte:

“Que não mostre ao povo a angolanidade, porque nós sabemos que é Cabinda, o que poderá provocar uma revolta contra ele.”

Maurício Gimbi, considerou nas suas ultimas palavras, que não se vai desviar, tendo em conta que “TODO AQUELE QUE ACREDITAR EM MIM E NA MINHA LIDERANÇA QUE SIGA ME, E TODO AQUELE QUE ACREDITAR NAS MINHAS PALAVRAS E NA INDEPENDÊNCIA QUE SIGA ME! PORQUE NÓS VAMOS MESMO ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA, PORQUE AQUILO EXISTE SÓ PRECISAMOS MESMO FAZER DIFERENTE. SÓ PRECISAMOS CONFIAR EM DEUS E EM JESUS CRISTO, TUDO É POSSÍVEL”.

PAZ, JUSTIÇA E LIBERDADE PARA O POVO SOFREDOR E INDEFESO DE CABINDA!

VIVA O POVO DE CABIDA DE MICONJE AO YEMA E DE MASSABI AO ZENZE DO LUCULA!

VIVA À INDEPENDÊNCIA TOTAL DE CABINDA!  

José Kabangu  

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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