O NOVO MODUS OPERANDI DO MPLA EM CABINDA

O JLO baralha o povo de Cabinda.

Em Cabinda, durante os 43 anos da desgovernação do regime angolano, o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), baseando-se na estratégia de dividir para melhor reinar, vedou aos filhos de Maloango o direito de ascender ao cargo de governador de Cabinda, privilegiando esse direito aos irmãos naturais de Ngoyo, permitindo desta feita a criação de clivagens entre cabindas e muito particularmente entre militantes do partido dos camaradas.

Esta estratégia permitiu ao MPLA criar e estimular divisões entre cabindas, enfraquecendo assim a sua luta, impedindo-os de juntos caminhar para enfrentar e desafiar o regime angolano. Provavelmente, muitos dirão que a culpa é de quem se acha privilegiado a ponto de não querer valorizar o seu irmão ou talvez daquele que se sente discriminado a ponto de não querer confiar no seu compatriota, colocando de lado aquele que com o seu poder tudo faz para nos dividir e iludir.

Agora, o Presidente João Lourenço (JLO), visto como um bom estratega, surprendentemente, entendeu mudar a tática do jogo politico em Cabinda, baralhando tudo e todos. Pela primeira vez, o MPLA nomeia um originário de Maloango para o cargo de governador de Cabinda, trata-se do Marcos Alexandre Nhunga, natural de Buco-Zau, membro do Comité Central do MPLA.

Isto acontece depois do partido dos camaradas ter levado um cartão amarelo nas eleições passadas, aliás, esta nomeação surge numa altura em que as forças políticas angolanas se preparam e afinam as estratégias para as primeiras eleições autárquicas em Angola, previstas para o próximo ano.

Neste contexto de competição política, onde o voto da maioria é fundamental, importa ao MPLA piscar o olho aos membros daquela comunidade que, por sinal, representa a maioria da população local. Ora, nesta ordem de ideias, podemos inferir que o Marcos Nhunga foi lançado nesta posição para principalmente assegurar a continuidade dos interesses do regime do MPLA em Cabinda, iludindo e baralhando os menos atentos.

A nosso ver, o MPLA ainda não mudou a sua visão política sobre Cabinda (a vaca leiteira do regime angolano). Por conseguinte, ainda que o novo governador, como filho da terra, tenha vontade de contribuir para o desenvolvimento do seu território, o MPLA não lhe vai permitir fazer a diferença, ou seja, ele será sempre dependente de orientações superiores.

Só um milagre pode levar o Marcos Nhunga transpor as barreiras impostas pela Administração Central de Luanda concernente ao desenvolvimento local e ao respeito dos direitos humanos em Cabinda. Oxalá saiba pelo menos aproximar˗se da sua gente ( independentemente do seu lugar de nascimento) e juntos trabalharem para a solução dos pequenos problemas que assola a vida das suas comunidades.

A tarefa até parece ser fácil, mas torna-se difícil para quem está rodeado de segurança angolana e depende demasiadamente de orientações superiores, sobretudo tratando-se de governador de um território ocupado militarmente pelo MPLA que, obviamente, se sente ameaçado com a coesão e união dos cabindas, a ver vamos.

Texto de António Paca Panzo

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

Um comentário sobre “O NOVO MODUS OPERANDI DO MPLA EM CABINDA

  1. ele esta usando a politica de divider,para melhor govrernar.so que o povo agora tem visao difente de antes.Agora frente e caminho endirecao a dipanda.viva cabinda,viva todas forsas vivas de cabinda.

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