FALAR DE CABINDA E DAR A CARA POR CABINDA

Leia até ao fim, é muito interessante!!

Há dez anos, poucos, muito poucos cabindas falavam de Cabinda, sua terra, para exteriorizar em o que lhes ia na alma, – as humilhações, as injustiças, a dominação e a exploração e os crimes que existiam então (e continuam a existir) nessa sua querida terra; e exprimirem também as suas aspirações, os seus anseios, os seus direitos e as suas reclamações.

Aquelas pessoas eram tidas como incómodas, eram olhadas com medo, desconfiança, raiva ou ódio. Para uns, eram loucos ou aventureiros, inconscientes; para outros, eram inimigos da paz, da concórdia e da harmonia, divisionistas, regionalistas e mesmo terroristas.

Hoje, felizmente, há cada vez mais pessoas a falar de Cabinda. Umas, aberta e claramente, dando a cara e assumindo o que dizem ou escrevem; outros, veladamente, muitas vezes a coberto das redes sociais, no anonimato e na sombra.

Mas nem todos os que falam de Cabinda e escrevem sobre os problemas e as reivindicações dos seus povo servem a sua casa. Na verdade, como em tudo semelhante o que fazemos, não basta fazer alguma coisa: é preciso ainda saber fazê-lo, e fazê-lo bem e no momento oportuno.

Por aquilo que leio e ouço, sei que algumas coisas que se escrevem e se dizem não nos honram, não nos dignificam e não servem severa nossa causa; antes pelo contrário, apenas comprometem, indispõem e revoltam ou irritam. Já todos conhecemos as consequências dos “irritantes”!…

É verdade que todos somos livres de exprimirmos as nossas opiniões, as crenças e os desejos. Mas algumas opiniões, como aquelas com conteúdo marcada ou genuinamente filosófico, jurídico, sociológico, geográfico, histórico, etc., exigem algum conhecimento (científico), algum domínio da questão. Não basta ter uma opinião e querer partilhá-la de maneira emotiva, sentimental…

Quem quer falar de Cabinda – melhor ainda, falar por Cabinda, testemunhar por ela -, não deve espalhar inverdades e mentiras; debitar falsidades e banalidades; dar voz a boatos, calúnias, “fofocas”, desprezos, ódios e intolerâncias.

Mas não basta também que a mensagem seja boa (relativamente ao seu conteúdo). É ainda necessário que ela seja transmitida em linguagem clara, correcta e compreensível; de maneira respeitosa e digna.

Aconselho é convido aqueles que falam de Cabinda a fazê-lo (doravante) com responsabilidade e dignidade, promovendo valores e prosseguindo objectivos (bons). Que o façam para reforçar (ou forjar) a unidade, a compreensão, a fraternidade e a solidariedade. Que não revelem (apenas/sobretudo) as suas próprias debilidades, os seus defeitos e apenas se suas fraquezas.

Que o façam com verdade e a seriedade, em espírito de concórdia, sem humilhar, ferir (ofender), desprezar ou minimizar os outros.

Esclarecendo os que não sabem (o que Cabinda é, o que nela se passa é se vive, e os problemas que ela enfrenta) e mobilizando e cativando os que estão connosco na mesma “via”, em espírito de missão, para que Cabinda seja mais conhecida, o seu problema seja melhor compreendido e a solidariedade apareça (surja) e aja.

Que o façam para servir uma causa em que acreditam e não para reivindicar vitórias imaginadas, quimeras e primazias inexistentes.

Que o façam para servir, e não para denegrir dividir ou confundir.

VIVA CABINDA!

Por Francisco Luemba

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