A VERGONHOSA SITUAÇÃO DA ESCOLA INDUSTRIAL, EM CABINDA

Por mais de duas vezes, os alunos do Instituto Politécnico de Cabinda (Escola Industrial) foram obrigados a contribuírem valores monetários para a compra de carteiras.

A Escola Industrial (Instituto Politécnico de Cabinda), em Cabinda, unidade de ensino que já formou grandes técnicos, hoje engenheiros, vive há vários anos sérios problemas, tais como, a falta de carteiras e a degradação da própria infra-estrutura. 

Que tem afectado os alunos, no seu dia a dia estudantil, originando por vezes conflitos entre estes, e a falta de carteiras, é apontada como uma das razões principais, pois são insuficientes para um universo de 3.800 alunos.

Para colmatar a situação, os dirigentes daquela instituição, por mais de duas vezes, efectuaram cobrança de valores monetários, segundo declarações de pessoas ligadas ao assunto, para aquisição de carteiras. Só para termos uma noção, 1.125kzs por cada aluno, para compra de carteiras, de recordar, que contribuíram um total de 3.800 alunos, por mais de duas vezes, os alunos ainda foram obrigados à contribuir 600kz para pagar os professores estagiários.  

Esta instituição, lecionas os seguintes cursos: Electrónica, Energia e Instalações Eléctricas (Electricidade), Desenho e Projecto, Técnico de obras civis (Construção Civil), Metalomecânica, Máquinas e Motores (Mecânica) e Ciências de Computação (Informática).

Na era da ex-Directora, Maria Luísa Buca, segundo relatos, atestam que cobranças para o efeito eram, também bastante notórios.  

De realçar que a degradação da infra-estrutura é a maior preocupação. Como é possível uma escola de referência estar num estado de abandono?

Conforme se pode constatar no quadro estatístico abaixo:

Total de turmas: 24 (Matinal)

8ª Classe: 6 turmas, 45 alunos, total – 270 alunos

9ª Classe:  6 turmas, 45 alunos, total – 270 alunos

10ª Classe: 10 turmas, 40 alunos, total – 400 alunos 

11ª Classe: 12 turmas, 45 alunos, total – 540 alunos 

12ª Classe: 12 turmas, 45 alunos, total – 540 alunos 

13ª Classe: 8 turmas, 45 alunos, total – 360 alunos sem período fixo por falta de salas de aula e carteiras.

Total dos alunos no período matinal: 2.020.

Os dados acima referenciados, representam aproxidamente a mesma estatística para o período vespertino, excepto a 13ª classe por não ter um período fixo. 

Porém, somando, 1.125 de carteira + 600 para pagar professores estagiários, totaliza (só no período matinal) 3.484.500,00 Kzs.

Por conseguinte, agradecemos as autoridades, o esclarecimentos das questões que se seguem:

Será que os professores estagiários, eram mesmo pagos? Será que os valores contribuidos pelos alunos, foram alocados aos objectivos propostos? Sem falar de outras contribuições a que são sujeitos os alunos, para a compra de materiais ou acessórios técnicos para as aulas práticas, uniformes, materiais didacticos e etc.

Recentemente, às autoridades que velam pelo sector da educação em Cabinda, comunicaram aos alunos,  que o governo adquiriu (enviou, e nos parece que não é o local) 28 Mil Carteiras para acudir as necessidades das escolas, mas até ao momento, a Escola Industrial, continua à enfrentar o mesmo dilema e, entre outros problemas.

Uma terra rica em madeira, e com uma mão de obra local e profissional, as carteiras ainda são importadas. O mais triste neste episódio, a escola está localizada defronte a Secretaria da Educação de Cabinda.

E num passado, recente a TPA, atráves do programa Ecos e Factos, apresentou uma materia, sobre esta pouca vergonha. Mas nada foi feito, até a presente data.

Texto de Rubem Malonda

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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