O GRITO DE SOCORRO DAS POPULAÇÕES DO PROJECTO HABITACIONAL DO ZÔNGOLO E DO BUCO-NGOIO

As localidades de Buco-Ngoio e Zôngolo, distam a 17km da cidade de Cabinda, onde estão localizados os sete quarteirões de residências sociais para a transferência das populações dos bairros CMDTE GIKA e A LUTA CONTINUA do suposto plano de requalificação da cidade de Cabinda.

As residências do primeiro e segundo, quarterão estão totalmente habitadas, o projecto conta, com energia elétrica e água proveniente de um poço perfurado num dos quarteirões. A via que liga o projecto habitacional e o bairro Cabassango, está asfaltada, concretamente até junto das imediações da escola. 

A localidade do Zôngolo tem uma Escola do Iº Ciclo, da iniciação a 9ª Classe. Os alunos reclamam por falta de carteiras e frequentes falhas de luz, o que dificulta de certo modo a vida dos moradores. O hospital da localidade, apesar de ter água e luz, mas enfrenta o grave problema da assistência médica e medicamentosa, por falta de material.

Com relação o aspeto ligado à segurança, a falha frequente de luz, tem facilitado as acções dos amigos do alheio “Marginais” que têm infernizado a vida dos habitantes que continuam à clamar por mais cobertura policial, apesar de existir uma esquadra policial, mas que não se faz sentir. Pois os assaltos na calada da noite soma e seguem com frequência. Segundo a população local, dos quarteirões 3 a 7, verificam-se muitas casas fechadas, mas já concluídas e apetrechadas, os residentes reclamam por vizinhos.

Registam-se ainda, no projecto várias casas inacabadas, apesar do governo local, ter pago na totalidade a empreitada, segundo as estatísticas podem estar relegadas ao abandono mais de 100 fogos habitacionais no referido projecto. Por exemplo, no quarterão 6, mais de 50 fogos, apenas 7 estão habitadas. 

O projecto encontra-se inacabado, o que dificulta a vida dos residentes dos outros quarteirões ( com a excepção do 1 e 2) que são obrigados a dirigirem nos dois primeiros ou na maioria das vezes percorrerem 2km até ao Rio Nhama para acarretar água para o consumo que tem sido a solução de quase toda aquela área. 

Por outro lado, os habitantes também relatam que nem se lembram qual foi a última vez que um governador visitou aquela zona. Sim, mas já nem se lembram qual deles era. Seja o caso das autoridades tradicionais, o povo daquela localidade diz, estar relegada ao abandono e a merce da sua sorte, pois não se faz sentir a preocupação do governo local, tendo em conta que naquela zona tem residentes em situações desgastantes, onde tudo fica longe, praça, escolas do IIº ciclo, clínicas, locais de trabalho, serviços de utilidade pública e etc, não se esquecendo os mesmos são provenientes dos bairros do centro urbano, como CMDTE Gika e a Luta Continua. 

Consta ainda, e segundo reclamações de certas famílias, que dizem terem sido enganados pelas autoridades locais, uma vez que alegam serem donos de alguns terrenos na zona onde foi implementado o projecto, não foram abrangidos e nem se quer indemnizados, até apresente data.

Outrossim, os residentes das zonas de Buco – Ngoio e Zôngolo, solicitam à atenção do novo Governador de Cabinda, afim de acudir os seus problemas, pois, muitos que lá residem, são funcionários, público-privados que contribuem para o desenvolvimento desta terra. 

Contudo, enquanto tem casas em estado de abandono, em alguns quarteirões do projecto habitacional do Zôngolo, existem famílias residindo em zonas de risco e em péssimas condições em vários pontos da cidade, como é o caso dos que residem no bairro CMDTE Gika Zona do Madômbolo, onde vivem o calvário de desmoronamento do morro do Tchizo, inundações, falta de água, índice elevado de delinquência e assassinato de jovens do sexo feminino por violações e outros casos, ainda na orla marítima, nos bairros 4 de fevereiro, Lombo-Lombo, Luvassas Norte e Sul, famílias que vivem em zonas de alto risco com surgimento de ravinas.

Por essa razão, solicitam, encarecidamente às autoridades de direito, em Cabinda à resolverem os dilemas acima descritos, sendo a nossa modesta contribuição para se fazer de Cabinda um bom lugar para se viver, resolvendo estes e os demais problemas que as populações locais enfrentam.

 Texto de Rubem Malonda

Fotos: VOC

© 2019 A VOZ DE CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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