REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO (RDC), RECONHECE “INDEPENDENTISTAS DE CABINDA DA FLEC” FAC

Reconhecimento feito por Gilbert Kankonde, Vice-primeiro Ministro do Interior, Segurança e Assuntos Costumeiros no decorrer da 36º reunião do Conselho de Ministros do Executivo Nacional da RDC, realizada na sexta-feira última, 19 de Junho de 2020 por vídeo conferência, sob à presidência de Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, presidente da República Democrática do Congo, quando abordava a questão da incursão das Forças Armadas Angolanas-FAA no território da RDC concretamente na região do Kongo-Central em Lukula sob o pretexto de perseguição dos independentistas de Cabinda da Flec Fac.

Coube ao porta-voz do Executivo Nacional da RDC, David Jolino Makelele, reportar o de mais importante abordado sobre as acções terroristas das FAA no território congolês, “Com relação a situação na fronteira, verificamos incursões militares das Forças Armadas Angolanas -FAA no interior do nosso território, mais concretamente na região de Lukula, sob o pretexto de perseguição dos Independentistas de Cabinda da Flec. O Conselho de Ministro, recomendou que se denunciem tais incursões nas organizações sub-regionais e bem como que se aborde à questão com as autoridades angolanas”.

A invasão “incidente militar” perpetuado pelas Forças Amadas Angolanas na RDC, obrigou o reforço do contingente militar das Forças Armadas da República Democrática do Congo-FARDC em Lukula (Kongo-Central), por parte das autoridades congolesas para que não se repitam as acções das FAA no solo congolês.

As incursões militares das FAA na RDC no corrente mês, obrigaram ainda à deslocação com urgência na quinta-feira última, 18 de Junho à Lukula de Justin Luemba Makosso, Vice -governador da província do Kongo-Central para avaliar à situação com as autoridades locais, tendo reiterado que a segurança das populações congolesas é umas das prioridades do Executivo de Félix Tshisekedi.

Várias unidades militares e policiais foram mobilizadas junto da zona fronteiriça entre Cabinda e a RDC para impedir futuras investidas das Forças Armadas Angolanas no Kongo-Central, especificamente em Lukula, segundo decretou o Conselho de Segurança da RDC. A presença do número 2 da província em Lukula foi vivamente aplaudida pela população local, sendo uma das vítimas das incursões militares das Forças Armadas Angolanas-FAA na RDC.

As incursões militares nos dois Congos das Forças Armadas Angolanas-FAA por causa do “Problema de Cabinda” remontam desde à década de 70. Por conseguinte de 2016 à 2019, foram reportados várias acções da Armada Angolana na RDC e na República do Congo “Brazzaville”, que ceifaram a vida de muitos cidadãos de Cabinda, de angolanos e dos dois Congos, como os casos de:

Rafael Gomes Lelo “RAFA”, 52 anos, assassinado barbaramente no dia 10 de Julho de 2019, na aldeia congolesa de Tele (República do Congo Brazzaville) na região de Tchiminzo; Francisco Malonda Gomes “Masuwa”, espancado e morto a tiro no centro de refugiados de Nlundu Matende no dia 15 de Agosto de 2019; Ngoma Ngiangi, cidadão da RDC, morto pelas FAA no 12 de Maio de 2019; de um outro cidadão da RDC não identificado morto no dia 17 de Junho também de 2019 e, Makosso Daniel e Dembi Alphonse, o coordenador e o secretário da região de Koulombo, assassinados no dia 06 de Junho de 2020 no distrito de Tchamba-Ndzassi na República do Congo, só para citar.

O recém reconhecimento pelas Nações Unidas da FLEC-FAC como sendo um Movimento Independentista por ter aceite, com os outros 16 grupos armados o cessar-fogo lançado por António Guterres, Secretário Geral da ONU para o combate da pandemia de Covid-19 (coronavírus) e mais o reconhecimento das autoridades da RDC, demonstram claramente que as autoridades angolanas devem reconhecer formalmente à FLEC-FAC para poderem dialogar, tendo em conta a resolução pacífica do diferendo, conjuntamente com as outras forças vivas de Cabinda.

E não optarem pelas estratégias dos desmentidos como recentemente se pronunciaram o ministro da defesa de Angola e o governador de Cabinda, Marcos Alexandre Nhunga, este último que foi tão infeliz, pois está mais preocupado em preservar o cargo para continuar à sustentar com “glamour, pompas e exuberância” as quatro mulheres oficiais que tem para não falar das amantes em detrimento do sofrimento dos seus irmãos, defendendo a ferro e fogo as inverdades das autoridades angolanas em Cabinda.

Que pode acompanhar aqui: https://youtu.be/5a0rzf36LNE

A guerra no território de Cabinda, é resultante das estratégias musculadas do executivo angolano liderado por João Lourenço que tem estado a ignorar os sucessivos apelos ao diálogo, dando primazia a violência como sendo a única via para se resolver o problema.

O escalar da “tensão militar” entre os efectivos das FAC e das FAA, no território de Cabinda, coloca em risco à Paz e a Segurança Internacionais na região Central de África, que pode muito bem ser mitigado com a intervenção do secretário-geral das Nações Unidas, Sr. António Guterres, apelando as partes ao cessar-fogo imediato para à resolução do diferendo e sobretudo à exortar o Presidente angolano João Lourenço a abandonar a sua política de violência, repressão e opressão contra o povo de Cabinda e bem como contra os povos da República do Congo “Brazzaville” e da República Democrática do Congo “RDC”, vítimas das barbáries das FAA em solidariedade aos Cabindas.

A guerra não pode ser transformada como sendo o último recurso para à paz em Cabinda, pois já é chegada a hora para que o executivo angolano responda aos sucessivos apelos ao diálogo lançados pelos Movimentos que lutam pelo restabelecimento da soberania do Território de Cabinda.

BASTA DE MORTE, DOR E SOFRIMENTO PARA TODOS!

Texto de José Kabangu

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