FLEC-FAC CONVIDA SADC A TER EM CONTA A SITUAÇÃO DE CABINDA

Os combatentes da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC/FAC) apelam à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que realiza a sua 40ª Cimeira nesta segunda-feira, para abordar a situação em Cabinda, actualmente sob ocupação angolana desde Novembro de 1975.

Por: avozdecabindambembubuala.com


Entre as questões na agenda desta videoconferência está a situação de segurança em Moçambique, onde os jihadistas capturaram o porto estratégico de Mocimboa da Praia, onde será levado a cabo um grande projecto de gás natural.


“Exortamos os Chefes de Estados e de governo da SADC a serem políticos imparciais e bastiões de paz, justiça, liberdade, independência e dos direitos humanos, condenando, o colonialismo ou neocolonialismo, a violência armada e a pilhagem dos recursos naturais…condenando a política colonialista e militarista de Angola no conflito político de Cabinda”, diz a FLEC/FAC num comunicado de imprensa divulgado hoje.


A FLEC/FAC, que afirma ter proclamado a independência na quarta-feira passada, pede à SADC que “condene e responsabilize” a República de Angola, que tem vindo a administrar “ilegalmente” o enclave de Cabinda desde 11 de Novembro de 1975.

No contexto da guerra de independência contra o antigo colonizador, Portugal, Cabinda, então colónia portuguesa, tinha estabelecido uma frente comum com o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA).


Foi com a independência de Angola em Novembro de 1975 que o MPLA anexou o enclave de Cabinda situado entre a República do Congo e a República Democrática do Congo (RDC). Cabinda, transformou-se em província angolana, mesmo não tendo fronteiras com Angola.


Desde 1975, a FLEC/FAC tem vindo a administrar “áreas libertadas” de Cabinda que o exército angolano está a tentar retomar.


Cabinda, 7.200 km2, com mais de 400.000 habitantes e mais de 40.000 refugiados nos dois Congo, é responsável por 60% da produção petrolífera de Angola, constituindo assim um dos principais desafios desta guerra esquecida.


“A Cimeira da SADC deve ter em conta a situação da República de Cabinda, que continua presa aos ataques intermináveis do exército angolano. O problema de Cabinda deveria figurar na agenda da SADC”, arrogou o presidente da FLEC/FAC Emmanuel Nzita.


Em 2014, os movimentos independentistas moderados de Cabinda, agrupados na FLEC-Renovada, assinaram o acordo de paz com o governo angolano no Namibe. 

A FLEC/FAC tinha recusado participar, preferindo continuar a luta pela independência do enclave nas “zonas libertadas”.

Patrick Touaned


17 de Agosto de 2020


Fonte: NAC

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