MAURÍCIO GIMBI, PRESIDENTE DA UCI ENTRE A VIDA E A MORTE NAS MASMORRAS DO MPLA EM CABINDA

Após a Procuradoria Geral da República (PGR) em Cabinda ter formalizado à acusação e remetido o dossier dos membros da UCI no dia 30 de Outubro do corrente ano ao tribunal para julgamento. 

A União dos Cabindenses para Independência (UCI) emitiu neste 02 de Dezembro um comunicado sobre a degradação do estado de saúde do líder da aquele Movimento Independentista de Cabinda que se encontra neste preciso momento entre a vida e a morte. 

Segundo o comunicado de imprensa da UCI, a organização lamenta a morosidade no pronunciamento do tribunal de Cabinda, tendo em conta que “o tribunal comprometeu-se em emitir a pronúncia em 5 ou 8 dias, após a notificação aos detidos”, o que não fez, até ao preciso momento “decorridos mais de um mês, este recusa-se a pronunciar sobre o caso, entretanto mantem-os presos injustamente a mando do poder político sob condições deploráveis de higiene, onde os reclusos vêm-se privados de água de consumo por vários dias e as sanitas entopem de forma frequente, sem contar da sobrelotação da cadeia onde as celas com capacidade de 4 reclusos chegam a albergar 12 reclusos”, denunciou ainda a UCI no comunicado que Mbembu Buala Press (A Voz de Cabinda) teve acesso. 

“O estado de saúde do Presidente da UCI, Eng. Maurício Bufita Baza Gimbi, preso desde o dia 28 de Junho do ano em curso, junto com o Vice-presidente André Lelo Bônzela e o chefe do gabinete presidencial, João da Graça Mampuela presos por razões que carecerem de um certo respaldo jurídico, têm enfrentado graves problemas de saúde que inspiram cuidados médicos minuciosos por causa das condições precárias de higiene e de ventilação que aquele estabelecimento penitenciário oferece”, pode se ler ainda na nota. 

“Depois de várias intervenções médicas precárias que Maurício Gimbi tem vindo a ser sujeito pelo estabelecimento prisional, eis que no dia 30 de Novembro do ano em curso, teve uma forte recaída que originou a paralisação temporária dos membros superiores e inferiores, a família e a organização tendo tomado conhecimento da situação, contactaram uma médica particular e confiável para o devido cuidado médico, tendo feito a colheita de sangue e de urina. Após as análises, detectou-se altos níveis de tifoide e várias infecções”.

Outrossim, a UCI lamenta o “comportamento diabólico” que governo angolano “dos malfeitores” insiste apresentar para com o povo de Cabinda e apela “o acompanhamento minucioso por parte da comunidade internacional” das atrocidades pelas quais estão sendo sujeitos por parte do governo angolano que “deliberadamente insiste em violar o direito à autodeterminação e Independência do povo Cabindês, para que amanhã esta mesma comunidade internacional não venha nos apontar o dedo pelas eventuais reações que advirem”, em jeito de conclusão e um recado para as autoridades angolanas, advertiu no comunicado a organização de Maurício Gimbi. 

Recordar ainda que os três membros da UCI foram indiciados pelos crimes de: Rebelião, Ultraje ao Estado e Associação Criminosa. Crimes que a PGR-CABINDA, não vai conseguir provar.

Segundo consta, Maurício Gimbi foi ainda detido com mais 60 Independentistas de Cabinda no dia 28 de Janeiro de 2019 quando tentava organizar e participar na Marcha Pacífica em alusão aos 134 anos da assinatura do Tratado de Simulambuco, bem como protestar ainda contra colonização angolana e à favor da Autodeterminação e Independência de Cabinda.

Em consequência desta detenção Maurício Gimbi e outros membros quer da UCI e MIC foram no passado 05 de Fevereiro de 2020 formalmente indiciados pela prática dos crimes de Associação Criminosa; Ultraje ao Estado e Associação de Malfeitores pela PGR-CABINDA, segundo a nota da acusação que também tivemos acesso. 

O problema de Cabinda é político, os milhares de soldados das FAA, estacionados no território não desmentem a nossa tese. Se há uma forte presença militar angolana, prisões arbitrárias e violações dos direitos humanos, Cabinda vai continuar a ser um território ocupado militar e ilegalmente por Angola. Como é e sempre foi desde de 1975. 

O território de Cabinda é um Protetorado Português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1 de Fevereiro de 1885, e não parte integrante do território angolano, tal como o Acordo de Alvor o distinguiu.

Desde o recomeço das tensões militares entre as FAC e as FAA que prevíamos um cenário sombrio para o Território de Cabinda e, alertávamos que poderia se assistir o aumento da opressão e repressão por parte das autoridades angolanas contra os independentistas Cabindenses e activistas dos direitos humanos, as detenções do passado 28 de Novembro do corrente são prova inequívoca da nossa tese. 

Texto de José Kabangu 

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