Pobreza extrema em Cabinda ou estratégias dos regimes angolanos?

Cabinda é um território imensamente rico, mais rico do que Angola, Cabo – Verde, São Tomé e Príncipe e etc, só para não citar outros. Mas, infelizmente devido à ocupação de que é vítima o seus recursos para além de enriquecer uma elite corrupta angolana e Angola, enriquecem também os países que dão cobertura essa injustiça.

Só para terem uma noção não é possível um território rico em recursos naturais tais como: Petróleo, Madeira, Manganês, Fosfato, Ferro, Urânio, Cobre, Ouro, Diamante, Potássio e Água e, com um subsolo fértil para o cultivo de uma variedade de culturas agrícolas e não só. Continua a ter o povo a viver numa extrema pobreza e miséria. O que é injusto e terrível.

E com um número alarmante de crianças fora do sistema de ensino tal como o caso da localidade de Ndoko nos arredores do Tchizo na cidade de Tchiowa e de tantas outras regiões de Cabinda.

Marcos Nhunga é assim que ‟solucionastes todos os desafios no domínio socialˮ em Cabinda? Deverias ter vergonha na cara e começar a preocupar-se com o futuro da nação Cabindesa e não só com as tuas concubinas que é o que sabes fazer melhor, pois ainda não fizeste ‟absolutamente nadaˮ. E se fosse você ficaria atento com o que está a passar com o Augusto Tomás (que continua a ser perseguido pelo chefe da secreta angolana Fernando Garcia Miala) e, verás que as armadilhas que estão em curso com o Oliveira na pole position podem ser concretizadas logo logo!

E depois nos querem fazer crer que é participando das eleições angolanas que estes problemas podem ser resolvidos ledo engano:

A Eritreia para se libertar da ocupação etíope teve deputados no parlamento da Etiópia?

O Sudão do Sul para se libertar da ocupação do Sudão teve deputados na Assembleia sudanesa?

O Timor – Leste para se libertar da ocupação da Indonésia teve deputados no parlamento Indonésio?

O Shara Ocidental tem deputados no parlamento do Reino de Marrocos?

Essas teses pro-eleições, pro-MPLA e pro-partidos angolanos estão a ir desencantar aonde? Já que querem reinventar a roda ao menos que nos expliquem os segredos da formula mágica que com o andar da carruagem nem aos padres se poderá ensinar mais a missa.

As eleições em Angola ocorrem desde de 1992 apesar dos sobressaltos ou seja de 1992 – 2017, os deputados em Cabinda sejam eles do MPLA ou não la se fizeram presentes. E deste período em questão qual foi a ocasião que a casa das leis angolanas debateu sobre o direito do povo de Cabinda à sua Autodeterminação? Nunca debateu e quiça não o fará!

Apesar das tentativas de-se querer abordar o problema político e das questões sociais do território. Como resultado desse esforço uns foram ameaçados em plena plenária pelo presidente da assembleia e outros até quase que eram expulsos da próprio assembleia e dos seus partidos como o caso do ex-Deputado, António Maria Mpassa.

E era bom que os defensores dessa tese estudassem muito bem o regimento da casa das leis angolana para concluírem que nem mesmo nas comissões existem margens de manobras para o problema de Cabinda não só por culpa do MPLA, mas, sim de todos os partidos políticos angolanos, analisando o pensamento político sobre Cabinda de Adalberto da Costa Júnior (actual presidente suspenso da UNITA pelo tribunal Constitucional de Angola e líder da recém criada Frente Patriótica Unida) onde afirma que para este Cabinda é uma simples autarquia supra nacional.

Não existem garantias que os angolanos cumpririam qualquer acordo com os Cabindas, talvez só os das acomodações que até estes não são extensivos à todos!

Não votar nas eleições angolanas é reafirmar e reforçar à identidade do Povo de Cabinda, tendo em conta que os nossos votos não são tidos e muito menos achados. E não são os nossos votos que vão retirar o MPLA do poder em Angola, por mais que acomodem alguns Cabindas e, mesmo as questões sociais estas são melhor debatidas fora da assembleia e o activismo deve ser o nosso baluarte de reivindicação e não num parlamento que nem se quer é democrático. Como destaca e muito bem o ilustre Paca Panzo, ‟A experiência das últimas três eleições realizadas em Angola aconselha-nos maior discernimento e ponderação, pois delas a sociedade civil local saiu mais fragilizada do ponto de vista da coesão interna e de respeitabilidade e influência das suas figuras emblemáticasˮ.

Das próximas eleições angolanas antevejo dois cenários:

1 – O MPLA não vai aceitar perder o poder. Uma vez que tem na sua alçada os órgãos que vão decidir sobre o desfecho do pleito eleitora de 2022.

2 – Com a vitória do MPLA em 2022 caso haja fraude ou não! Desenha-se um clima de crise política e em último caso uma guerra civil que mesmo se tiver lugar o partido no poder tem mais chances de continuar e reforçar ainda mais o seu poder.

Contudo, independentemente do resultado aos Cabindas só resta uma solução. Não participar nas eleições angolanas de 2022 uma vez que não vai mudar absolutamente nada nas suas vidas, talvez até mude, mas, somente nas dos candidatos que vierem a ser eleitos. Por que o povo vai continuar a sofrer se os destinos da nação cabindesa não forem comandadas pelos seus próprios filhos, apesar das suas adversidades.

Paulo Kitambala

© 2021 MBEMBU BUALA PRESS-VOZ DE CABINDA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA – ACIMA DE TUDO E DE TODOS

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