ARROGÂNCIA DO REGIME ANGOLANO PREVALECE EM CABINDA

Prisão de activistas reforça ideia de que Cabinda vive uma ditadura. “Quem pensa, quem fala e quem age diferente é castigado”.

A prisão de dois activistas políticos do MIC (Movimento Independentista de Cabinda) estão em face de acusações absurdas “de Prática de crime de Organização Criminosa, Organização Terroristas, Rebelião, Perturbação do Funcionamento dos Órgãos de Soberania e Desobediência”. Este cenário não causou especial surpresa, mas está perceptível como sinal de que Cabinda vive uma situação de ditadura, colonialismo, agressão, opressão, domínio e exploração por parte do Estado de Angola.

O sistema Judicial de Angola não é independente, está ao serviço do partido no poder, o MPLA, que controla a liberdade de expressão, reforçando cada vez mais a repreensão no território de Cabinda. Se o MPLA é ruim como gestor do próprio Estado, como colonizador, é péssimo.

Os dois activistas políticos de Cabinda, António Victor Tuma e Alexandre Dunge, continuam presos na cadeia Civil em Cabinda, sem data prevista para o julgamento. Quando foram detidos, a incursão policial angolana, a partir das 04h da madrugada, do dia 6 de Outubro de 2021, os agentes da polícia angolana, invadiram a casa do António Tuma, arrombaram a porta gradeada, janelas e inclusive as chapas de cobertura da mesma residência foram arrancadas, e detiveram António Victor Tuma. Da mesma forma o Activista Alexandre Dunge, foi detido no mesmo dia, quarta-feira, 6 de Outubro, em sua residência.

O Magistrado do Ministério Público, João Mário da Conceição de Boavida, acusa os dois activistas políticos do MIC, de Prática de crime de Organização Criminosa, Organização Terroristas, Rebelião, Perturbação do Funcionamento dos Órgãos de Soberania e Desobediência.

É uma autêntica vergonha para um país supostamente democrático, que fez parte do conselho de segurança das Nações Unidas quando aqui, em Cabinda, trata o povo com injustiça. “Cabinda vive uma ditadura”. Infelizmente, o sistema de justiça angolano foi estabelecido para punir os cidadãos de cabinda. Todo o cidadão cabindes é punido pela justiça angolana porque não pode pensar diferente, e o povo vive em situações de ditaduras militares. Quem pensa, quem fala e quem age diferente é castigado.

Em Cabinda se vê claramente as PERSEGUIÇÕES políticas. Os activistas políticos do Movimento Independentista de Cabinda (MIC) são vítimas de detenções arbitrárias, prisões e perseguições políticas porque cometem o crime de pensar diferente, ao defender o direito à autodeterminação do povo de Cabinda por vias pacíficas. O MIC (Movimento Independentista de Cabinda) adoptou a alternativa para o alcance da solução definitiva do problema de Cabinda o REFERENDO DE AUTODETERMINAÇÃO, por ser um mecanismo imposto pelas Nações Unidas para a resolução de diferendo entre os povos, tal como a problemática de Cabinda e Angola.

Apesar de enfrentarmos momentos “intimidatórios”, é natural que aconteçam novas manifestações no território, e o MIC garante de modo incessante organizar protestos e manifestações dentro e fora do enclave.

Reafirmamos “não às eleições angolanas em Cabinda”, mas sim a realização do REFERENDO para resolução definitiva do problema de Cabinda. E finalmente, exigimos a liberdade imediato e incondicional dos activistas políticos do MIC, António Victor Tuma e Alexandre Dunge. LIBERTEM os presos políticos de Cabinda.

Nota: Movimento Independentista de Cabinda (MIC) apoia a Manifestação do dia 11 de Dezembro em Cabinda, e convida todos os seus membros, militantes e simpatizantes para fazerem parte da mesma.

Cabinda, aos 08 de Dezembro de 2021.

Secretaria para Informação e Comunicação do MIC

Eng. Sebastião Macaia

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