Será a guerra o melhor instrumento para solucionar o Problema de Cabinda?

CABINDA

Por @mbembubuala

Fevereiro 01, 2019

Certamente que os Cabingolas e Cabibembes e, quiçá alguns defensores do regime angolano, diriam que não!  E diriam que para tal desiderato, deve-se continuar a insistir no diálogo com as autoridades coloniais angolanas.

Mas, as grandes questões que não se querem calar!  

Até quando vai persistir e aguentaremos à barbárie do MPLA?

Estamos a ser dizimados pouco, a pouco, com a estratégia de hoje nos reprimirem com execuções sumárias, detenções, e etc. E amanhã, nos restituírem à uma liberdade temporária! E o tempo vai passando (já lá se foram 43 anos). Será que temos noção disso?

Será que a luta para à Autodeterminação do Território de Cabinda, se vai resumir eternamente na tentativa, na esperança da almejada independência total?

Para quando à efectivação da independência total de Cabinda?

Até quando?

Quiçá até o genocídio da grande maioria do povo indefeso e sofredor de Cabinda, que continua a ser vítima da  barbárie do Regime angolano (MPLA) que ocupa o Estado de Cabinda, há mais de 40 anos, sob o olhar impávido de Portugal que continua à apunhalar-nos pelas costas, desde a fatídica, anexação no “Acordo de Alvor”.

 Por conseguinte, à Comunidade Internacional, se continua e com muita intensidade, por parte de todas as forças vivas Cabindenses, os apelos sucessivos para que o tão propalado diálogo( aberto, sincero, franco, transparente, e acima de tudo inclusivo) tenha lugar com a força invasora e ocupante ilegal “Angola”.

Recorremos principalmente às Nações Unidas (ONU), para seja “o mediador” não por ser apenas a Organização a quem compete à Manutenção da Paz e Segurança Internacionais, mas também por continuar a ser a única e verdadeira organização ao nível do mundo, como alternativa à guerra!

Mas que infelizmente, continua a permitir e assistir impávido, à implementação de políticas de opressão e repressão, no Território colonizado de Cabinda por parte do Regime invasor e opressor de Angola liderado pelo MPLA.

Apesar dos apelos, ao tão propalado e esperado “diálogo” que tarda a se concretizar, por culpa da força invasora (o Estado angolano) que finge não ouvir, a mensagem dos Movimentos que lutam para à Independência do Estado de Cabinda, tem estado a obrigar e com toda razão, a radicalização da juventude cabindense que já não que adiar a resolução do “Problema de Cabinda” para o dia de são nunca!

Destemida, saiu à rua no dia 01.02.19, pelo mundo fora, organizados numa Marcha Pacífica para celebrar os 134 anos do Tratado de Simulambuco(01.02.1885)“sem qualquer violência” repudiando a colonização angolana, e reforçando, o apelo uma vez mais à  Autodeterminação e  Independência Total de Cabinda, aos olhos dos homens.

Marcha que decorreu sem sobressaltos, em Portugal-Lisboa, em Nova Iorque – Estados Unidos da América, sendo reprimida em Cabinda (Tchiowa), com a detenção demais de 50 pessoas, uma autentica operação de caça às bruxas que se despoletou, desde do dia 28, de Janeiro.

Por outro aldo, a FLEC – FAC (Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda ), o único braço armado na luta independentista de Cabinda, defende a ferro e fogo, as zonas libertadas no interior das Matas do Maiombe que recente num confronto, empreendeu seis baixas  as forças militares angolanas, em legítima defesa.

 É importante realçar e a sinalar que antes e durante os acontecimentos à acima referenciados, a força invasora “Angola”, reforçou não só o número dos efectivos das suas Forças armadas e bem como o seu arsenal bélico, agravando ainda mais à actual situação político-militar no território, que é caracterizada como tensa.

Um sinal claro da continuação da guerra por parte da força invasora Angola, liderada pelo MPLA que insiste em recusar o diálogo( aberto, sincero, franco, transparente, e acima de tudo inclusivo).

Este “Modus Operandi” do governo invasor e ocupante(Angola) do Estado de Cabinda, tem desde de 1975 influenciado negativamente na Resolução pacífica do conflito armado e da crise que se instalou no Território de Cabinda, até aos nossos dias.

Porém, por mais danos que nos possa causar, a guerra – a via armada, não pode ser descartada para a resolução do Problema de Cabinda.

Tendo em conta que o tão propalado diálogo tarda a chegar e quiçá nunca chegará, pelas razões acima descritas, pois que está mais que provado, que nunca existiu, uma verdadeira vontade política por parte da força ocupante em resolver, o Problema de Cabinda, por via pacífica.

Que nos sirvam de exemplos, os casos da Eritrea e do Sudão do Sul, ex-territórios anexados à Ethiopia e ao Sudão, respectivamente, que se tornaram independentes e também a República Árabe Saharaui Democrática (RASD), que a força invasora Angola, reconhece o direito à Autodeterminação, no diferendo com o Reino de Marrocos.

Caros patriotas, Cabindenses, por tudo acima descrito,  fica aqui a questão para analisarmos!

É POSSÍVEL ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA DE CABINDA PELA VIA ARMADA?

Por José Manuel Kabangu – Jornalista e Activista Político

2015 @mbembubuala – Todos direitos reservados (Copyright)

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