E AGORA! SERÁ QUE MARCOS NHUNGA E EUSÉBIO DOMINGOS VÃO SILENCIAR PADRE CUBOLA?

PARA A INFORMAÇÃO DE TODOS.

Depois da minha Carta aberta, venho informar a todos o seguinte:

1-O Governador da Província de Cabinda, Engenheiro Marcos Alexandre Nhunga, solicitou nós, por telefone, confirmado pelo seu Director do Gabinete, para um encontro no Palácio as 16 horas, no dia 17 de Abril, anunciava o Governador, em presença do Comandante Provincial e Delegado do Interior, do Director do Sinfo, do Director da Investigação Criminal.

2-Mas ao nosso espanto,o encontro decorreu na presença do Comandante Provincial e Delegado do Interior e o Comandante Adjunto Provincial da Polícia.

3- Tomou a palavra o Governador, para situar- nos sobre o objectivo do encontro resumidamente nestes termos: “Chamei, Senhor Padre, para conversarmos acerca da Carta aberta. Muitos comentários negativos contra o Senhor Padre, porque muitas pessoas não compreenderam o que queria escrever. Não gostei disso por causa da confiança e atenção que depositamos em ti. Não seria você a fazer isso porque podia muito bem telefonado para mim ou para o teu amigo Comandante Eusébio. Pois logo que tivemos a informação te assistimos imediatamente. Devia agradecer -nos invés de nos avisar como o fez. Acusa-nos que andamos a roubar combustíveis…E nem sabemos o que a FLEC vem fazer nesta questão… Não sabia que o Padre é FLEC.”Abordou também da ajuda que me prestaram aquando tive a participação em Ghana e a suspensão da Igreja Católica e terminou com algumas perguntas, que para mim seriam fulcrais e basilares para a conversão:

a)O que queria dizer com a carta aberta!

b)Que o Governo de Cabinda está mal?

c)Que a polícia está mal?

d)Quais são as motivações deste carta?

e) Isto é uma faca nas costas .

4- Foi me cedida a palavra e tentei circunscrever, explicando que na minha Carta não havia acusação contra ninguém como aludiu o Senhor Governador e melhor seria bem relermos a carta. Em seguida realcei as três partes da carta:

a) Trata-se duma denúncia.

b) A primeira parte são os factos.

c)A segunda parte são as preocupações

d) A terceira parte são as propostas.

5- Foi feito a leitura integral da carta pelo Segundo Comandante Provincial, que foi sendo travado pelos comentários do Senhor Governador, que achava que foi uma acusação da Polícia quando questionei sobre a facto do meu depoimento se encontrar nas redes sociais ao desrespeito da Lei da proteção de dados, sobre a questão relativa a atuação do meio e as suas circunstâncias, sabendo que eu não estava in loco. Sobre a questão do tráfico ilícito dos combustíveis, alusão feita a corrupção e marimbondismo, alusão feita a FLEC, povo de Cabinda, tratando-me dê tribalistas e por fim dizendo que mentia até porque não devia escrever que andei ” toda a noite”, sabendo que a minha comunicação com ele situava-se entre as 2 horas e 3 de manhã. Não sei se podem valer-nos os que estudam escrupulosamente as horas e as separações dos dias!!! Só sei que nunca se diz duas da noite, para intelectuais, mas sim as duas da manhã.

6- Tomou, em seguida a palavra o Comandante Provincial resumidamente nestes termos:”O comportamento do Padre Cubola me surpreendeu. Explicou como se prontificou e dirigiu as operações, logo que recebeu a informação, pondo no lugar o Dr do SIC, e o Comandante Municipal da Polícia, e como ele mesmo dirigiu e acompanhou as operações. Considerou a nossa relação de amizade e até irmandade, afirmou a ajuda prestada a minha pessoa e familiares, Lamentou a minha falsidade e por lhe ter apunhalado nas costas, tratou me dê ingrato, falso, que ele não está ao meu serviço, não sou o Presidente da República para prestar me contas, prometendo formular uma queixa no tribunal para eu provar o que lhes acusei, pois devia eu agradecer o trabalho da Polícia por ter recuperado um carro e que tudo estavam a fazer para recuperar o outro, pois foram recuperados muitos carros roubados que atravessaram na RDC. E enalteceu o Governador:” Pois ele está a exigir que lhe paguem o carro. Agora que a opinião nacional e internacional lhe mande de volta o outro carro.”

7- Por fim falou o Segundo Comandante em poucas palavras, pela conversa que partilhamos sobre três pontos:

a)Sobre a questão do roubo dos carros em Cabinda que não é novidade.

b) Sobre as circunstâncias da atuação do carro

c) Sobre as minhas fontes em matéria de venda ilegal de combustíveis, realçando que têm na corporação fofoqueiros que querem aproveitar-se dá situação, por terem sido punidos por causa da venda ilícita de combustíveis. Que devia melhor escutar o Comandante Eusébio para o efeito e não confiar nos outros.

8- Tentei tomar a palavra mas o Comandante tinha uma vídeo conferência com o Comandante Geral da Polícia, o Governador também tinha afazeres e assim terminou o encontro do esclarecimento das motivações da minha Carta Aberta.

CONSIDERAÇÕES:

1- Pensávamos nós que uma tal carta mais despertaria a atenção dos Governantes de Cabinda, sobre realmente o que passa. O Padre Cubola é muito bem conhecido na questão das denúncias a corrupção, e o MPLA o sabe muito bem. O Comandante Eusébio, não poderá negar isso e quem quiser provas, as terá. E diante do mal social ou outro mal, não há tréguas para mim. Antes do Presidente falar dos marimbondos, eu já o falava muito antes, quando ainda o Senhor José Eduardo Dos Santos era Presidente e a Governadora Matilde da Lomba em exercício em Cabinda. Onde estava o Comandante Eusébio!? Em que não o defendi quando era verdade? Nunca se compra o meu silêncio diante do mal, venha de quem quer que seja.

2- Não compreendo está toda gesticulação, se o que renunciamos não é verdade. Alias para uma boa análise, nós não acusamos ninguém. Que se prova, acusamos quem e em quem! Será crime, num Estado Democrático e de Direito, se é o nosso caso, opinar, denunciar?

3- Estou triste em saber que as pessoas ou os Cristãos, devem agradecer-lhe me quando acabo de celebrar uma Eucaristia?! E meu dever de estado. Assim quando o polícia apreende um gatuno, ou o meu carro. E seu dever de estado. Em que mundo estamos?

4- A nossa carta comporta uma parte de propostas. Porque agitam se dessa maneira as Autoridades Provinciais? E porque não desejar que haja inquéritos tal como o sugerimos nas propostas?

5- Não estou contra ninguém e nunca serei ingrato. As pessoas que bem me conhecem dirão a verdade. Mas deixo muito bem claro para o senhor Governador, não sabia que um parente só ajuda utilizando os bens e meios do Partido. Isto é gravíssimo e foi por causa deste tipo de atividade que o MPLA praticou e arruinou a País. Em vosso lugar demitia-me.

Não deixaremos de falar, diziam os nossos Presbíteros na diáspora e no exílio. Tem todas as técnicas para nos calarem mas, eu enquanto vivo, denunciaria o que está mal e agradecerei e louvarei o que está bem. Cada um de nós saberá onde está a verdade e pela Verdade darei a minha vida, pois Cristo é Caminho, Verdade e Vida. A Verdade vencerá.

Cabinda,aos 18/4/2020

Padre Félix Roberto Cubola Kinyumba

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