ALTO CONSELHO ACUSA ARÃO TEMPO DE PROFERIR “ INVERDADES” SOBRE A ORGANIZAÇÃO

Durante uma entrevista concedida à Mbembu Buala Press (A Voz de Cabinda), Arão Tempo, advogado e líder do MRPCS (Movimento de Reunificação do Povo de Cabinda para a sua Soberania), teceu várias críticas ao Alto Conselho de Cabinda (ACC).

Para Arão Tempo possivelmente existe uma mão invisível por de trás da criação dessa organização, “pode ser uma jogada do regime”, e precisou que “o MRPCS não fará parte de modo algum de qualquer encontro ou qualquer organização, onde não se definem estratégias que possam ter um impacto na resolução do Problema de Cabinda”. Na mesma entrevista Arão Tempo diz que a organização ACC foi “praticamente dissolvida”.

Em reacção às declarações de Arão Tempo, o Coordenador Geral do ACC, Afonso Justino Waco, através da Comissão para assuntos Políticos e Jurídicos da organização, difundiu uma ”Nota Informativa” em que acusa o líder do MRPCS de ter proferido “algumas inverdades” sobre o ACC.

“Arão Tempo falou da dissolução do ACC, um pronunciamento bastante infeliz (…). Afirmou também que a FCC (Frente Consensual de Cabinda) é que promoveu o Acra e criou o ACC”, refere o documento

“Nós consideramos esta declaração como uma falta grave de honestidade intelectual e uma vontade deliberada de mentir, pois o sr. Arão, mais do que ninguém, conhece muito e bem o dossiê ACC, por ter sido associado nos trabalhos preparativos de Acra, colaboração que declinou”, lê-se no documento que acrescenta que “É bastante estranho ver pessoas a perderem cabeça e a terem tanta pressa de assinar um certificado de óbito ao ACC, que hoje, mais do que nunca, está mais do que vivo”.

Para Afonso Justino Waco, que assina o documento, referindo-se ao teor das declarações de Arão Tempo ao Mbembu Buala Press, “Falar, já muitos o fizeram desde 1963. O momento é de passar a actos concretos. Há um povo que sofre e o discurso sobre independência, autonomia ou integração não vai resolver os problemas graves que o nosso povo vive. De acrescentar que o estatuto especial ou a autonomia não deve constituir uma marca de identificação de alas, mas, sim, uma estratégia de solução, pois o caminho faz-se, caminhando”.

Na conclusão da “Nota Informativa”, o Coordenador Geral do ACC, Afonso Justino Waco, afirma que o ”povo vai reter nos seus anais quem são os ditos políticos que aceitaram entrar no campo para participar no torneio de diversão, que, tal como sabemos, só aproveita aquele que deseja manter o povo de Cabinda no estado animal, em que foi mergulhado há mais de 45 anos”.

Fonte: e-Global

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