“CABINDA É UMA PROVÍNCIA ULTRAMARINA DE ANGOLA” RAÚL TATI

DR. RAÚL TATI, DEPUTADO E DEFENSOR INQUESTIONÁVEL DA AUTODETERMINAÇÃO DO POVO DE CABINDA.

Uma figura que dispensa apresentações sendo uma das vozes activas da sociedade civil Cabindense na defesa de Cabinda e do seu Povo.

A Mbembu Buala Press (A Voz de Cabinda) apresenta no vídeo que se segue uma retrospectiva das considerações do ilustre filho de Cabinda sobre o “Problema de Cabinda” que são intemporais e que permanecerão para sempre na história de Cabinda e do seu Povo.

“Desde que Cabinda se constituiu província ultramarina angolana em 1975, foram instalados no território políticas extrativas baseadas na exploração desenfreada das suas riquezas sobretudo o famigerado petróleo que transformou Cabinda na Vaca Leiteira que sustentou a guerra civil em Angola e a guerra em Cabinda e, continua à suportar hoje a economia angolana.

O estado angolano tem uma grande dívida com Cabinda e, esta dívida não se traduz apenas em cifrões. É uma dívida muito mais profunda porque requer uma justiça retributiva e restaurativa (…)”. Raúl Tati, in intervenção numa das sessões do parlamento angolano.

Num outro texto de uma das suas reflexões publicadas recentemente, Tati esclareceu realmente o que Cabinda significa para Angola: “Quanto a Cabinda, o Executivo angolano reconheceu-lhe especificidades geográficas, históricas e culturais, reservando-lhe um estatuto especial através do Decreto-Lei nº1/07, de 2 de Janeiro, devidamente publicitado e publicado no Diário da República N.º1. 1ª Série.

O art. nº3 reza o seguinte: “E o Estatuto Especial da Província de Cabinda é de âmbito político-administrativo e decorre da especificidade histórico-geográfica e cultural da província”. Este pequeno e sucinto postulado pode servir para uma tese de doutoramento, pois aqui há muito que se lhe diga. Se quisermos ir ao fundo da questão, o Governo de Angola aqui reconheceu que Cabinda é um território que passou a fazer parte de Angola em circunstâncias históricas especiais; reconheceu igualmente a existência de um diferendo político no território por força de reivindicações políticas locais com uma expressão militar; finalmente, entendeu também que Cabinda devia merecer um tratamento especial no âmbito político e administrativo. Aqui é onde reside o calcanhar de Aquiles do “Memorando de Entendimento para a Pacificação da Província de Cabinda” (1 AGO2006) que não passou duma (caixa de pandora)”.

Acompanhe o vídeo aqui: https://youtu.be/nJPTWHZ3DJo

Texto de Magaliza Zola

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