CABINDAS E OS 137 ANOS DO TRATADO DE SIMULAMBUCO

Hoje celebramos mais um ano da efeméride que consagrou o ‟Território de Cabindaˮ como Estado Independente no concerto das Nações. Lá já se foram 137 anos desde que Guilherme Augusto de Brito Capelo, comandante da corveta rainha de Portugal e os Príncipes, Governadores e Chefes de Cabinda, comprometeram-se em assinar o Tratado de Simulambuco a 01 de Fevereiro de 1885.

Compromissos que hoje nem as actuais autoridades portuguesas, tão pouco as angolanas (que ocupam o território sem legitimidade alguma) e nem se quer as Nações Unidas podem ignorar para que Cabinda se reafirme no contexto africano como 39 Estado africano a se descolonizar com urgência, tal como sucedeu recentemente com a Eritreia e com o Sudão do Sul, só para citar.

Infelizmente hoje por hoje, os principais inimigos do Estado de Cabinda são os ‟Cabingolasˮ (que até é uma simples minoria) estes que sabem adormecer com o sorriso do tigre tal como os caracterizou recentemente Alexandre Tati Builo. Que ao invés de continuarem a inspirar as futuras gerações de Cabinda (os que vão resolver de facto este problema), preferem acovardar-se na propaganda do diálogo com os carniceiros do nosso povo e invasores da nossa ‟Pátria Imortalˮ – CABINDA. Para quê?

Para depois das ‟ditas negociações ou falsas negociaçõesˮ, com o governo angolano do MPLA e dos demais partidos políticos angolanos serem acomodados, estes, os seus familiares e amigos, com cargos de direção e chefia nos mais variados organismos do estado angolano de preferência nas missões diplomáticas e na Assembleia Nacional. Quando já se sabe que estas supostas negociações são ‟Uma verdadeira mascarada onde só se embarca Cabindas falsos, não patriotas, homens de negócios ao serviço do regime angolano e inimigos do povo de Cabindaˮ, como nos alerta Alexandre Tati Builo.

Mas estes ‟Cabindas Traidores (cujo a lista em breve publicaremos)ˮ esquecem que já mais terão o apoio do povo sofredor de Cabinda e que estes supostos acordos de paz para Cabinda (forjados com guerrilheiros e guerrilhas da propaganda) não passam de ventos e sopros ou seja não terão efeito algum sobre a resolução do problema de Cabinda que para a sua resolução é imprescindível à afirmação de Cabinda como Estado independente de Angola ou de qualquer outra força invasora.

Contudo, deixamos aqui algumas frases para todos refletirmos, como Cabindas que realmente almejam o bem do seu povo e do seu estado:

– Será que os Cabindas lutarão somente para se renderem por causa dos cargos e acomodações do governo angolano? Ou seja que se lixem os ideias da revolução! Depois deste todo sangue que continua a ser derramado!

– A geração dos pós-guerra clássica deve perceber que a resolução do problema de Cabinda não se resume no diálogo da covardiaˮ, com o governo angolano do MPLA e com os demais partidos políticos angolanos, mas sim na instrução das futuras gerações de Cabinda que são os principais herdeiros da questão.

– A juventude actual de Cabinda devem perceber que à angolanidade não é e nunca será a melhor via para a resolução do Problema de Cabinda, ao menos que queiram retirar dai benefícios próprios. E não devem limitar os seus esforços somente na criação de movimentos políticos e cívicos do dia para noite como também devem continuar a investigar sobre os segredos deste processo para ajudarem e preparem as futuras gerações de Cabinda que são os principais herdeiros deste Problema. E que não caiam no cinismo, egoísmo e oportunismo da geração dos pós-guerra clássica.

– Talvez com um líder como Steve Biko a Revolução Cabindesa hoje teria um outro rumo.

Pensem nisso, até já!

VIVA INDEPENDÊNCIA TOTAL DE CABINDA VIS-À-VIS À ANGOLA OU DE QUALQUER OUTRO INVASOR!

VIVA À IDENTIDADE DO POVO DE CABINDA!

CABINDA À CIMA DE TUDO E DE TODOS!

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